Chase queria o corpo perfeito de Jéssica apenas para ter um filho.
“Mãe de aluguel” – Jéssica sentiu os olhos claros e brilhantes se encherem de lágrimas ao descobrir o preço que teria de pagar por aquele gesto desesperado. O que começara como um acordo frio e objetivo, transformara-se num tormento de paixão e desejo. Aquele homem fascinante e arredio entrara em sua vida e a conquistara, tocando-a como ninguém mais o fizera, arrebatando-a para muito além da razão.
O contrato porém era claro: Chase Hamilton não queria envolvimentos... Jéssica soube então que seu tempo se esgotara; teria de partir deixando para trás a filha que não conhecia e o grande amor de sua vida.
Capítulo Um
Jéssica Brandon não conseguia desviar os olhos claros e límpidos do anel de diamantes que Helmut Geissl trazia no dedo mínimo da mão esquerda. O brilhante era um sinal ostensivo e reluzente que proclamava seu sucesso e riqueza, e parecia combinar perfeitamente com a decoração contemporânea em tons berrantes do luxuoso escritório do poderoso marchand.
Naquele instante, nem mesmo as cores, as formas, a atmosfera dos quadros que tingiam as paredes, coisas que lhe eram tão caras, tiveram o poder de acalmá-la. Seu futuro e o de Jamie dependiam daquele homem que lhe sorria gentil, como se tivesse todo o tempo do mundo, sem se dar conta da enorme angústia que lhe corroía por dentro.
— Você tem muito talento, Jéssica. Um tanto simplório para algumas das minhas galerias, mas tem talento sem dúvida.
— E o que isso significa, sr. Geissl? O senhor conseguiria vender minhas pinturas por um preço suficiente que me permitisse sustentar a mim e a meu filho? É tudo que preciso saber.
O homem recostou-se na cadeira com um sorriso benevolente, admirando a belíssima mulher à sua frente. O olhar inocente e franco fazia-o lembrar a ingenuidade de uma criança, mas ela possuía a força e a segurança da mulher feita de trinta anos.
Vestia-se com simplicidade, embora seu porte revelasse uma elegância inata. A blusa leve de algodão realçava-lhe o busto, e o jeans justo modelava as pernas bem-feitas. O cabelo loiro e curto emoldurava-lhe o rosto com suavidade, realçando o tom acetinado de sua pele; apenas a boca carnuda sugeria uma leve sensualidade, escondida atrás da fachada serena e discreta.
Paciente, Jéssica aguardava uma resposta, pouco se importando com o ar de interesse que via nos olhos escuros. Depois de alguns segundos ele voltou a falar.
— Não tenho a menor ideia da maneira como você vive, ou do que espera da vida — ele começou, objetivo.
– Eu vivo de maneira muito simples, e, para ser franca, o que espero da vida atualmente é poder sobreviver.
O sorriso dele se tornou quase paternal.
— Eu creio que entendo sua situação delicada. Deixe-me ser igualmente franco, Jéssica. Você tem talento, como já disse, mas seu problema mais imediato não é a qualidade, e sim a quantidade. Tenho duas de suas obras em minhas paredes; ainda não foram vendidas, mas tem havido interesse nelas, o que é encorajador. O problema é que o mercado não conhece você o suficiente.
— Você faria uma exposição se eu lhe trouxesse mais quadros?
— Depois que você os pintar, é claro. Entenda o que quero dizer, Jéssica. Para fazer sucesso comercial nesse ramo, um artista precisa ser criativo. Você é muito nova ainda, eu sei, e apenas seu mais recente trabalho tem uma qualidade que eu poderia considerar aceitável. As duas telas que tenho comigo podem significar de dois a três mil dólares para você depois de vendidas, mas isso pode levar ainda uns seis meses.
— Não posso esperar tanto.
— Olhe, minha cara, se você quer fazer disso um meio de vida, tem de se desdobrar, e isso significa pintar vinte e cinco ou trinta telas. Talvez até mais que isso, para que eu possa escolher as melhores. É assim que se começa a carreira, pois de outro modo teremos de fazer um trabalho de boca-a-boca.
— Mas isso levaria quase um ano de trabalho...

Capítulo Um
Jéssica Brandon não conseguia desviar os olhos claros e límpidos do anel de diamantes que Helmut Geissl trazia no dedo mínimo da mão esquerda. O brilhante era um sinal ostensivo e reluzente que proclamava seu sucesso e riqueza, e parecia combinar perfeitamente com a decoração contemporânea em tons berrantes do luxuoso escritório do poderoso marchand.
Naquele instante, nem mesmo as cores, as formas, a atmosfera dos quadros que tingiam as paredes, coisas que lhe eram tão caras, tiveram o poder de acalmá-la. Seu futuro e o de Jamie dependiam daquele homem que lhe sorria gentil, como se tivesse todo o tempo do mundo, sem se dar conta da enorme angústia que lhe corroía por dentro.
— Você tem muito talento, Jéssica. Um tanto simplório para algumas das minhas galerias, mas tem talento sem dúvida.
— E o que isso significa, sr. Geissl? O senhor conseguiria vender minhas pinturas por um preço suficiente que me permitisse sustentar a mim e a meu filho? É tudo que preciso saber.
O homem recostou-se na cadeira com um sorriso benevolente, admirando a belíssima mulher à sua frente. O olhar inocente e franco fazia-o lembrar a ingenuidade de uma criança, mas ela possuía a força e a segurança da mulher feita de trinta anos.
Vestia-se com simplicidade, embora seu porte revelasse uma elegância inata. A blusa leve de algodão realçava-lhe o busto, e o jeans justo modelava as pernas bem-feitas. O cabelo loiro e curto emoldurava-lhe o rosto com suavidade, realçando o tom acetinado de sua pele; apenas a boca carnuda sugeria uma leve sensualidade, escondida atrás da fachada serena e discreta.
Paciente, Jéssica aguardava uma resposta, pouco se importando com o ar de interesse que via nos olhos escuros. Depois de alguns segundos ele voltou a falar.
— Não tenho a menor ideia da maneira como você vive, ou do que espera da vida — ele começou, objetivo.
– Eu vivo de maneira muito simples, e, para ser franca, o que espero da vida atualmente é poder sobreviver.
O sorriso dele se tornou quase paternal.
— Eu creio que entendo sua situação delicada. Deixe-me ser igualmente franco, Jéssica. Você tem talento, como já disse, mas seu problema mais imediato não é a qualidade, e sim a quantidade. Tenho duas de suas obras em minhas paredes; ainda não foram vendidas, mas tem havido interesse nelas, o que é encorajador. O problema é que o mercado não conhece você o suficiente.
— Você faria uma exposição se eu lhe trouxesse mais quadros?
— Depois que você os pintar, é claro. Entenda o que quero dizer, Jéssica. Para fazer sucesso comercial nesse ramo, um artista precisa ser criativo. Você é muito nova ainda, eu sei, e apenas seu mais recente trabalho tem uma qualidade que eu poderia considerar aceitável. As duas telas que tenho comigo podem significar de dois a três mil dólares para você depois de vendidas, mas isso pode levar ainda uns seis meses.
— Não posso esperar tanto.
— Olhe, minha cara, se você quer fazer disso um meio de vida, tem de se desdobrar, e isso significa pintar vinte e cinco ou trinta telas. Talvez até mais que isso, para que eu possa escolher as melhores. É assim que se começa a carreira, pois de outro modo teremos de fazer um trabalho de boca-a-boca.
— Mas isso levaria quase um ano de trabalho...













