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domingo, 4 de agosto de 2013

Profissão: Esposa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 






Apenas o amor não poderia fazer parte desse estranho contrato de casamento! 

Melanie, boquiaberta, ouviu a proposta que lhe fazia Julian Cridell, o poderoso magnata do mundo financeiro. 
Quando ali chegara, atraída por um anúncio de jornal, pretendia apenas conseguir um emprego... 
Mas não era um emprego o que ele lhe oferecia! 
Em troca de uma quantia fabulosa, iria acompanhá-lo em todas as viagens, tornar-se anfitriã em suas festas, administrar a mansão da família... 
Só que para isso deveria aceitar seu pedido de casamento! 

Capítulo Um

Melanie Greensmith olhou com tristeza para o resto de café no fundo da xícara. 
Sentada num barzinho a poucos metros da faculdade, não via no próprio futuro profissional nenhuma pers­pectiva.
Acabava de se formar professora, mas isso não significava muita coisa. Ela estava na mesma situação dos outros cinqüenta cole­gas que, poucos minutos antes, haviam subido os degraus de um imponente auditório, onde receberam o diploma. 
Todos eles sa­biam que apenas uma minoria conseguiria um emprego para o qual haviam se preparado durante tanto tempo.
O fato de morar em Londres não trazia a Melanie vantagem alguma. Até na maior cidade do país, a escassez de vagas no ma­gistério era desanimadora. 
Teria sorte se conseguisse uma classe para lecionar meio período, mesmo numa escola pequena, mas isso criaria outro problema. 
O salário não chegaria para cobrir todas as despesas. A vida estava tão cara!...
Por mais que pensasse, Melanie não via alternativa se­não aceitar o convite para morar com tia Alice, sua única paren­te viva. 
As duas sempre haviam se entendido muito bem, e Melanie ficaria contente em compartilhar o chalezinho à margem sul do rio Tamisa... Se não fosse por Arthur Makin.
Tia Alice se casara com ele dois meses antes. Arthur era um homem forte e vistoso, com um jeito jovial e bonachão, por trás do qual escondia um péssimo caráter. 
Enganara Alice desde o co­meço e não revelaria tão cedo à verdadeira face, pois não queria perder o conforto do chalé e a boa comida.
Mas com Melanie ele não precisava nem pretendia disfarçar sua personalidade real. 
Ela ainda se lembrava dos momentos de afli­ção e de repulsa quando tentara mantê-lo afastado nas poucas horas em que a tia se ausentara. 
Após a segunda visita ao casal, decidira não voltar mais e cumprira a promessa, apesar dos pro­testos da tia.
Mais uma vez, Melanie lamentou a morte da mãe.