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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Juntos Outra Vez

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

A loja: Casa das Noivas, Londres. 

O ambicioso primo de Grace DeWilde, Michael Forrest, representa tudo que Júlia Dutton deseja evitar em um homem. 
Júlia foi criada para ser a esposa perfeita, e Michael quer apenas glamour e sensualidade.
O Enredo: Júlia seria corajosa o bastante para comprometer-se com um homem que oferecia apenas alguns breves momentos de êxtase?
A Solução: As peças roubadas da famosa coleção DeWilde finalmente estão de volta ao seu devido lugar. 
Será que isto é sinal de que Júlia pode correr o risco de viver um romance com Michael? Poderia acreditar que, assim como a coleção de jóias, seu coração sairia inteiro desse romance?

Capítulo Um

O famoso saguão da Casa das Noivas de Londres estava silencioso, as luzes obscurecidas, as cintilantes gavetas das joias cobertas, o espaço vazio depois do fluxo diário de consumidores.
Jeffrey DeWilde caminhava por entre os balcões desertos, notando as mudanças realizadas durante a semana anterior e imaginando se representavam melhorias. Admirou um elegante arranjo de bolsas espanholas e lenços de seda italianos, ergueu a so­brancelha para a decisão de apresentar escovas de prata para cabelos sobre um leito de roupas íntimas de cetim púrpura, e parou por um momento diante do balcão onde haviam sido instaladas as listas de presentes. 
Teria sido uma boa ideia mudar as listas de sua tradicional localização no quarto andar para a posição de destaque ao lado dos elevadores, no saguão? Jeffrey não tinha ideia, mas Gabe parecia aprovar a alteração, e ao longo dos últimos meses, aprendera a confiar nas decisões do filho relativas às técnicas de vendas.
Até a separação, ocorrida há pouco mais de um ano, Jeffrey e a esposa sempre haviam cumprido juntos o ritual de percorrer a loja nas noites de sexta-feira. Com Grace a seu lado, explicando o sig­nificado prático de cada inovação, Jeffrey apreciara o tempo necessário para completar a tarefa, cerca de uma hora. 
Tratava a vistoria como um prelúdio para o final de semana, uma maneira de relaxarem depois da intensidade frenética de uma semana de trabalho. Às vezes, era até capaz de contribuir com comentários úteis aliando o que Grace dizia à visão financeira do império Casa das Noivas, que incluía filiais em Paris, Sydney, Nova York e Mônaco. 
Os números relativos às vendas, aos custos, juros de empréstimos e financiamentos e margens de lucro eram perfeitamente claros em seu cérebro. Mas sem Grace para ajudá-lo a traduzir essa imagem financeira em termos mais concretos e práticos de comércio, não tinha nada a oferecer quanto às decisões sobre a es­colha da mercadoria e a maneira como era exibida.
Durante os últimos quinze meses, a vistoria se­manal se transformara em pouco mais que um gesto de desafio, um ato com o qual tentava provar a si mesmo que o mundo não havia desabado só porque Grace o deixara.
Estavam divorciados. A palavra ainda soava sem sentido quando aplicada a ele e Grace, apesar de ter recebido cartas pomposas dos advogados infor­mando que, depois de trinta e dois anos de casa­mento e um de separação, era novamente um homem solteiro. 
Quisera divorciar-se de Grace. Cinco meses atrás, quando ela se instalara em Nevada para cum­prir o requisito de residência necessário ao processo, estivera ansioso pelo fim do casamento, interessado num alívio para a dor que causavam um ao outro.
Era considerado oficialmente livre desde abril, e já era quase agosto. Quinze semanas de gloriosa liberdade das cadeias do matrimônio.
Jeffrey deixou escapar uma gargalhada amarga. Ah, sim, experimentava todas as alegrias de ter finalmen­te se libertado de um casamento fracassado. Esperava realmente que em mais um ano as palavras divórcio e solteiro não o fizessem sentir-se tão deprimido.
— Tudo bem, senhor? — Um dos guardas unifor­mizados saiu das sombras para o campo de visão de Jeffrey.
— Sim, está tudo bem, obrigado. — Se não con­siderasse o constante desejo de esmurrar as paredes, tudo ia muito bem.
Jeffrey virou-se, odiando a ideia de submeter-se à curiosidade do segurança. Jamais se acostumaria com o fato de que suas preocupações mais íntimas eram objeto dos comentários dos empregados. Sem mencionar os artigos nos jornais. As revistas espe­cializadas em fofocas pareciam determinadas a tra­tá-lo como um símbolo sexual para as leitoras mais maduras, uma sugestão que teria sido engraçada, não fosse pelo constrangimento que causava.
Estavam bem perto da redoma que continha a tiara da imperatriz Eugénie, e ao afastar-se do guarda, Jef­frey deparou-se com a ofuscante coroa de diamantes e pérolas, exibida sobre um pedaço de veludo vermelho arranjado com arte e bom gosto. A cascata de pregas aparentemente casuais formava um contraste perfeito com a rigidez formal da tiara, a cor intensa empres­tando volúpia ao brilho gelado das pedras. 
O interior da redoma havia sido reformulado recentemente por Lianne Beecham, sua nora, e a tendência exótica car­regava a estampa inconfundível de seu talento.
A tiara era uma peça genuína, uma joia de elevado valor histórico e monetário, um tributo do imperador Louis-Napoléon à sua adorada esposa, e Jeffrey sen­tia uma intensa onda de emoção cada vez que passava pela redoma e era surpreendido pelo brilho envolvente dos diamantes perfeitos e das pérolas raras. 
A tiara autêntica, desaparecida quase meio século atrás, finalmente ressurgira e fora devolvida ao seu lugar de direito quinze dias depois de Grace ter deixado Londres a caminho de San Francisco. 
O momento havia sido um exemplo perfeito de iro­nia. Reconquistara uma valiosa herança de família no mesmo instante em que perdera a esposa. Um preço caro demais para pagar por algumas joias, mesmo que históricas e únicas.

Série Casa das Noivas
1- Votos de Amor
2- Encontro Marcado
3- O Poder da Sedução
4- Um Sonho de Amor
5- Uma noiva para papai
6- Ladrão de Amor
7- Pacto de Sedução
8- Termos de Rendição
9- Segredos de família
10- Um homem selvagem
11- Preciosa sedução
12- Juntos outra vez 
Série Concluída

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Votos de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Casa das Noivas

Desde o início do século, a elegante e famosa loja Casa das Noivas tem ajudado noivas de todo o mundo a transformarem a fantasia do “dia especial” em realidade.

Mas agora a loja e três gerações da família estão abaladas com a separação de Grace e Jeffrey DeWilde. 
À medida em que os membros da família encaram novos desafios e amores, e um mistério mantido em segredo há muito tempo, as vidas de Grace e Jeffrey misturam-se com a dos empregados da loja, amigos e parentes.
Se você gosta de casamentos e romance, glamour e diversão, seja bem-vinda à Casa das Noivas...

Capítulo Um

Gabriel DeWilde invadiu o escritório do pai e bateu a porta.
— Que diabo significa isto? — Trovejou, jogando a carta do advogado sobre a mesa. — Se acha que está fazendo alguma piada, não vi graça nenhuma!
Jeffrey DeWilde continuou olhando pela janela, aparentemente fascinado pela visão dos tetos cinzentos molhados pela chuva de primavera.
— Não se trata de uma piada — ele respondeu depois de algum tempo. — Grace me deixou.
Não parecia mais que um pouco desapontado, como se comentasse o fato de não ter encontrado sua geléia preferida à mesa do café da manhã.
Gabe passou a mão pelos cabelos castanhos e longos e andou pela sala. Era como se houvesse penetrado no ambiente familiar do escritório do pai só para descobrir que fora aspirado para um universo estranho.
— Deixou? — Repetiu, as palavras simples transformando-se num mistério insondável quando aplicadas à mãe. — Ela não pode tê-lo deixado. Estão casados há trinta e três anos!
— Mas ela partiu. — A resposta quieta de Jeffrey ecoou no silêncio pesado. — Mudou-se para um hotel na sexta-feira à noite. Não sei qual.
Gabe balançou a cabeça, tentando restaurar o senso de realidade.
— Nada disso faz sentido! Você e mamãe sempre viveram o casamento ideal. Nenhum dos dois jamais deu qualquer indicação de estar insatisfeito, ou de enfrentarem problemas.
Jeffrey permanecia de costas.
— Algumas coisas são dolorosas demais para serem discutidas, mesmo com os próprios filhos. E talvez as indicações tenham estado lá, se tivessem prestado um pouco mais de atenção.
— Bobagem! Nós nem imaginávamos... — Gabe parou, lembrando-se subitamente de uma manhã de domingo, quando chegara de surpresa em Kemberly, a casa dos pais em Hampshire. Encontrara a mãe sozinha e notara os olhos vermelhos e inchados, mas ela insistira em afirmar que estava sofrendo uma forte crise alérgica provocada pelo excesso de pólen da primavera. Desejando ser convencido, Gabriel aceitara a explicação sem fazer perguntas. E agora censurava-se por ter sido tão ingênuo. Ou comodista. Furioso com o próprio desinteresse, extravasou a frustração no pai. — Seus filhos não têm a capacidade de ler pensamentos! — gritou. — Devia ter nos prevenido sobre o que estava acontecendo.
— O que esperava que eu dissesse? Não tinha ideia de como a situação seria... resolvida.
— Sim, mas esperar que mamãe o deixasse, e pedir a um advogado que mandasse cartas formais comunicando a separação a seus filhos foi demais!  

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Fantasia da Meia-Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Naquela festa, ela descobriu um amor para toda a vida! 

Sensível e racional, Laura Hutton sempre se manteve afastada de aventuras, da paixão, do excitamento e de romances.
Assim, nem mesmo em suas mais ousadas fantasias jamais imaginara ser raptada por um estranho de olhos azuis e diabolicamente sensual... 
De repente, a vida de Laura virou de cabeça para baixo. Agora, ela está roubando carros, fugindo da polícia e, pior ainda, está loucamente apaixonada por seu raptor!


Capítulo Um

Laura caminhava com dificuldade em meio à multidão, espremendo-se entre Elizabeth I e a Mulher Gato. Os garçons, fantasiados de vampiros, serviam bebidas e iguarias saborosas para os convidados. Aliviada, conseguiu alcançar o pátio e encontrou Miranda rodeada de vários admiradores. 
Vestida como Imperatriz Josephine, a irmã de Laura irradiava toda a graça e sensualidade de uma bela mulher. Sua luz e brilho destacavam-na das outras personagens presentes. Miranda olhou à sua volta e logo notou a chegada de Laura. Deslizando pelo salão com seu vestido de seda transparente, aproximou-se da irmã. 
— Laura, querida! Que bom que veio. 
Um grupo de homens, que conversava animadamente, parou de falar para admirar a elegância e a desenvoltura de Miranda. Os cabelos negros e brilhantes estavam presos no alto da cabeça, e um par de brincos de ouro do século dezoito adornava o delicado rosto, em contraste com a pele clara, um pouco rosada. 
A transparência do tecido realçava-lhe as curvas e os seios. Durante muito tempo, Laura tentara descobrir de onde viera esse instinto incrível e o absoluto bom gosto de Miranda. Decerto ela não herdara tais qualidades de seus pais. Nessa noite, a anfitriã não só alimentava as fantasias masculinas como fazia qualquer mulher naquela sala sentir-se vulgar e insignificante. Correspondendo ao cumprimento da irmã, Laura abraçou-a com o mesmo entusiasmo. Na verdade, ela odiava eventos desse tipo, em especial festas à fantasia; contudo, amava Miranda e não media esforços para vê-la feliz. 
— Você está linda, Miranda. Seus brincos são maravilhosos. 
— Gostou do visual? — Sorria, envaidecida. 
— Encontrei-os num antiquário perto da praia. Você os quer? 
— Não, obrigada. Eles combinam com você. Sem dúvida, aqueles brincos deviam ter custado caro e, quando se tratava de gastos, Miranda não fazia economia. 
— Qual é a sua fantasia? — perguntou Miranda, examinando o vestido preto da irmã. 
— Bruxa. 
— Mas que original! Onde está seu chapéu? 
— Aqui. — Laura segurava um típico chapéu pontudo, encontrado no estúdio de televisão onde trabalhava. 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Eternamente Minha

ROMANCE CONTEMPORÂNEO









Quanto amor, quanta paixão entre Eve e David Powell!

Mas eles arruinaram suas vidas e tudo acabou em divórcio.
Esquecidas as belas lembranças, apagados de seus corações os momentos sensuais...

Dois anos o destino esperou para novamente cruzar as vidas de Eve e David.
E renasceu o amor, reavivou-se a paixão — porém entre inesperados perigos, intrigas, ameaças fatais!

Capítulo Um

Eve Graham não estava preocupada com a possibilidade de encontrar o ex-marido em Eternity.
No entanto, a perspectiva de visitar a pitoresca cidade rodeada por pantanosas paisagens era suficiente para deixá-la nervosa.
A arquitetura, que lembrava estilos gregos e romanos com ruas amplas e alinhadas, não a agradava.
Nascida e criada em Fargo, em Dakota do Norte, e formada num colégio de Ohio, Eve demorou mais de seis meses para perder o medo de penetrar no surrealista mundo subterrâneo do metrô de Nova York.
Agora, nove anos depois, já se considerava uma cosmopolita que desconfiava de ruas desertas e tinha dores, de cabeça com a falta do ar poluído da grande cidade.
O silêncio lhe provocava insônia.
Assim, Eternity seria o lugar mais tedioso e desapropriado do mundo.
Com fisionomia tensa, percorreu a First Street observando as lojas e casas perfiladas.
Joalherias. Vestidos de noiva.
Vitrines com buquês de flores e alianças. Véus enfeitados e rendas.
Os comerciantes de Eternity pareciam prosperar com seus vistosos produtos para bodas e festas.
Eve lamentou ter que realizar a repo¬tagem sem valer-se de seu cinismo e sua dureza habituais.
Essa postura deveria estar fora do trabalho ali, Massachusetts.
Seria uma reportagem atraente e efusiva, mesmo que isso custasse a sua vida.

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Trair Por Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Melissa geme de prazer quando a Língua de Joel se insinua por entre seus lábios.

É como se o tempo tivesse voltado atrás, para aquela noite em que ele a despertou para o amor...
Libertando-se dos braços fortes, ela sussurra, ofegante:
"Joel, pare com isso!
Estou noiva do seu melhor amigo e vou me casar com ele!
" Mas as alucinantes carícias de Joel roubam-lhe de vez o bom senso e o pudor...

Capítulo Um

Lissa tirou da mala o vestido amarelo de voile e alisou-o com as mãos para tirar as rugas.
A seda do forro deslizou gelada por suas pernas, e suas mãos tremeram de ansiedade ao fechar o zíper.
Já se aproximava a hora do jantar, e em poucos minutos iria rever Joel pela primeira vez depois de mais de um ano.
A saia ampla e bordada roçava-lhe as pernas e o decote do corpete justo deixava à mostra o colo alvo e provocante.
Lissa virou-se de lado para poder observar-se melhor no espelho do armário.
Sim, ficava bastante evidente que não estava usando sutiã.
Depois de pentear muito bem os cabelos loiríssimos e longos, prendeu-os num coque alto e pôs um par de brincos delicados de filigrana dourada.
Sorrindo, oscilou a cabeça ligeiramente viu-os balançar.
Um arrepio percorreu-lhe as costas, mas Lissa procurou
ignorá-lo. Era tarde demais para arrependimentos.
Vinha planejando o reencontro com Joel havia apenas três semanas, contudo era como se a sede de vingança ardesse em seu íntimo havia umaeternidade.
O vôo saído de Nova York estava lotado, e a viagem de carro de Los Angeles até a Casa del Sol, um sofisticado hotel-fazenda de propriedade de Joel, tinha sido muito cansativa.
Ainda assim Lissa não se deixara abater.
O ódio guardado em seu peito era o que a impelia a seguir em frente com o plano.
Naquele instante, uma batida leve à porta interrompeu-lhe os pensamentos.
— Lissa, já está pronta? — ouviu Richard perguntar. — Sinto apressá-la, mas já passa das oito.
Ela abriu a porta e forçou um sorriso amável.
— Não se preocupe, já estou pronta. E morta de fome!

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Fórmula do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Ao conhecer o italiano Stefano Corelli, Laura sabia que estava se metendo em uma grande encrenca. Afinal de contas, ele estava prestes a ser deportado dos Estados Unidos por ser um imigrante ilegal.

Tudo de que ele precisava era de um visto permanente no passaporte... ou seja, de uma esposa americana! Quando Laura decidiu ajudá-lo, nem sequer imaginou que poderia se envolver em uma trama de perigos e perseguições... e que encontraria o amor!

Capítulo Um

Outras pessoas tinham tias excêntricas que cuidavam de centenas de gatos, usavam chapéus engraçados ou compravam tudo o que viam nos anúncios da televisão. Tia Bette explodia garagens.
É claro que não o fazia de propósito, mas suas experiências químicas tinham a desastrosa tendência de acabar sempre em fracassos estrondosos.
Conseqüentemente, quando ligou a secretária eletrônica e ouviu o recado da tia proclamando uma emergência e implorando que fosse imediatamente para Columbus.

Laura telefonou para a companhia aérea e reservou um lugar no primeiro vôo disponível, considerando que as chances de chegar em Ohio e encontrar a garagem de tia Bette intacta eram de cinqüenta por cento.
Mas, ao descer do táxi que a levou do aeroporto Columbus ao subúrbio tranqüilo de Arlington, em Ohio, Laura pensou que, pela primeira vez, havia sido pessimista em excesso.
A casa e a garagem de tia Bette ainda estavam inteiras, e o último telhado parecia intacto.
Não havia fumaça química saindo das janelas e, o mais surpreendente, o gramado estava bem cuidado, uma concessão à ordem suburbana que ela normalmente desprezava como indigna de um gênio científico como ela.
Uma voz feminina chamando seu nome a assustou e, virando-se, Laura acenou para a vizinha mais próxima.
— Olá, Renée — cumprimentou, preparando-se para o pior.
— Laura, que bom vê-la tão calma!
— Eu... devia estar nervosa?
— Oh, acho que não — Renée riu. — Com Stefano à sua espera... Bette não tinha certeza de quando viria. Tudo pronto para o grande dia?
Que grande dia? E quem era Stefano? Laura começou a suar, mas a experiência havia lhe ensinado que era muito melhor enfrentar tia Bette diretamente, em vez de deixar-se envolver por versões distorcidas de amigos e vizinhos sobre a última calamidade.
— Está tudo pronto — respondeu com um sorriso forçado, sem saber sobre o que estava falando.
— Ótimo! Espero que... Oh, não! O telefone está tocando. Até mais tarde, querida.
Aliviada com a possibilidade de escapar, Laura despediu-se com um aceno e aproximou-se da porta.
Renée e tia Bette sempre foram boas amigas, e se a vizinha estava calma e sorridente, talvez o problema não fosse tão grave.
Enquanto esperava que ela respondesse ao toque da campainha, deixou-se invadir por uma esperança tênue.
Talvez tia Bette só quisesse que escrevesse mais uma carta ao governo dos Estados Unidos, mais uma etapa de suas intermináveis batalhas contra os inúmeros departamentos oficiais do país, incluindo o Imposto de Renda e o FBI.
A animosidade contra o primeiro oscilava de acordo com os números de sua última declaração, mas a antipatia pelo segundo era estável desde que, vinte anos atrás, o departamento decidira investigar uma de suas garagens explosivas.
— São ainda mais idiotas e aborrecidos que Walter Willis — costumava dizer sempre que contava o episódio.
Walter Willis era o ex-marido de tia Bette, o homem que a convencera a abandonar a faculdade para se casar.

Acusar alguém de ser mais aborrecido que Walter era o maior insulto em que ela conseguia pensar.
Laura sempre escrevia as tais cartas, e fazia o possível para manter a tia fora da cadeia. Afinal, onde estava ela? Por que demorava tanto a abrir a porta? Ansiosa, tocou a campainha novamente, desta vez com mais insistência, e respirou aliviada ao ouvir os passos aproximando-se do outro lado.
Sorrindo, esperou que a porta fosse aberta... e viu-se diante de um homem alto, moreno e muito bonito, dono de espetaculares olhos castanhos e um sorriso devastador que mostrava dentes perfeitos e provocava uma covinha no lado direito do rosto.
Laura examinou-o dos pés à cabeça e sentiu o coração disparar.
Desta vez tia Bette metera-se em confusões piores do que as que imaginara!