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domingo, 21 de abril de 2013

Olhar Pecador

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 








Uma praia.

Um homem e uma mulher, um lugar perfeito para nascer o amor que ambos procuram… Shannon Raine olha pela janela de sua casa.
O nevoeiro daquela manhã não permite que ela possa observar direito o homem que caminha solitário.
Mas algo em seu corpo, um leve tremor, indica uma vontade súbita de conhecê-lo.
Veste um agasalho e sai. Garth Sheridan vê a jovem que apressadamente vem a seu encontro.
Todos os sentidos lhe mostram que todo o cuidado é pouco.
Os olhares se cruzam, os corpos ficam parados, retesados, um calor toma conta dos dois.
Aquele encontro tinha de acontecer…

Capítulo Um 


Fazia três manhãs que Shannon o observava da janela da cozinha. Seguindo a mesma rotina, ele saía pela porta dos fundos do chalé, vestindo um blusão escuro, com a gola levantada para protegê-lo da fria névoa matinal. 
O homem era envolvido pela misteriosa atmosfera, que parecia combinar com seu aspecto sombrio, e desaparecia na neblina, rumo à praia acidentada.
Shannon Raine estava em pé, junto à janela, decidindo se deveria se apresentar ao estranho. Afinal, seria um gesto natural, pois ele era um visitante na pequena comunidade da costa de Mendocino, na Califórnia, e ela, uma moradora permanente levando as boas—vindas ao vizinho mais próximo. 
Não haveria nada de incomum em segui-lo até a praia e desejar-lhe bom-dia a fim de conhece-lo.
Muitos visitantes iam e vinham embora durante o verão, atraídos pelo bonito cenário litorâneo, a singular arquitetura vitoriana das pequenas cidades e a série de galerias de arte. Shannon lembrou a si mesma que ela não procurava se apresentar a todos os turistas que passavam pela área.
Mas esse homem era diferente. Havia qualquer coisa nele que a impressionava. 
Talvez o ar distante e a solidão em que ele passava os dias a tivessem impulsionado.
Não conseguia entender por que necessitava conhecê-lo. Embora fosse amistosa por natureza, não era do tipo de pessoa que se sentisse compelida a buscar a companhia de outras pessoas. Sentia-se bem sozinha, desenhando ou trabalhando em silk screen.
Um pensamento passou rápido pela cabeça de Shannon. 
Aquele homem estranho, que parecia tão à vontade na neblina, também era artista e isto a estava atraindo para ele. Shannon considerou a possibilidade e meneou a cabeça. 
Não, era mais provável que fosse escritor ou poeta. Sim, podia imaginá-lo facilmente como um poeta. 
Havia nele um quê de mistério e sabedoria, como se ele tivesse descoberto que a vida é uma batalha em muitos sentidos. Shannon supunha que desse conflito interior brotava a ardorosa energia necessária para juntar as palavras de maneira a formar imagens intensas.
Claro. Ele era escritor. Afastou-se da janela para pegar um pouco de chá, enquanto se perguntava quantos escritores dirigiam Porsches prateados e pretos como aquele estacionado na frente do chalé do seu vizinho. O homem devia ser famoso. 
Afinal, não é qualquer um que tem um carro desses.Shannon tomou um gole de chá e refletiu sobre o assunto. 
Ele havia tocado em algum ponto do seu sentimento e, qualquer que fosse a arte dele, ela estava certa de que fizera a análise do espírito sombrio e meditativo que o animava. 
Só um homem com grande capacidade para a paixão transmitiria essa imagem.
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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Amantes, Apenas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Uma mulher que dispensa a proteção de um homem! 

Trent Ravinder um homem de meia-idade que resolve procurar uma esposa. 
Vivi Cromwell: uma mulher bem-sucedida que se nega ao casamento. 
O encontro entre os dois é devastador.
Os momentos de amor que, vivem um nos braços do outro, são plenos de magia, sensualidade e paixão. 
Vivi resiste: não, ela não quer se casar. 
Afinal, precisa mostrar ao mundo que a adolescente ingênua um dia, humilhada pelo noivo, que a trocou por outra, dispensa agora a proteção de um homem. 

Capítulo Um

Vivi Cromwell divertia-se a valer.
Apesar de o conjunto ser bem simples, os músicos era bastante versátil e tinham um repertório ótimo, que incluía desde as canções românticas de antigamente até o rock dos anos 80.
O salão de festas do Gallant Lake Country Club estava lotado de sócios e seus convidados como sempre acontecia nos jantares dançantes organizados pela diretoria.
O ambiente em nada se parecia com o dos lugares sofisticados que ela costumava freqüentar em Nova York, San Francisco ou Seattle, mas para Vivi só importava saber que todas as atenções ali se voltavam para ela e o rapaz com quem dançava.
Provocante, pendeu a cabeça para trás fazendo com que seus cabelos ruivos roçassem o braço de Trent Ravinder, que a mantinha bem junto de si. 
Como toda vez que dançava com um homem alto e forte, Vivi conservava o corpo ereto, quase rijo, oferecendo resistência à força com que era abraçada. Normalmente os homens tinham tendência a abraçá-la com força quase inconscientemente. 
Mas lidar com tais situações não lhe causava embaraço, e Vivi ergueu os olhos, maliciosa, fitando seu parceiro.
— Pelo que vejo você não se intimida com facilidade, não é, Trent? — murmurou.  Trent baixou o rosto e olhou-a com atenção.
Seus olhos verdes muito brilhantes passearam vagarosamente pelo rosto miúdo.
— Sinto-me como se dançasse numa vitrine, sob os olhares de todos. Se eu soubesse que ia passar por isso, teria posto uma roupa fluorescente.
Vivi riu do comentário bem-humorado.
— Ia ser uma atração e tanto.
— Não tenho tanta certeza — afirmou pensativo, lançando um olhar reprovador para o traje que ela usava. — Acho que nada conseguiria competir com esse seu vestido.
As mãos dele deslizaram firmes pelas costas de Vivi, totalmente expostas pelo decote que chegava à cintura.
— O que há de errado com ele? — perguntou, fingindo-se ofendida. — Acho-o incrível; é uma das melhores criações de minha sócia, Glenna. Confio plenamente nas roupas que ela desenha para mim.
— É mesmo?
A voz grave e sensual não ocultava uma ponta de ironia.
— Sem dúvida. Glenna sabe exatamente o que me cai bem e tem um talento todo especial para criar modelos.
— E você, o que faz?
— Meu forte é selecionar os tecidos e as cores. É por isso que formamos uma bela dupla.
  

sábado, 1 de dezembro de 2012

O Enigma Montclair

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



O misterioso bracelete põe em risco um ardente romance 

Na praia deserta, Ryerson e Virgínia despem um ao outro e entram no mar, abraçados. Ryerson acaricia os seios de Virgínia com os lábios, fazendo-a gemer de prazer. 
Ela envolve os quadris com as pernas e o beija nos ombros. 
Ao ritmo sensual das ondas, eles se amam, sem desconfiar do perigo que os espreita...

A bela jóia que Ryerson ganhou num jogo de pôquer e ofereceu de presente a Virgínia, irá enredá-los numa aventura que pode dar um trágico fim à paixão que os une!
Capítulo Um 

Angus Cedric Ryerson, conhecido por A.C. Ryerson no mundo dos negócios e apenas por Ryerson entre os amigos, estudou a estrada sinuosa à sua frente e soltou um suspiro. 
Uma chuva forte açoitava o carro. Ele concluiu que havia um único problema relacionado à partida de Deborah Middlebrook, não podia entregar-se à sensação de alívio que ameaçava invadi-lo. 
Ryerson pensou que deveria estar sentado perto da lareira, tomando uma dose de uísque ao som de Mozart. Esta parecia uma expectativa razoável, dadas as circunstâncias. 
Afinal, um homem abandonado por uma moça atraente, às vésperas de um fim de semana merecia uma compensação pela perda sofrida. 
Ryerson diminuiu a velocidade do Mercedes prateado e tornou a suspirar. 
Em vez de estar se aquecendo perto do fogo, era obrigado a enfrentar uma das piores tempestades daquele ano na costa do Pacífico. 
Era começo de maio, mas nem parecia que a primavera já havia chegado. 
Como se o mau tempo não bastasse, ele procurava um endereço na área rural de uma ilha onde não havia placas de orientação. 
Conduzindo em tão baixa velocidade, precisaria de sorte para pegar a última balsa de volta a Seattle. 
Mas ele era o único culpado pela situação em que se encontrava. 
A descoberta do bilhete de despedida de Debby causara-lhe alívio, deveria ter dado o caso por terminado, sentando-se imediatamente para tomar seu uísque na sala aquecida. 
Infelizmente, porém, os pais de Debby souberam que a filha partira e assustaram-se, imaginando que ela poderia cometer alguma loucura após o rompimento amoroso. 
Ryerson tentara explicar aos Middlebrook que ela estava em plena posse de suas faculdades mentais, mas não os convencera. 
Depois, delicadamente, procurara esclarecer que a "grande paixão" não passara, na realidade, de um flerte, mas eles ignoraram esse detalhe. 
Talvez Ryerson houvesse exagerado na delicadeza ao explicar a situação, mas como dizer a um casal à moda antiga, que não chegara a dormir com sua filha caçula? 
Se tocasse no assunto, daria a impressão de que chegara a considerar tal possibilidade, o que tornaria tudo ainda mais difícil. 
Por fim, ficara com pena de John e Leona Middlebrook. 
Sentia tanto alívio por estar livre de Debby que se prontificara a procurá-la, mostrando aos pais que a moça estava em segurança. Cometera um erro. 
John e Leona aceitaram imediatamente o oferecimento, cheios de gratidão. 
Tarde demais, Ryerson compreendera que eles também demonstravam certa esperança. 
Deveria ter ficado de boca fechada, pois sabia que o casal gostaria de ver a filha casada com ele. 
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domingo, 16 de janeiro de 2011

Entre Amigos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Existe em Amber uma mulher desconhecida, sedenta de amor.

O aroma da colônia que Gray usa, a força com que a mantém junto de si despertam os sentidos de Amber...
Sua mente se povoa de imagens eróticas. As cenas que vê vão muito além das carícias recebidas até então.

Quando Gray lhe havia proposto casamento, não imaginara que fosse desfrutar de tanto prazer nos braços dele.
Gray Cormick lhe desperta sensações desconhecidas e inebriantes. Nunca homem algum fora capaz de fazer com que sentisse tanto desejo.
Nunca homem algum fora capaz de fazer com que se sentisse tão mulher.

Capítulo Um

Grayson Cormick pôs os papéis que lia sobre a mesa, serviu-se de mais uma dose de conhaque e comentou com calma:
— Não vejo nenhuma razão que nos impeça de casarmos.
Amber Langley engasgou com o gole que acabara de beber.
— Como?!
A bebida queimava-lhe a garganta, fazendo-a tossir violentamente.
Ele levantou-lhe os braços para facilitar a respiração e aguardou até que recuperasse o fôlego.
— O que foi que disse?
— Você me ouviu — ele confirmou, sorrindo um riso tranqüilo que descortinava os dentes perfeitos. Ao recostar-se no sofá de couro preto, seus olhos castanho-esverdeados brilhavam divertidos.
— Não vejo por que não possamos casar. Somos amigos, trabalhamos juntos, nos entendemos bem e você está praticamente morando aqui em casa.
Confusa, Amber balançou a cabeça, tentando pôr os pensamentos em ordem. Mal podia crer no que acabara de ouvir.
— Acho que está exagerando um pouco as coisas — ela afirmou. — Sou sua assessora, lembra-se? E se passo a maior parte do tempo aqui é porque você prefere dirigir os negócios de casa, ao invés de manter um escritório. A propósito. . . A muito tempo não tenho um dia de folga.
— Você parece não se incomodar com isso — comentou ele, movendo os ombros musculosos sob a camisa social branca.
— É verdade, gosto do meu trabalho.
Amber estudou-o com atenção. Gray era um homem muito atraente.
Alto, de ossos grandes e músculos bem constituídos, caminhava com a elegância de um felino. Devia ter por volta de um metro e noventa, ombros largos, cintura delgada e coxas grossas.
Os olhos castanho-esverdeados muito brilhantes observavam tudo à sua volta com um olhar penetrante que às vezes a perturbava sem, no entanto, despertar-lhe outras sensações.
Os demais traços, igualmente marcantes, compunham um rosto másculo que transmitia força e magnetismo.
Os cabelos, de um castanho bem escuro, eram mantidos bem curtos, num corte super tradicional, que combinava com a sobriedade das roupas que usava.
Apesar da estatura e do porte imponente, Grayson Cormick sempre se mostrava um homem quieto, de fala macia e gestos calmos.
Essa mistura de força e tranqüilidade o tornava muito atraente aos olhos de Amber.
O temperamento dele inspirava confiança.
Cyntia, irmã de Amber, costumava classificá-lo de um homem plácido.
Quando, há três meses, a agência de empregos temporários enviou Amber para uma entrevista com Grayson, ela logo lhe notou o caráter pacífico que o distinguia dos homens que conhecera.
Ele a aguardava na porta da belíssima mansão um pouco afastada de Bellevue, no Estado de Washington, bem defronte ao lago, e a recebeu com um sorriso simpático. Após o aperto de mãos, apresentou-se com Grayson Cormick e pediu-lhe que o chamasse de Gray.
Amber sabia que, certamente, não o impressionara com seus poucos conhecimentos de secretária. A datilografia não era o seu forte.
Na verdade, há muitos anos não trabalhava neste ramo, mas tinha resolvido tentar o emprego por precisar se manter.
Caso perdesse a oportunidade, teria que arranjar algum outro bico menos lucrativo.

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