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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

A Feiticeira do Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O romance nasceu naquela noite de mistério e feitiço...

Eles viveram um ritual de amor, doce... e perigoso!
De mãos dadas, eles foram girando em volta das pedras, repetindo o frenético ritual. 

A noite transpirava mistério, feitiço... o brilho das pedras mágicas sugerindo um passeio ao fantástico, ao abandono da realidade.
De repente, um vulto surgiu da escuridão e levou Prudence tão rapidamente que ninguém pode impedir. 

Era a noite das bruxas e elas haviam dado seu recado: não se brinca com o desconhecido!

Capítulo Um

É a mais deliciosa das sensações, Prudence pensou ao saltar novamente. Muito mais excitante que nadar, quase tão bom como fazer amor. Naquela tarde fria de outono, sob um clarís­simo céu azul, voava livremente ao sabor do vento em sua asa-delta, como um pássaro sobre os campos verdes cultivados, observando as casas das fazendas em miniatura, lá embaixo.
Ela dominava aquela região, conhecia as correntes de ar quen­te, que a mantinham planando durante horas. Voara pela pri­meira vez há três anos, e desde o primeiro instante adorara sentir-se como um pássaro, livre no silêncio do céu.
Uma corrente a elevou ainda mais. Agora conseguia enxer­gar o que havia atrás das montanhas, e as formações geológicas e pré-históricas da planície mais próxima. Aquele era um lugar muito especial para ela.
Manipulou os controles, virando o corpo para iniciar a des­cida. Um aglomerado de pessoas próximo à mansão chamou-lhe a atenção. Gostaria de identificá-las, ouvir o que diziam sorrin­do. Sentiu o vento no rosto enquanto perdia altura. Já mais próxima do solo, reconheceu um homem no meio do grupo lá embaixo. Ainda não tinha sido apresentada a ele, mas ouvira tantos comentários que não via a hora de encontrá-lo.
Ele acenou. Será que alguém havia dito que a garota que voava na asa-delta era a proprietária da pequena casa, perto do antigo hotel? Não. Provavelmente, se soubesse sua identidade, deixaria de lado os gestos cordiais e amigáveis.
O gramado que cercava a mansão pareceu-lhe um excelen­te local para pousar. Prudence manipulou os controles e, em poucos instantes, aterrissava com total segurança. Mal tocou o chão, começou a se desvencilhar das correias.
— Você está bem? — o homem perguntou ao se aproximar dela.
— Claro que estou bem. Talvez não possa dizer o mesmo quando os helicópteros estiverem sobrevoando a região!
Prudence admitia ter um temperamento agressivo, mas não pretendia declarar guerra a Jason Bellinger. As circunstâncias recomendavam tranquilidade e firmeza.
Vizinhos há alguns meses, era a primeira vez que conver­savam. O nome dele ficara conhecido quando o jornal publi­cou, para espanto geral, que Radstone Manor, uma antiga casa em estilo vitoriano, usada como hotel nos últimos anos, fora vendida para ser transformada num moderno e luxuoso centro de convenções e conferências.
Ninguém na cidade sequer desconfiava que o hotel estivesse à venda. Durante cinquenta anos permanecera nas mãos de uma mesma família, os Tilbury, mas, ao que tudo indicava, os últi­mos descendentes não ligavam para a tradição. Simplesmente venderam a casa e, com o dinheiro, instalaram-se numa moder­na e luxuosa vila em Denia.
Jason Bellinger trouxera uma equipe de sua própria firma de construção, a Bellinger & Merrick, para reformar a mansão e transformá-la num centro de convenções. A cidade se agitara com a novidade, principalmente quando o investidor acenara com a promessa de empregos para a população, pois precisaria de gente para administrar o centro.
Se alguns receberam a notícia da venda do imóvel com en­tusiasmo, isso não aconteceu com Prudence. Pelo contrário. Acabou com sua tranquilidade. A casinha onde morava, com­prada por sua mãe, estava dentro dos limites de Radstone Ma­nor e, por isso, fora procurada inúmeras vezes por advogados da Bellinger & Merrick para que vendesse o imóvel. Só que ela não tinha a menor intenção de sair dali. Reformara a casinha, deixando-a exatamente do jeito que gostava. Ela era seu peque­no mundo, seu refúgio, e não tinha sentido abandoná-la. E foi isso o que comunicou aos advogados, numa longa carta. Para ela, o assunto estava encerrado. É ponto final.


quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Caminho de Felicidade

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O milagre do amor fazendo renascer as esperanças no coração de Livy.

O inverno chegara mais cedo, e o manto da neve transformara a noite num espetáculo encantador. 
Sentada à frente da lareira, Livy pensava em Corbin Radbrook, um estranho que entrara sorrateiramente em sua vida e apossara-se de seu coração, fazendo-a descobrir a força de um verdadeiro amor. 
Queria estar com aquele homem, entregar-se a ele, em busca da felicidade tão almejada. 
Mas Livy sabia que essa felicidade poderia se transformar em desespero, quando Corbin descobrisse o segredo que a atormentava.

Capítulo Um

— E então, seus malandros — o tom de Livy era acusador —, qual de vocês foi o culpado?
Os dois gatos siameses ficaram a encará-la, imperturbáveis, sem piscar os olhos azuis. Em seguida, o menor deles, indolentemente, afastou-se majestoso pelo corredor.
O maior, com ar culpado, esgueirou-se também pela porta aberta do banheiro, provocando o suspiro desanimado de Livy.
— Oh, Mischa, que coisa mais feia! — a censurou, pondo de lado a brocha com que estivera pintando as paredes de um dos banheiros, uma das suas tarefas durante o inverno no hotel de sua propriedade, na ilha de Wight.
Enquanto isso, a pequena Daisy, de quatro anos, continuava aos berros no colo da mãe, Sônia Barnes, apontando para o leve arranhão em sua perninha gorducha. Seus gritos desesperados tinham feito Sônia correr em seu socorro, até o pátio dos fundos, onde a mimada garotinha estivera brincando. Depois, com a filha no colo, viera até onde Livy se encontrava, anunciando como se tratasse de um ferimento mortal.
— Um dos seus gatos arranhou a pobrezinha!
Devido a experiências anteriores, Livy sabia que a pequena e terrível Daisy devia ter provocado os gatos, aos quais costumava apertar e puxar-lhes os bigodes. Para Sônia, no entanto, a filhinha adorada era incapaz de fazer algo errado.
No momento, apertando nos braços a menina, repetia em tom meloso:
— Pobrezinha; pobre do meu bebê...
Acostumada com a pantomima, Livy sugeriu, por desencargo de consciência:
— Coloque um pouco de mertiolate para desinfetar.
E, abrindo a porta do armário dos remédios, tirou o vidro, oferecendo-o a Sônia.
Diante disso, os gritos de Daisy tornaram-se ainda mais escandalosos, e, apesar das tentativas da mãe no sentido de acalmá-la, a criança começou a se debater e a dar pontapés. Acabou fazendo voar o vidro de desinfetante, que foi espatifar-se no chão, espalhando o conteúdo pela parede recém-pintada.
Ouvindo a praga que escapou involuntariamente dos lábios de Livy, a garotinha percebeu que fora longe demais e, por fim, parou de chorar.
No mesmo instante, um homem surgiu à porta do banheiro. De barbas brancas pouco crescidas e rosto curtido pelo sol, assemelhava-se, sem sombra de dúvida, ao que de fato era: um lobo do mar aposentado.
— Cansei de chamar você, Livy. Acontece que, com essa barulheira, nem uma sirene de nevoeiro seria ouvida. O que houve desta vez por aqui?
Daisy ergueu a perna na direção dele, exibindo o minúsculo machucado. De cenho franzido, o velho marinheiro examinou a região do ferimento, dizendo:
— Não estou vendo nada.
— Mischa arranhou-a!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O Templo Dos Desejos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Na primeira oportunidade que teve, 

Jotham disse a Harriet que ela não era mulher para Nigel, seu irmão de criação. Não passava de uma dondoca fútil e mimada. Só faltou expulsá-la da casa e colocá-la no trem de volta para Londres. 
Para irritá-lo, ela não apenas ficou como aceitou o convite de Nigel para passarem férias juntos na Sicília. Até casaria com ele, se a pedisse. 
E o rapaz pediu. Mas escolheu a hora errada. Minutos antes, Harriet tinha estado nos braços de Jotham. Havia uma grande lua no céu e as misteriosas ruínas de um templo à sua volta. 
E pela primeira vez na vida, ela sentira o sangue ferver de paixão e desejo! 


Capítulo Um 

 — Tem mesmo que ser colocada à venda? — Harriet Brookes perguntou de novo ao contador do pai.
— Esse foi o conselho que dei a seu pai. 
Como pode ver, a firma vai muito mal. É melhor vender para alguém que possa recuperá-la. Seu pai nunca tinha se preocupado com dinheiro ou com qualquer outra coisa. Na verdade, há dois anos, vendera a casa que tinham a alguns quilômetros da fábrica. Quando ia para lá, hospedava-se em um hotel próximo, e pronto. 
Sempre preferiu seu apartamento em Londres, e, depois que Harriet se tornou independente e alugou o próprio apartamento, ele decidiu se transferir definitivamente. O pai costumava sacar um salário generoso e lhe dava uma mesada razoável; jamais falava de problemas. Ela não tinha idéia de que a firma da família ia tão mal, até meia hora atrás, quando o Sr. Snelson trouxera os livros da contabilidade e lhe explicara os números. 
— Sinto muito, sinto muitíssimo, mesmo — disse o contador, parecendo arrependido, como se fosse o responsável por aquela situação. Não era, mas também não queria colocar a culpa em Henry Brookes. 
— Não tivemos sorte; em negócios, as coisas evoluem muito rápido. Talvez ele devesse dizer também que Henry não levara o trabalho muito a sério, que não tinha qualquer talento para negócios. Henry talvez tivesse que colocar ele mesmo a fábrica à venda, em no máximo seis meses, se não morresse de um ataque cardíaco a bordo de um iate, quando cruzava o Mediterrâneo. 
Se ainda fosse vivo, não ficaria mal de vida: seu atual "caso" era uma viúva muito rica, proprietária de poços de petróleo no Texas. Além disso, não seria difícil arranjar um bom emprego, com alguma das boas amizades que possuía. Para Harriet, também não haveria maiores problemas. Bonita como era provavelmente casaria com algum milionário. Já tinha ficado noiva duas vezes. 
A notícia de que não herdaria um próspero negócio do pai não a prejudicaria. De qualquer maneira, Cedric Snelson teve o cuidado de lhe contar as novidades com tato. 
— Não sabia de nada. . . Papai não falava de negócios e eu nunca fui muito interessada, mesmo. A verdade é que o pai também nunca tinha sido. Quando ele herdou a fábrica, ela prosperava como nunca. E ele se limitou a deixar as coisas como estavam. Continuou sacando seu salário e freqüentando gabinetes, mas nunca foi empresário de verdade. 
Era muito simpático, dessas pessoas de quem seria impossível alguém não gostar, elegante e charmoso. Formava um par bem atraente com a filha. Harriet era ainda mais bonita do que a mãe tinha sido. Já fazia algum tempo que ela não aparecia por aqueles lados; a última vez foi quando Henry vendeu a casa. 
Desta vez, sua vinda foi muito triste: na véspera, o pai tinha sido sepultado no jazigo da família e, desde então, estava hospedada na casa de Snelson.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Paixão Proibida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Se alguém descobrisse que Célia, a irmã gêmea de Lucy, 

tinha um rápido caso de amor com Daniel Stewart o mundo viria abaixo. Começando pelo marido de Célia, que jamais a perdoaria…
Por isso Lucy aceitou participar daquela farsa quando Daniel surgiu inesperadamente na pacata cidadezinha inglesa onde elas moravam. 
Mas ela sabia desde o primeiro momento que tipo de homem Daniel era: muito bonito, muito vaidoso de sua capacidade de envolver as mulheres e esquecê-las no dia seguinte. 
E era exatamente por isso que Lucy não se perdoava: como podia ter sido tão tola a ponto de se apaixonar por ele?


Capítulo Um

Lucy Friis estacionou seu furgão no pátio que dava para a entrada dos fundos da loja. Tinha conseguido peças boas e baratas no leilão: móveis de madeira que, depois de desmontados, restaurados e pintados, dariam um bom lucro. 
Entrou pela porta lateral e sorriu para alguns prováveis fregueses que admiravam uma arca; atrás deles, estava a sra. Partridge, cheia de esperança de realizar um bom negócio. 
— Tudo bem? — perguntou Lucy. 
— Alguém a procurou. 
Isso não era incomum, mas parecia que esse visitante tinha deixado um brilho diferente nos suaves olhos azuis da sra. Partridge. Ela parecia ansiosa. 
— Ele lhe deixou um bilhete — disse ela, indicando com um gesto o escritório. 
O bilhete estava sobre a escrivaninha, preso pelo tinteiro. Lucy leu-o: "Estou hospedado no Hotel Crown. Há alguma chance de você jantar comigo esta noite, por volta das sete horas? Daniel Stewart". Era o melhor hotel da cidade e um bom lugar para se discutir negócios ou qualquer outro assunto, principalmente depois do jantar. 
Teria sido mais fácil para Lucy se Daniel Stewart tivesse mencionado sua profissão. Lucy não conseguia se lembrar de quem ele era. Sua vida social era intensa. Estava sempre tratando de negócios e provavelmente já tinha negociado com ele, mas esquecera seu nome. Sentou-se e pensou sobre isso. Talvez conseguisse se lembrar. Stewart... Daniel Stewart... A sra. Partridge entrou no escritório, desanimada. 
— Os fregueses foram embora. Disseram que vão pensar no assunto. — Olhou o bilhete e sorriu. 
— Pena que você não estava aqui na hora em que ele veio. 
— Ele disse o que queria? 
— Queria ver você. Eu o informei sobre a hora em que você voltaria, mas ele disse que estaria fora o resto do dia e eu não soube dizer se você tinha ou não compromisso esta noite. 
Nas noites de sexta-feira, Lucy ajudava a empacotar as mercadorias que seriam levadas para o mercado no sábado. A sra. Partridge sabia disso, mas achou que naquela noite as coisas seriam providenciadas sem Lucy. A sra. Partridge e seu marido se davam muito bem com Lucy. Eles eram a tia Dolly e o tio Joe, embora não houvesse parentesco verdadeiro. Costumavam também desaprovar seus namorados, eram difíceis de se contentar com alguém, mas Dolly Partridge parecia impressionada com aquele homem. 
— Quem é ele? — perguntou. 
— Não faço ideia. Como ele era? 
— Garanto que não é o tipo de homem que eu esqueceria se tivesse a sua idade. Tinha boa aparência e maneiras educadas. 
— É. Deve ser charmoso — Lucy falou, enquanto tia Dolly continuava, com entusiasmo: 
— Alto, cabelos castanhos e um sorriso lindo! Ele me deu a impressão de que a conhecia. Pelo menos o suficiente para convidá-la para sair à noite... 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Magia Tropical

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Sally estava contente com a vida que levava numa cidade do interior da Inglaterra, 

com seu emprego como repórter num jornal local, e esperava ser feliz em seu casamento com Tim.
No entanto, em apenas um mês ela estava em plena selva amazônica, fazendo parte de uma expedição arqueológica, como assistente do famoso escritor Adam Burgess. O que aconteceu para que sua vida mudasse tão radicalmente? 
Primeiro, uma grande desilusão amorosa: sua melhor amiga, às escondidas, era amante de Tim. Depois, uma chantagem. E a própria Sally era a autora dessa chantagem. Culpada, desgostosa, ela se agarrou a Adam. Mas ele amava outra mulher...


Capítulo Um

Megan Somers tinha razão para ser convencida, se quisesse. Examinou-se no espelho, com aprovação, pela última vez antes de sair para o encontro daquela noite. Era uma garota que deixava qualquer rapaz orgulhoso de acompanhá-la. Sally Doyle não tinha dúvida sobre isso. As duas eram amigas de escola e moravam juntas há quatro meses. 
— Estou bem? — perguntou Megan, automaticamente. 
— É claro que sim. Está maravilhosa. — Sally deu a resposta de sempre. 
Megan sempre fora simpática e linda, até mesmo quando tinha a idade em que as garotas geralmente ficam desengonçadas e com espinhas. Não tinha uma inteligência brilhante, agia mais instintivamente, mas nunca deixara de se sair bem em tudo. 
Sally a admirava muito e quando Megan arranjou emprego numa importante loja de modas em Costwold e pediu para ficar algum tempo em seu apartamento, ela não negou à amiga. Colocaram outra cama no pequeno quarto e foram se arranjando. Durante umas duas semanas Megan procurou um lugar para morar, mas era tudo caro demais. Afinal, resolveram continuar juntas. O arranjo era conveniente para ambas. Elas se davam muito bem, eram como irmãs, e em breve Sally se casaria e deixaria o apartamento. 
Megan tinha um irmão e uma irmã que moravam numa pequena cidade do interior onde foram criados. Sally era filha única e tinha sido criada pelos tios que já eram de meia-idade quando a adotaram. As duas partilhavam tudo, emprestavam coisas uma para a outra. Naquela noite, por exemplo, Megan estava usando o camafeu de Sally. O encontro era com o gerente da loja de calçados que ficava perto da loja de modas. Sally o conhecia muito pouco, mas ele parecia simpático e interessante. Megan sempre tivera uma penca de admiradores, mas já há algumas semanas ela andava meio sonhadora e Sally achou que dessa vez a amiga estivesse finalmente apaixonada. Era o que tudo indicava, pelo menos. 
Antes de Alan Foster, Megan sempre falara de seus namorados e gostava de contar as coisas, mas em relação a ele se mantinha reservada. Sally respeitava a intimidade da amiga, sem fazer perguntas. Quando a pessoa está amando de verdade gosta de guardar segredo das coisas mais íntimas e maravilhosas. Sally sabia disso porque era o que sentia em relação a Tim. 
— Acho que já pode considerá-lo seu namorado, agora — disse Sally, com um sorriso. — Já faz mais de três semanas que vocês estão saindo juntos. 

domingo, 8 de julho de 2012

Quem é Você?

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
"Quem é você por detrás desse sorriso enigmático?" 


Até Rafe surgir em sua vida, Caroline tinha certeza de que seu futuro estava definido: iria se casar com Christopher, o homem a quem amava e respeitava, e teria uma vida tranquila e feliz. Mas Rafe, com sua arte de sedução, trouxe dúvidas e emoções nunca antes sentidas. 
E os beijos dele tinham um sabor de "quero mais"... 


Capítulo Um 


Quando planejou a viagem a Creta, Caroline jamais poderia imaginar que teria a incumbência de procurar Rafe Drayford. Irmão mais velho de Christopher, seu noivo, Rafe era considerado o ovelha-negra da família. E não dava notícias havia muito tempo. Claro que Caroline ouvia falar nele. Todos conheciam suas histórias. Christopher, porém, raramente mencionava o nome do irmão. Nas raras vezes em que o fazia, deixava claro que, quanto mais longe permanecessem um do outro, melhor seria. Na verdade, teria preferido uma ruptura completa. Irritava-o o fato de a mãe ainda manter contato com Rafe. Assim, quando a ouviu pedir a Caroline, que o procurasse, durante a viagem, mal conteve a fúria. Ela poderia ter dito à futura sogra que não teria tempo de procurá-lo, ou que não passaria pela vila onde Rafe morava. Isso teria deixado Christopher aliviado. O pro¬blema era que, desde que a sra. Drayford falara na tal carta, Caroline ficara curiosa com a figura de Rafe Drayford. O que estaria ele fazendo agora? Um diploma de direito conseguido de modo brilhante qualificara-o para um trabalho especializado, do qual ele não parecia gostar nem um pouco. Christopher não tinha ideia do que o irmão fazia para sobreviver. A mãe também não. As cartas ocasionais que ele mandava para a sra. Dray¬ford eram curtas e vinham de países exóticos. Ela sempre as respondia. Entretanto, jamais lhe passara pela cabeça tomar um avião e ir ao encontro do filho. Para isso, teria de enfrentar a oposição do marido, algo que nunca faria. A última carta de Rafe fora postada na ilha de Creta. Por isso, quando a sra. Drayford soube da viagem da futura nora, logo disse que aquela seria uma ótima opor¬tunidade para descobrir o que estava acontecendo com o filho distante. A boa senhora, porém, lhe pedira dis¬crição. Confiava nela. Os pais de Christopher, por sinal, gostavam muito de Caroline. O fato de sua família não pertencer à alta-roda não parecia incomodá-los. A sra. Drayford, apesar de sim¬pática, mantinha-se sempre tão distante que Caroline até se surpreendeu com o pedido que lhe fizera. Aquela, aliás, fora a primeira vez que ambas haviam tido uma conversa confidencial.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Jardim Encantado







Como viver com um homem que se escondia sob falsa identidade?

Por instantes, só o canto dos pássaros perturbou o silêncio do jardim.
Tom esperava com ansiedade pela resposta que decidiria seu destino.
Louise afastou-se um pouco, observando cada detalhe daquele lugar encantado, onde o encontrara pela primeira vez.
Tinham vivido momentos deliciosos, mas, agora, como aceitar um amor que nascera da mentira? Tudo seria maravilhoso, se não tivesse acabado de saber a verdadeira identidade de Tom Reading!

Capítulo Um

Louise Latham estacionou a caminhonete ao lado do prédio e subiu para seu apartamento.
Ainda bem que não havia nin­guém por ali, pois não tinha a menor vontade de conversar ou de dar explicações sobre o seu lastimável estado de espírito.
Naquele momento, a única coisa que desejava era ficar sozinha.
No quarto, as roupas continuavam espalhadas pela cama. Olhou para aqueles vestidos de algodão e caiu numa tristeza que há muito não lhe acontecia.
Comprara-os no dia anterior, pensando que gozaria as melhores férias de verão de sua vida, e de uma hora para outra todos os planos tinham ruído de vez.
Ao planejar a viagem para a Espanha, com Barry, Louise imaginara que em algum ponto do passeio ele a pediria em casamento. Por isso se preparara da melhor maneira possível para aquelas duas semanas que se seguiriam, pois uma situação dessas só acontece uma vez na vida.
No entanto, estava consciente de que a briga que tiveram havia sido definitiva.
Não queria mais ver Barry na sua frente, agora que descobrira que ele só pensava no seu dinheiro. De­cepcionada, entrou no banheiro para tomar um longo banho.
Quem sabe assim relaxasse um pouco?
No entanto, quando abriu o chuveiro, o desespero aumentou e as lágrimas escorreram pelo rosto. Foi um choro convulsivo, cheio de soluços.
Desde que saíra do escritório tentara contê-lo, mas agora ele tinha algo de explosivo, como uma represa que arrebenta suas comportas.
Mais tarde, sentou-se numa poltrona da sala pequena, deco­rada com gosto e habilidade.
Ficou olhando a funcionalidade daquele ambiente.
Tudo ali era suave e revelava a sua compe­tência profissional, servindo-lhe de consolo pelo fracasso no amor, Nunca mais se entregaria a um homem, pensou.
Dali em diante, dedicaria todo o tempo ao trabalho.
Com certeza, a carreira prometia muito menos dissabores do que a vida pessoal.
No dia seguinte, deveria estar partindo com Barry para a Espanha ao encontro de alguns amigos que possuíam uma villa, em Denia, onde começariam a planejar um futuro maravilhoso.
Não havia nada de concreto nesse sentido, mas seu namorado já lhe dissera que só a pediria em casamento num local tão romântico como a vida que pretendia levar a seu lado.
Podia existir cenário mais adequado para isso do que a Espanha?
No entanto, tudo mudara.

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