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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Contrato de Risco

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Chase queria o corpo perfeito de Jéssica apenas para ter um filho.


“Mãe de aluguel” – Jéssica sentiu os olhos claros e brilhantes se encherem de lágrimas ao descobrir o preço que teria de pagar por aquele gesto desesperado. 
O que começara como um acordo frio e objetivo, transformara-se num tormento de paixão e desejo. Aquele homem fascinante e arredio entrara em sua vida e a conquistara, tocando-a como ninguém mais o fizera, arrebatando-a para muito além da razão. 
O contrato porém era claro: Chase Hamilton não queria envolvimentos... Jéssica soube então que seu tempo se esgotara; teria de partir deixando para trás a filha que não conhecia e o grande amor de sua vida.

Capítulo Um

Jéssica Brandon não conseguia desviar os olhos claros e límpidos do anel de diamantes que Helmut Geissl trazia no dedo mínimo da mão esquerda. O brilhante era um sinal ostensivo e reluzente que proclamava seu sucesso e riqueza, e parecia combinar perfeitamente com a decoração contemporânea em tons berrantes do luxuoso escritório do poderoso marchand.
Naquele instante, nem mesmo as cores, as formas, a atmosfera dos quadros que tingiam as paredes, coisas que lhe eram tão caras, tiveram o poder de acalmá-la. Seu futuro e o de Jamie dependiam daquele homem que lhe sorria gentil, como se tivesse todo o tempo do mundo, sem se dar conta da enorme angústia que lhe corroía por dentro.
— Você tem muito talento, Jéssica. Um tanto simplório para algumas das minhas galerias, mas tem talento sem dúvida.
— E o que isso significa, sr. Geissl? O senhor conseguiria vender minhas pinturas por um preço suficiente que me permitisse sustentar a mim e a meu filho? É tudo que preciso saber.
O homem recostou-se na cadeira com um sorriso benevolente, admirando a belíssima mulher à sua frente. O olhar inocente e franco fazia-o lembrar a ingenuidade de uma criança, mas ela possuía a força e a segurança da mulher feita de trinta anos.
Vestia-se com simplicidade, embora seu porte revelasse uma elegância inata. A blusa leve de algodão realçava-lhe o busto, e o jeans justo modelava as pernas bem-feitas. O cabelo loiro e curto emoldurava-lhe o rosto com suavidade, realçando o tom acetinado de sua pele; apenas a boca carnuda sugeria uma leve sensualidade, escondida atrás da fachada serena e discreta.
Paciente, Jéssica aguardava uma resposta, pouco se importando com o ar de interesse que via nos olhos escuros. Depois de alguns segundos ele voltou a falar.
— Não tenho a menor ideia da maneira como você vive, ou do que espera da vida — ele começou, objetivo.
– Eu vivo de maneira muito simples, e, para ser franca, o que espero da vida atualmente é poder sobreviver.
O sorriso dele se tornou quase paternal.
— Eu creio que entendo sua situação delicada. Deixe-me ser igualmente franco, Jéssica. Você tem talento, como já disse, mas seu problema mais imediato não é a qualidade, e sim a quantidade. Tenho duas de suas obras em minhas paredes; ainda não foram vendidas, mas tem havido interesse nelas, o que é encorajador. O problema é que o mercado não conhece você o suficiente.
— Você faria uma exposição se eu lhe trouxesse mais quadros?
— Depois que você os pintar, é claro. Entenda o que quero dizer, Jéssica. Para fazer sucesso comercial nesse ramo, um artista precisa ser criativo. Você é muito nova ainda, eu sei, e apenas seu mais recente trabalho tem uma qualidade que eu poderia considerar aceitável. As duas telas que tenho comigo podem significar de dois a três mil dólares para você depois de vendidas, mas isso pode levar ainda uns seis meses.
— Não posso esperar tanto.
— Olhe, minha cara, se você quer fazer disso um meio de vida, tem de se desdobrar, e isso significa pintar vinte e cinco ou trinta telas. Talvez até mais que isso, para que eu possa escolher as melhores. É assim que se começa a carreira, pois de outro modo teremos de fazer um trabalho de boca-a-boca.
— Mas isso levaria quase um ano de trabalho...



quarta-feira, 24 de maio de 2017

O Clube dos Caubóis

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Bem-vinda ao Clube dos Caubóis!

Um lugar onde os lendários romances do Velho Oeste ainda são realidade. 

Encontre o caubói de seus mais loucos devaneios... o homem de seus sonhos. Diz a lenda que, ao beijá-lo, seus destinos estarão unidos para sempre!
Chloe James tinha grandes planos. A sofisticada designer de calçados de Manhattan pretendia receber sua herança, metade do Clube dos Caubóis, e vendê-la de imediato. Mas os saltos dos sapatos a traíram, arremessando-a nos braços do sedutor Dax Charboneau!
Dax, seu novo sócio, também tinha planos para o Clube dos Caubóis. Ele só não esperava deixar-se enfeitiçar por Chloe. E agora não sabia como convencer aquela mulher determinada a ficar com ele!

Capítulo Um

— É incrível, Chloe, mas desta vez você se superou! São os sapatos mais lin­dos que já vi — comentou Belinda, os olhos úmidos, ao mesmo tempo em que erguia a caixa exibindo o presente às amigas.
Chloe James sorriu satisfeita, embora ainda nervosa. O ge­rente do banco telefonara bem no momento em que ela se preparava para ir encontrar as companheiras. 

Fora preciso um grande esforço para que o incidente não atrapalhasse um dos momentos que mais a agradava: presentear uma amiga com um artigo de sua confecção.
A primeira a ser contemplada com um modelo exclusivo de Chloe fora Liz Cabot quando de seu casamento com Colby Sommers. Ela queria usar um vestido vermelho na cerimônia, e tivera muitos problemas para encontrar os acessórios adequados. Chloe fizera sensação presenteando-a com um par de botas forradas de seda carmim. 

Embora a noiva fosse miúda, Colby tinha o porte tipicamente texano: alto, sexy. Chloe solucionou o problema de­senhando um modelo com delicadas plataformas e uma biqueira de prata muito adequado ao estilo country da cerimônia.
Agora, olhando para os rostos sorridentes a sua volta, ela concluiu que aquilo era o que realmente importava na vida. Suspirou, lembrando-se das outras sócias do Clube das Divor­ciadas e Solteironas a quem já dera um presente.
Havia chegado a vez de Belinda, e aquele era seu último encontro com o grupo. Conforme o regulamento, uma vez noiva, a sócia ficava proibida de frequentar as reuniões: na esperança de que recobrasse a sanidade. Se persistisse na loucura e levasse a cabo a idéia de casar-se, o afastamento seria definitivo.
Jane Martin, uma das fundadoras do clube e gerente de marketing do Hotel Clairbourn, no centro da cidade, conseguira um bom desconto no aluguel da sala de reuniões no subsolo do hotel. A comida era boa, e os preços, razoáveis, muito embora o teto baixo e as paredes brancas e nuas não favorecessem muito a intimidade entre as amigas.
Em ocasiões especiais, como o Natal e o Dia dos Namorados, as sócias costumavam improvisar uma decoração melhor, po­rém se esmeravam nas cerimônias de despedida.
A editora Belinda Nelson era loira, alta e elegantíssima. Acabava de ficar noiva de um inglês, famoso escritor de ro­mances policiais. As amigas costumavam entregar os presentes de noivado, na maioria pequenas brincadeiras, no último en­contro. Mas já se tornara uma tradição deixar o presente de Chloe, o único realmente sério, para o final.
Sharon Walton pegou a caixa da mão de Belinda e examinou os sapatos creme de salto sete e meio. O que os tornavam de fato uma obra de arte, eram as delicadas tiras de strass. A expressão de Sharon não deixou dúvida: era o modelo mais elegante que já tinha visto.
— Eu posso conseguir uns quatrocentos dólares por este sapato em menos de uma hora.


segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um Dia Especial

ROMANCE CONTEMPORÂNEO












A luz clara e mágica de Santa Fé lançou seu encanto sobre a reunião entre a insuspeitada comerciante de Chicago, Caroline, e o poderoso fazendeiro, Reese Claybourne. 

E um segredo muito bem guardado estava prestes a vir à tona.

Capítulo Um 

Era o dia que menos apreciava no ano, e sempre havia pensado na ironia de ele ser justamente véspera do Dia dos Soldados Mortos na Guerra, uma data em que todos entregavam-se às recordações. 
 Para a maioria dos habitantes de Chicago, vinte e oito de maio era um dia comum. Às vezes fazia calor, às vezes chovia. Para Caroline Parker, esse era um dia que preferia esquecer. 
Mas não havia como evitar. Todos os anos tinham um vinte e oito de maio. 
— Você está bem? — Kitty perguntou quando telefonou naquela manhã. 
— Sim, estou — Caroline respondeu. Kitty Oslack era sua melhor amiga, a única que sabia sobre o vinte e oito de maio. — Tem certeza? — Absoluta. — Pensei em sairmos para almoçar juntas. 
— Quer dizer que está disposta a sofrer uma indigestão, como no ano passado? — Caroline sorriu. 
— As lágrimas de uma amiga não me dão indigestão. As minhas, talvez, mas não as de outra pessoa. 
— E muita gentileza sua pensar em mim, mas estou bem. O ano passado foi uma aberração. Não estava dizendo a verdade. A única razão pela qual o ano anterior havia sido diferente era que, pela primeira vez, falara sobre o assunto. Kitty a ouvira com um misto de espanto e piedade. 
— Nós nos conhecemos há seis anos, e só agora me conta essa história — dissera. — Por que esperou tanto tempo? — Porque prefiro não pensar nisso — Caroline havia respondido. 
— Por que falaria sobre algo em que nem quero pensar? Nos últimos quatorze anos, sempre que o mês de maio aproximava-se, Caroline começava a sentir a pressão crescer.
No final do mês a sensação era insuportável. Em alguns anos havia preferido passar o dia vinte e oito de maio na cama. Em outros, trabalhara até a exaustão. Mas no ano anterior Kitty a convencera de que a melhor estratégia seria encarar os sentimentos de frente. 
Assim, Caroline prometera nunca mais esconder-se da verdade. 
— Se não um almoço, que tal um jantar? — Kitty sugeriu. — Ou um cinema. Daniel Day Lewis deve estar em alguma tela da cidade. Ou Mel Gibson. 
— Sonhar com homens que não posso ter não é a melhor maneira de enfrentar o vinte e oito de maio — ela suspirou. 
— O inventário me manterá ocupada. Provavelmente nem terei tempo para pensar no assunto. 
— Está bem, mas ainda acho que podemos fazer alguma coisa esta noite. Por mim, está bem? Venha à minha casa por volta das sete. Vou preparar um espaguete, e depois decidiremos o que fazer. 
— Certo — ela riu. — Espaguete na sua casa. 
— Sinta-se à vontade para trazer alguém, se quiser. 
— Ah, é claro, espertinha. Agora vai dizer que posso levar alguém para você, também. 
— Não seria nada mal.


domingo, 12 de janeiro de 2014

A Aventureira de Las Vegas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 

Bárbara era o pecado a que Caleb não soube resistir "Você não me aceita, Caleb. No fundo gostaria que eu fosse diferente." 

Dizendo isso, Bárbara saiu e deixou para trás a chance de se unir a um homem que amava com loucura, que em poucas horas de amor lhe proporcionara lembranças para uma vida inteira. Mas não havia outra alternativa. 

Caleb Rutledge era um sonhador, recusava-se a enxergar a realidade. 
Via-se atraído pelo pecado que ela representava. Como ex-padre talvez nutrisse o desejo de salvá-la. Só que Bárbara não queria mudar. 
Amando-o ou não, continuaria a trocar a noite pelo dia, a ser assediada por muitas pessoas, a ser a rainha das cartas! 


Capítulo Um 

Parada diante da janela, brincando nervosamente com o colar de pérolas, Agnes Kidwell observava o jogo de futebol em que um homem se destacava em meio a vários garotos. 
Mas a senhora não teve de esperar muito para ver Caleb Rutledge dizer alguma coisa aos meninos, sair de campo e tomar o rumo da casa onde ela o aguardava. 
Antes de se afastar da janela para se preparar para o encontro, Agnes ainda lançou um último olhar para o luminoso céu de Nevada e por toda a extensão da Fazenda Rutledge de Aprendizado. 
Caleb constituía a chave para o futuro da família Kidwell. Alto, loiro e de porte atlético, tratava-se, de um homem da terra, como o marido e o filho de Agnes, ambos mortos. Apesar de possuir terras por todo o Oeste e controlar uma fortuna, ele não abria mão do trabalho com aqueles meninos. 
Instantes depois, entrava no escritório com um largo sorriso no rosto suado. 
— Sra. Kidwell, que surpresa! A que devo a honra de sua visita? 
— Olá, sr. Rutledge. Desculpe-me vir sem avisar, mas o assunto que me traz aqui é tão importante que decidi viajar para cá e conversarmos pessoalmente. 
— Certamente, mas... — ele se examinou — ... não estou vestido para um encontro. A senhora me daria alguns minutos para me trocar? 
— Não é necessário, fique como está. O que tenho a dizer não lhe tomará muito tempo, e naturalmente o senhor pretende voltar para o jogo com os garotos. 
Rutledge sentou-se na borda da escrivaninha, enxugando a testa com a manga do abrigo. 
Então fixou a atenção na mulher, pressentindo que algo muito sério a afligia. 
— Meu neto, Jason, não está jogando com esse grupo? 
— Não, ele não está na escola há tempo suficiente para se interessar pelo futebol. Mas é um esporte pelo qual faço questão de motivar os garotos por desenvolver o senso de equipe, entre outras coisas. 
— Como vai Jason? 
— Bem. É claro que enfrenta alguns problemas de adaptação, mas isso é normal no começo. Os professores não apresentaram nenhuma queixa dele nem a psicóloga detectou qualquer atitude preocupante até o momento. Creio que ele sente falta da mãe, porém isso também é normal. Uma expressão de dor crispou o rosto da senhora em reação a esse comentário. 
— De fato, em parte é a esse respeito que vim conversar com o senhor. 
— É mesmo? 
— Irei direto ao assunto, sr. Rutledge. Gostaria que conversasse com minha nora e a desencorajasse de tentar ver Jason. Soube que ela planeja se mudar para Nevada a fim de ficar mais perto do filho e quero lhe pedir para demovê-la dessa ideia.

domingo, 14 de julho de 2013

Fábrica De Sonhos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Em Hollywood, amar pode ser perigoso! 

Perseguidos por uma fã enlouquecida, o famoso ator Ron Garrett e sua filhinha tinham de ser constantemente protegidos!
Embora detestasse as "fábricas de sonhos" de Hollywood, a detetive particular Susan Charles convenceu Ron a contratá-la, pois precisa com urgência de trabalho. 
Susan iria servir de isca à perigosa admiradora, fingindo ser a nova namorada do astro. 
Só que não imaginava que Ron fosse tão sexy e sedutor. 
Assim, fazer o papel de amante revelou-se uma ameaça mortal ao coração... E à vida de Susan!

Capítulo Um

— Desculpe a pergunta idiota: como pretende proteger alguém por quem sente o mais completo desprezo? — Indagou Abe Cohen.
Susan Charles se remexeu desconfortavelmente na cadeira, cuidando de manter a boca fechada. Não podia correr o risco de enfrentar Abe Cohen. Ele lhe era fundamental no momento.
— Sr. Cohen...
— Abe querida. Sua mãe me chama de Abe há trinta anos.
— Abe — falou Susan, tentando parecer calma. — Um policial não precisa gostar da vítima para ir atrás do assassino. Além disso, vou proteger a filhinha de Ron Garrett, e não ele. O fato de ele ser ator é apenas circunstancial. Desde que me pague em dia, darei um jeito de tratá-lo bem.
— O problema não é esse — replicou Cohen esmagando o charuto. — Os astros são pessoas com egos imensos e muito sensíveis. Estão acostumados a ver as pessoas beijando-lhes as mãos. Você sabe como é. Ron nem é dos piores... Às vezes até consegue ser um cara razoável... Mas faz parte do sistema. Ganha muito bem, tem muitas fãs e mora nessa cidade. Agora o mais importante, é que ele adora a filha. Preciso dizer mais?
Impaciente, Susan jogou a longa trança loira por sobre o ombro.
— Não. Entendi muito bem Abe. Só queria deixar bem claro quais são os meus sentimentos em relação a atores. Conheço bem Hollywood e não gosto muito do povo daqui. Excluídos os que estão aqui presentes, que fique bem entendido — acrescentou sem demora.
Abe Cohen deu um leve sorriso e reclinou-se na cadeira para refletir.
Susan achou que ele até daria um bom ator, daqueles especialistas em representar tipos excêntricos. Na casa dos sessenta, ostentava um nariz em bulbo, rosto bastante enrugado, barriga saliente. A careca luzidia e o inevitável charuto completavam o quadro.
O escritório num prédio antigo do centro de Beverly Hills, não era luxuoso, mas bastante confortável e repleto de souvenirs de Hollywood, com paredes cobertas de fotografias de estrelas do cinema, antigas e atuais.
Logo que ela chegara, Abe apontara para uma foto dele entre a mãe de Susan, Lee Lorraine belíssima, de short bem curto, salto alto e top, e o pai, Dick Charles, muito atraente. Fora tirada há vinte e sete anos. De vez em quando, durante a conversa, o olhar de Susan se desviava para a foto do pai, a quem mal conhecera.
De repente, Abe Cohen se inclinou para frente na escrivaninha.
— O meu problema Susan, é que preciso de algum motivo para recomendá-la a Ron Garrett. Não basta o fato de conhecer sua mãe. Qual é a sua proposta? — Expeliu uma baforada de fumaça em direção ao teto e voltou à posição anterior.
Susan viu que era a hora de fazer seu número, abrira o seu escritório de detetive particular há alguns meses e os negócios não andavam bem. Então, decidira trabalhar como especialista em segurança, área onde já atuara trabalhando para o seu patrão anterior.
A triste verdade é que estava desesperada. O dinheiro da poupança acabara e ela fora forçada a entregar o apartamento, esquecer o orgulho e voltar a morar com a mãe.

 

domingo, 7 de abril de 2013

De Todo Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Derek queria entregar-se amor de Lara sem as algemas do passado. Derek, num impulso, puxou Lara, abraçando-a enquanto caminhavam. 

As ondas do mar morriam suavemente quase a seus pés e, no céu, gaivotas planavam ao sabor do vento. Não podia haver paz maior, pensou ele, encostando o rosto nos perfumados cabelos daquela mulher que de repente entrara em sua vida, enchendo-a de poesia e encantamento. 
Mas teria direito a essa paz? Poderia esquecer os laços que ainda o uniam a Margaret e os votos de fidelidade que lhe fizera ao se casarem? 
Não era culpa da esposa se não estavam mais juntos. 
E a Lara, o que oferecer além de um coração destroçado pela fatalidade? Ela merecia mais, de um homem. 
Lara Serenov estava destinada a ser amada de corpo e alma... 

Capítulo Um 

Derek Gordon afastou uma teia de aranha com a mão e contemplou a paisagem através da vidraça. 
Do outro lado da enseada, as ondas explodiam de encontro aos recifes, elevando uma cortina de espuma acima das rochas.
O isolamento daquele lugar o agradava, a ponto de ansiar pelos meses que passaria ali, em completa solidão. 
Uma gaivota planou acima dos rochedos, adejando ao sabor da brisa; parecia indiferente a tudo que não fosse o oceano. 
Exatamente como Derek gostaria de sentir-se: livre de tudo e de todos, para poder concentrar-se exclusivamente em seu trabalho.
Por isso, em primeiro lugar, resolvera retirar-se àquela remota parte da costa californiana. Ainda que soubesse ser impossível isolar-se por completo.
Do lado de fora, a porta de um veículo bateu e Derek voltou-se, esperando ver Mark aparecer à entrada do chalé. 
Trocaram um rápido olhar quando o rapaz passou curvado com o peso de uma caixa de livros, que foi depositar junto a outras, a um canto. 
— Esta foi à última — informou o recém-chegado.
— Precisa de mais alguma coisa? 
— Não, obrigado. Você sabe que foi uma grande ajuda. O rapaz deu uma olhada crítica ao redor. 
— Este lugar está precisando de uma boa limpeza. — O proprietário ficou de mandar alguém esta tarde. A casa ficou fechada desde o outono passado. 
— Está se vendo...
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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Amor Rival

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Sonhadora, Hillary James abandona-se ao abraço sedutor de Nick Bartlett. 


Do convés do barco, San Francisco é uma paisagem mágica. 
Esse clima de magia, porém, é o que ela mais teme. 
Mudou de cidade para cuidar de negócios, não para viver um romance. Muito menos com o homem que ambiciona tomar o seu lugar. 
Mas Nick a enlouquece com suas carícias ousadas. 
Nem mesmo a rivalidade sufocará o ímpeto dessa paixão. 


Capítulo Um 


Nick Bartlett olhou pelo espelho retrovisor e, vendo que o velho e empoeirado Toyota o seguia bem de perto, suspirou. 
A persistência daquele repórter o incomodava. Acelerando, levantou uma nuvem de poeira atrás de si e afastou-se. 
Satisfeito, tirou do rosto uma mecha de cabelos negros agitados pelo vento forte que entrava pelo teto solar. Concentrou-se outra vez na estrada que o levaria ao centro do vale banhado pelo sol da Califórnia. Centenas de parreiras desciam desde o topo até o sopé das pequenas montanhas, e lamentou não dispor de tranqüilidade para aproveitar a bela paisagem sem o olhar curioso do repórter. 
Decidido, porém, a não deixar que o homem o alcançasse, pisou fundo novamente no acelerador. 
Mas quando viu que o ponteiro do velocímetro do seu Porsche chegava a cento e oitenta, reduziu a velocidade. 
E pouco depois, aliviado, passou por um carro da polícia rodoviária estrategicamente escondido atrás de algumas árvores, pronto para aplicar nos infratores uma multa por excesso de velocidade. 
Ao ouvir o barulho da sirene, deduziu que a polícia havia interceptado o repórter e não pôde evitar um sorriso. De certa forma sentia-se culpado embora Derek Jacobs merecesse uma lição. 
Quinze minutos depois, sentado a uma mesa perto da janela num pequeno restaurante à beira da estrada, Nick Bartlett saboreava um sanduíche de rosbife e uma cerveja. 
Logo viu o Toyota estacionar ao lado do seu Porsche. Derek Jacobs, um homenzinho com óculos de aro de tartaruga e nariz arrebitado, entrou lentamente e caminhou em sua direção. 
Bem... depois de uma multa de cinqüenta dólares, o mínimo que poderia fazer era pagar-lhe uma cerveja e conceder uma entrevista ao homem. — Aceita uma cerveja, Derek? — perguntou. O repórter fez que sim. — Quando você jogava como quarto zagueiro, costumavam dizer que tinha olhos nas costas. Agora acredito nisso. 
— É puro instinto — replicou Nick tomando um gole de cerveja. — O que você quer saber? O nome dos novatos que vou colocar no time? Quem vai participar de toda a temporada? Ou se pretendo usar algum reserva? 
— Não é nada disso. Quero que me fale sobre o pessoal que herdou o time. 
— O garoto? 
— Não, a mulher, Hillary James. Me contaram que ela ficará no comando até que o garoto tenha idade para tomar as próprias decisões. 
Nick considerou a pergunta com cuidado antes de responder. 
— Sim, é verdade, ela será a proprietária enquanto isso. 
— Sei disso. Mas quero que me conte os detalhes. Como é ela? Quem vai dirigir o time: ela ou você? 
— Ainda sou o técnico dos Schooners, Derek. 
— Você não respondeu a minha pergunta. 
— Eu dirijo o time. 
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Secretas Fantasias

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Você tem alguma fantasia secreta? 


A repórter de San Francisco, Darien Hughes, na comemoração de seu aniversário, se depara com um “super gato” no restaurante lotado. 
Começa a fantasiar sobre conhecer esse homem sexy, de olhos azuis. Conhecer... e muito mais. 
É uma fantasia inofensiva. 
Só por diversão, Darien escreve a respeito de “Sam” em sua coluna semanal e o resultado é surpreendente. 
Todas as mulheres da cidade adoram as histórias fantasiosas. Os leitores homens mandam-lhe flores e convites para jantar. Mas Darien leva o maior susto quando “Sam” aparece em sua sala no jornal. 
Especialmente quando ele deixa claro que também tem fantasias e está disposto a realizá-las... com Darien! 


Capítulo Um 


— Bob, diga-me a verdade — disse Darien Hughes. 
— Trata-se de uma advertência? Você está querendo dizer que, se não melhorar meu desempenho, serei despedida? Bob Smits, que observava o movimento de Battery Street através da janela empoeirada do pequeno escritório, voltou-se e caminhou em sua direção. 
— Darien, nada tenho contra você, e não se trata de uma advertência. Eu admiro seu trabalho, você sabe. 
— Mas anda um pouco decepcionado, é isso? 
— Você redigiu textos excelentes para o Bulletin. Você tem talento, mas... Tensa, Darien aguardava as palavras do editor. Quaisquer que fossem, havia aquele "mas", e aí estava o ponto que Bob queria destacar. Atenta, fazia enorme esforço para manter a calma. 
— Mas pode fazê-lo melhor. 
— Por favor, Bob, diga-me exatamente o que há de errado. 
O que anda mal? Bob Smits, editor do San Francisco Bulletin, aproximou-se e acomodou o enorme corpo no canto da velha escrivaninha de madeira. 
O olhar calmo sugeria solidariedade, o que pareceu a Darien um bom sinal. 
— Darien, algumas vezes seu texto carece de paixão. Tome, por exemplo, o texto sobre a amizade entre afeminados e lésbicas. 
Um texto meticuloso, completo e, no entanto, falta algo... eu não sei... calor, talvez. Você não se deixou envolver pelas emoções que um tema como esse pode sugerir. 
Apenas observou e registrou, sem explorar os matizes e as contradições do assunto. 
Darien sabia que ele tinha razão. 
Quando estava preparando aquela reportagem, sentira-se distante e pouco motivada. 
— Entendo o que você quer dizer — respondeu. — Se determinado tema a incomoda, o melhor é não escrever sobre ele, a menos que pretenda explorar a própria sensibilidade com relação ao assunto. 
Darien baixou a cabeça, envergonhada por tê-lo decepcionado. Aceitar riscos expondo-se emocionalmente sempre foi difícil para ela. 
Mas aquela limitação não havia chegado ao ponto de prejudicar o trabalho como agora. Bob Smits acompanhou uma série de reportagens suas sobre a vida em Greenwich Village, publicadas no New York Post.
Impressionado, voou imediatamente para o Leste para encontrá-la e convidá-la para vir à Califórnia, como colaboradora do Bulletin. 
Como jornal novo e concorrente do Cronicle e do Examiner, o Bulletin procurava oferecer algo diferente para seus leitores. Era questão de sobrevivência. Roger Gilbert, o editor-chefe, traçou uma política de selecionar e contratar jovens talentos entre os profissionais do setor, e assim, garantir sucesso editorial em determinadas áreas. O objetivo era conformar um público leitor específico e cativo de seu jornal. O departamento de reportagem era o eixo da estratégia de Gilbert. Darien teve excelente oportunidade para brilhar, e lá estava ela, desperdiçando-a. Smits inclinou-se e afagou-lhe os ombros, paternalmente. — Você é uma boa profissional — ele disse — e pode tornar-se ainda melhor. DOWNLOAD

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Castelo de Cartas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




















Linda nunca mais se deixaria envolver pelo charme daquele homem!

"Sr. Prescott, vai amaldiçoar o dia em que tentou me enganar. Isso eu lhe garanto!"
Linda Bishop, a competente advogada, sentia-se humilhada como mulher e como profissional.
Blake Prescott brincara com suas emoções e a usara descaradamente, e por causa disso, ela se vingaria, arrasando-o no tribunal.
Entretanto, seu coração estava repleto de angústia, pois ela sabia que nunca se sentira tão atraída por um homem como por aquele traidor!

Capítulo Um


Blake Prescott relanceou o olhar na direção do homem que se encontrava sentado atrás da escrivaninha, voltando, a seguir, a analisar a foto lustrosa que se achava sobre a pasta de arquivo.
— Ela não é nada feia hein, Jerry? — comentou ele.
Seu interlocutor concordou apenas com um gesto de cabeça.
Prescott examinou a fotografia com atenção. Linda Bishop era realmente linda. Não se tratava da beleza insípida e superficial de uma rainha, nem de uma modelo fotogênica dos catálogos de grandes magazines. Aquela mulher tinha algo mais — inteligência. Podia ler naqueles olhos profundos que alguma coisa se passava na mente da moça. Voltou a encarar Jerry Randall.
— Ela não parece nada perigosa, não é?
— Perigosa?! — Jerry indagou, surpreso.
Prescott retorceu os lábios num sorriso zombeteiro, dizendo:
— Eu próprio duvidei disso logo no início, contudo meus advogados alertaram-me a respeito dos problemas existentes.
— Em geral, uma garota bonita não costuma ser perigosa, a não ser que ela tenha algo pessoal contra você.
— Bem, os tempos mudaram. Jamais cheguei a pôr os olhos em Linda Bishop, e, no entanto, ela mantém uma espada afiada pendurada sobre minha cabeça.
Prescott contemplou a fotografia mais uma vez. Gostava do formato da boca em particular — era grande, com o lábio inferior carnudo e provocante. Apreciava mulheres de boca sensual Com seus cabelos negros e sedosos caídos à altura dos ombros, a moça parecia jovem demais para constituir uma ameaça.
— Quando esta foto foi tirada, Jerry?
— Penso que foi no ano passado.
— Onde a conseguiu?
— Temos os nossos métodos, Sr. Prescott.
— Trata-se de um retrato posado, e não de um instantâneo. Você deve ter uma fonte qualquer.
— Para falar a verdade, temos sim. Essa foto, em particular, fazia parte dos arquivos de um dos jornais locais. Tenho um amigo lá.
— Aposto que sim — Prescott sorriu: — Como é ela de corpo?
— Ótima, Sr. Prescott, ótima mesmo. — Jerry deu um sorriso largo. — Trata-se realmente de um pedaço de mulher. Sinto não ter conseguido uma foto de corpo inteiro. Nem me passou pela cabeça.
— Se levarmos em consideração o dinheiro que estou lhe pagando, Jerry, deveria ter uma série de retratos que revelassem toda a nudez dessa garota.
— Posso garantir que lhe custaria muito mais, muito mais mesmo. Entretanto, poderemos cuidar disso.
— Sabe de uma coisa, Randall? Às vezes você chega a me surpreender. — jogou a foto de volta na pasta. — Sou um homem de negócios, e não um pervertido.
Jerry Randall permaneceu calado.
— O que mais sabe sobre Linda Bishop?
— Há um relatório aí dentro.
Os dedos ágeis de Prescott passaram rapidamente pelos papéis até retirar uma folha datilografada com esmero, contendo os dados pessoais da moça. Relanceou o olhar pelas informações, lendo-as rapidamente. "Nascida em St. Louis, Missouri, trinta anos, cabelos negros, olhos azuis, pele clara, nenhuma marca ou sinal característico, um metro e sessenta e cinco..."
— Trata-se de uma garota miúda — Prescott comentou.
— Sim. Uma coisinha linda. Realmente, um encanto.
Prescott brincou com a foto, distraído, e a seguir voltou a vasculhar o conteúdo da pasta, até soltar um suspiro exasperado. Inclinou-se para trás na cadeira e lançou um olhar inexpressivo em direção a Randall.
— O que acha, Sr. Prescott?
— Não sei o que pensar, nem mesmo sei como agir.
— Na verdade, o que esperava descobrir sobre a Srta. Bishop? — Randall parecia perplexo.
— Também não sei a resposta, Jerry — Prescott retrucou, rindo. Levantou-se, espreguiçando o corpo grande e bem proporcionado, enquanto passava os dedos pelos cabelos ruivos. — Esse é o problema. Eu não podia ficar sentado, esperando. Você me conhece. Preciso saber contra o que estou lutando, quem é o meu inimigo. Esse é o primeiro princípio da guerra — conhecer o antagonista.
— Bem, espero que tenha valido a pena. Sr. Prescott. Não foi nada barato.
— Sim, eu sei. Bem, é melhor do que não saber nada sobre ela. Não tolero surpresas.
— Parece que está bem preocupado com ela.
— Meu advogado diz que Linda Bishop é muito experiente. O que há de melhor nesse ramo. Ele a conheceu em Stanford, e afirma não tê-la visto durante anos.
No entanto, ela é muito respeitada nos meios legais. — Prescott jogou-se na cadeira e encarou Randall. — Imagino que você não tenha encontrado nenhuma sujeira, qualquer deslize...