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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Meu Amor Grego

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Pamela Courtland só se afastou de sua elegante butique em Londres 

porque aquela era uma ocasião rara: ia assistir como convidada especial, aos desfiles da nova coleção de Helena Casamias, na Grécia. 
De fato, ver aqueles vestidos desfilando entre as ruínas de um templo, foi mesmo espetacular. Porém, mais espetacular ainda foi conhecer Michel Yannis. 
A atração entre eles era irresistível. E Pamela já estava prestes a sucumbir aos seus encantos, quando descobriu que ele só a estava usando para manipular sua amante, a bela Helen Casamias. 
O amor, porém, já tinha escravizado Pamela. Como escapar?


Capítulo Um

Pamela olhou pela janela. O tempo em Londres estava horrível. Parecia que a cortina de chuvisco cinzento nunca mais ia desaparecer. Pensou se não devia tirar uns dias de folga e ir para o sul da França em busca de um pouco de sol. Talvez Arles ou Aix-en-Provence. A ideia era tentadora... Ela era seu próprio patrão e tinha uma competente assistente que podia cuidar da butique em sua ausência. 
Vinha trabalhando demais ultimamente. Nem se lembrava mais da última vez que havia chegado em casa antes das dez da noite. Ou de seu último sábado livre. Parecia haver sempre alguma coisa urgente para fazer, fosse atendendo as exigências de um cliente qualquer, fosse fazendo os pedidos a algum costureiro de Paris ou Nova York, fosse cuidando da contabilidade. 
Não tirava folga de verdade desde suas últimas férias em Paris, um ano atrás. Gemeu e afastou-se rapidamente da janela ao sentir a dor que essa memória lhe causava. 
— Disse alguma coisa, Pamela? — perguntou a moça que mexia na enorme caixa de papelão no meio da sala. 
Ela era alta, muito magra, os cabelos pretos e brilhantes muito, muito curtos. E se não fosse por seus olhos violeta de cílios fartos e longos no rosto redondo poderia facilmente ser confundida com um rapazinho. 
— Não, não disse — Pamela disfarçou, sorrindo para não denunciar sua momentânea perda de controle. 
A assistente morena, Nelly Gatschene, era uma francesa muito vivaz, de apenas vinte e um anos, mas grande conhecedora da alta costura. Tinha aprendido tudo que havia para aprender e sabia de cor e salteado todos os detalhes dos costureiros mais famosos das últimas décadas, quando e onde as modas haviam sido lançadas e se alcançaram ou não sucesso. 
— As roupas são todas lindas — ela disse, levantando uma peça cor-de-rosa da caixa de papelão. 
— Muitas de nossas clientes vão ficar contentes. Todos os modelos de Casamias já esgotaram faz bastante tempo e esta segunda remessa parece que levou séculos para chegar. 
— As coisas que vêm da Grécia sempre demoram — Pamela respondeu —, mas esse pedido foi feito meses atrás e eu já estava mesmo preocupada achando que tinha acontecido alguma coisa. Graças a Deus estão aqui finalmente. 
Pamela examinou a coleção que Nelly estava dependurando nos mostruários.