Um casamento no outono, com um cowboy!
Foi esta a previsão que uma cigana fez para o futuro de Blair. Mas obviamente a mulher era uma farsa: Blair já estava noiva, seu casamento já estava marcado para o verão e seu noivo não era um estranho de cabelos escuros.
O futuro de Blair já estava programado e deveria permanecer assim até...Até Brad Barclay despencar em sua vida.
Os olhares ousados e sexyes daquele cowboy fizeram a noiva estremecer e esquecer seus planos. De um momento para o outro, Blair se deu conta de que estava sonhando de olhos abertos com o dia em que entraria na igreja... mas não com seu atual noivo...
Capítulo Um
Blair dirigia seu carro na rua principal de Houghton. Naquele dia, a rua sempre calma dera lugar a um movimento nunca antes visto. Estava se realizando uma convenção política, e este era o motivo pelo qual a população parecia ter dobrado de tamanho. As ruas enchiam-se de pessoas e carros, tornando o acesso a qualquer lugar muito difícil. Blair só interessava fazer compras, uma vez que não votaria no candidato para o qual se promovia a convenção.
Como funcionária do setor de empréstimos do maior banco da cidade, tinha um cargo de responsabilidade que, além de ser agradável, era bem remunerado.
O Houghton Security Bank tinha um volume respeitável de transações, principalmente porque havia muitas grandes fazendas nos arredores e nas cidades vizinhas.
A rua principal possuía três semáforos. No primeiro, que estava vermelho, Blair freou, abaixando a cabeça para olhar pela janela do passageiro. A melhor butique da cidade, a Redfern's, exibia em sua vitrine um vestido branco e preto que merecia um exame cuidadoso.
Uma buzina soou, e Blair se deu conta de que o sinal abrira. Com um aceno, ela se desculpou ao motorista que estava atrás.
Assim que passou o segundo farol, ela começou a procurar com os olhos um lugar para estacionar. Por essa razão, não viu que o terceiro semáforo mudara para vermelha no último instante.
Houve tempo para uma freada brusca, mas em seguida o barulho da batida e um forte solavanco assustou-a. Um pouco atordoada, mas ilesa graças ao cinto de segurança, Blair permaneceu sentada.
Alguém abriu a porta de seu carro.
— Você está bem?
— Eu... acho que sim. Quem bateu no meu carro?
— Eu bati. Tem certeza de que está bem?
— Já disse que sim! Por que bateu no meu carro?
O homem empertigou-se e falou, cheio de sarcasmo:
— Ora, eu estava passando por aqui e pensei com meus botões: o que posso fazer para tornar este dia perfeito? Já sei; vou bater no carro do primeiro que me aparecer.
— Não zombe de mim! — Livrando-se cinto de segurança, Blair saiu furiosa do automóvel. — Foi você mesmo que bateu no meu carro! Vai levar uma multa, moço, e ainda terá de pagar pelos estragos!






