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domingo, 29 de junho de 2014

Candidatos Ao Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


O casamento veio primeiro... o amor virá em seguida? 

Catherine Shepherd: "Jamais me ocorreria casar com alguém como Frank Falco. Mas esse matrimônio é a solução para os meus problemas. 

Como esposa de Frank, eu poderia ficar nos Estados Unidos e conseguir o emprego dos meus sonhos. Depois, entraria com o processo de divórcio e ficaria livre". 
Frank Falco: "Um velho amigo pediu-me um favor especial: desposar sua neta, uma garota bela e temperamental... Estar casado com ela foi o mesmo que desposar um iceberg... Mas logo que começamos a viver juntos descobrimos que tínhamos muito em comum. 
Afinal, até mesmo os icebergs podem derreter, se receberem uma boa quantidade de calor... humano! 


Capítulo Um 

— Estamos aqui esta noite para unir esta mulher e este homem pelo sagrado laço do matrimônio — disse o ministro, num tom de voz monótono. 
— O casamento é uma instituição que existe desde tempos imemoriais, e deve ser levado muito a sério... 
Frank Falco conteve um sorriso. Devia haver cerca de cinqüenta capelas iguais àquela, nas proximidades. Casar-se em Las Vegas era algo tão simples quanto entrar num restaurante do tipo fast-food e encomendar uma salada. 
Com um rápido olhar, Frank observou Catherine Shepherd a seu lado. "E curioso pensar que, hoje de manhã, encontrávamo-nos em Nova York...", ele disse para si. "E, agora, estamos selando um casamento que será conveniente para ambos." 
Tinham escolhido aquela capela, devido ao fato de ser a mais próxima do hotel onde estavam hospedados. Frank suspirou, ansioso para que a cerimônia terminasse logo. Esforçando-se para concentrar-se nas palavras do ministro, ele procurava manter-se sério. 
Mas isso era quase impossível... Sobretudo agora, que Frank acabava de descobrir que o ministro se parecia muito com Élvis Presley, nas costeletas e no corte dos cabelos. "Imagine só...", ele pensou, divertido. "Élvis Presley celebrando um casamento!" E então voltou a prestar atenção às palavras do ministro, que dizia: 
— Catherine Shepherd, aceita Frank Falco como seu legítimo esposo, prometendo apoiá-lo na saúde e na doença, honrá-lo e confortá-lo na tristeza e na alegria, amando-o incondicionalmente, até que a morte os separe? 
Catherine olhou para o ministro, como se acabasse de des pertar de um sono profundo. Não era com esse tipo de casamento que ela havia sonhado, desde a adolescência, em Londres. Não era com aquele homem que ela planejara se casar... 
Na verdade, conhecera Frank Falco havia apenas dois dias! Ele então estava usando calça caqui, camisa branca... E sorrindo de uma maneira que Catherine nunca vira: sorrindo com os lábios, com a alma... De fato, ela o achara um homem belo, atraente e dono de um carisma impressionante. Se lhe perguntassem a melhor maneira de descrever Frank Falco, ela diria sem titubear:
 "Ele é o tipo de pessoa que não conseguimos esquecer." Só que o fato de ter achado Frank Falco um homem especial não tinha nada a ver com o momento presente. Catherine sabia reconhecer um homem bonito, mas nem por isso seria maluca o suficiente para casar-se com um deles, apenas dois dias depois de conhecê-lo! 
"Tudo isso não faz o menor sentido", ela sentenciou, em pensamento. "E esta grande loucura foi idéia de meu avô, Charlie Peterson. Foi ele quem me apresentou a Frank Falco... Ele quem armou este casamento!" 
Catherine estava confusa e irritada. Como pudera concordar em desposar um total estranho, em troca de um visto de permanência nos Estados Unidos? 
Bem, era verdade que precisava desesperadamente desse documento. Mas daí a casar-se para consegui-lo...