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segunda-feira, 13 de maio de 2013

A Fabulosa Emily

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Sair com alguém interessante na Cidade de Nova York é tão difícil quanto encontrar um ator milionário descompromissado. 

A heroína da tira cômica que Emily Briggs desenha para a revista Vogue tem o sexo e a cidade na ponta dos dedos de longas unhas vermelhas. Lamentavelmente não é o que acontece com Emily. 
A mãe, socialite assumida, cuida da vida da filha mais velha com o mesmo exagero com que controla sua própria aparência. 
A melhor amiga trocou uma carreira promissora por um marido e dois filhos. 
O melhor amigo, Dash, a tábua de salvação sempre a seu dispor, parece ter virado a cabeça por uma loira de pernas longas que também teve a sorte de nascer esperta. 
Mas eis que surge o charmoso artista Henry Phillips, e a vida de Emily se aproxima à de sua personagem: imprevisível, um tanto excêntrica, recheada de situações hilárias, desafiadoras e românticas. 
De repente, Emily embarca em uma viagem alucinante pelos caminhos do amor, de relacionamentos intensos com familiares, amigos e desconhecidos… rumo ao amadurecimento!

Capítulo Um 

Eu estava sufocando. Forcei a respiração e tateei no escuro não só para me livrar daquele peso sobre meu peito, mas principalmente para descobrir a causa do desconforto. 
Fiquei completamente pasma ao ver um braço que não era meu. Enorme. 
Nesse instante obriguei-me a acordar e recuperar a consciência. 
Estava sonhando que fazia sexo, mas sexo como aquele era um pesadelo, não uma fantasia erótica. 
Olhei para o bloco de papel e a caixa de lápis de cor sobre a mesinha de cabeceira. 
Sempre deixava meu material de desenho à mão caso acordasse inspirada para uma criação. A manhã estava ensolarada embora já não fizesse calor. 
O outono havia chegado e com ele as temperaturas mais baixas. Era por isso que eu estava sentindo frio. Ou não. Tomada por um súbito pressentimento, olhei sob as cobertas e tive meu receio confirmado. 
Estava nua. O que era por demais estranho porque eu nunca dormia nua. 
E o que era aquilo no chão ao lado de minhas roupas? Roupas de homem?! 
Respirei fundo e olhei para o outro lado da cama. Pestanejei e tentei respirar fundo outra vez, mas não consegui. 
Não fora um sonho. Eu tinha dormido com Stewie Berkowitz. 
― Fazia dez meses que eu não ficava com alguém — expliquei a Dash, na defensiva. — Antes de aceitar em definitivo a abstinência sexual como parte de minha vida, fiz o que tinha de fazer para não perder a prática. 
― Em outras palavras — meu melhor amigo me dirigiu seu pior olhar de censura —, você se tornou mais uma adepta do sexo casual. 
Fiquei tão sentida com a injustiça da acusação que tirei da mão de Dash o drinque que ele estava tomando e tomei-o de um só gole. 
Antes não o tivesse feito. O tiro saiu pela culatra. A bebida parecia fel puro. 
― Uma noite em trezentas, apesar das inúmeras oportunidades que se apresentaram no decorrer desse tempo, e você tem o desplante de me criticar? 
Esse era meu estilo clássico de comportamento: defender meu ponto de vista com unhas e dentes mesmo quando não tinha a menor chance de ganhar a discussão. 
No fundo, eu sabia que Dash não estava pensando mal de mim. 
Ele vivia questionando meus motivos para nunca aceitar convites de homens para sair. 
Nem de mulheres, a propósito. Em vez de protestar, ele deveria estar satisfeito por eu finalmente ter decidido me encontrar com um representante de seu sexo. 
Não que eu me orgulhasse de minha escolha. Fora um simples acaso que tivesse sido Stewie Berkowitz. 
— Quer mais um? — Dash indicou os copos vazios. 
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