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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Em Nome da Honra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Força e Poder






Kiara Fredrick levava uma vida comum até que um romance envolvente com o sheik Azrin e um anel com um diamante maior que o deserto de Khatan a transformam não apenas em uma princesa, como também em propriedade pública. 

Quando Azrin se prepara para assumir o trono, Kiara descobre que a vida na realeza pode destruir o outrora forte casamento deles...
Mas os reis de Khatan não se divorciam, e as rainhas não deveriam nem ter a ousadia de perguntar... 
Kiara conseguirá desafiar um desejo mais quente que as areias escaldantes do deserto? 

Capítulo Um

– Linda vista.
Kiara não se virou na direção da voz grave e autoritária, apesar de senti-la se derramar sobre si e se infiltrar em seu sangue, seus ossos, quase fazendo com que ela estremecesse. 

Não tinha percebido a sua aproximação até ele se acomodar na cadeira ao lado. Havia uma expectativa silenciosa em torno dela, eletricamente carregada, como se toda a cidade de Sydney ficasse em silêncio com a chegada dele. 
Imaginou aquele caminhar desenvolto, seguro, o modo como a intensa e poderosa masculinidade fazia com que as cabeças se voltassem na sua direção para onde quer que ele fosse o modo como ele, certamente, a estava olhando, naquele momento, com aquele foco intenso e consumidor, ao se aproximar.
Mas ela o estava aguardando.
– Esta é uma péssima cantada – ressaltou ela, num tom quase petulante.
Não tinha alternativa. Decidiu não olhar para ele a menos que fizesse por merecê-lo. Ia fingir que estava encantada pelas águas do porto, ou pelo pôr do sol que se aproximava e não por um homem como ele, por mais alto, intenso e perigoso que pudesse parecer, mesmo na sua visão periférica.
– Especialmente aqui. Esta vista é famosa.
– O que deveria torná-la ainda mais adorável – respondeu ele, com uma pontada de diversão sob a sedução firme e aveludada da voz que se espalhou como um calor sobre a pele dela. – Ou será que você é do tipo melancólico que diante de uma vista excessivamente admirável acaba perdendo a graça?
Kiara estava sentada junto a uma mesinha do lado de fora, no saguão da gloriosa Opera House, de Sydney, em frente à famosa e bela Harbor Bridge.
O sol acabara de se pôr, tingindo o céu de tons intensos de dourado, lançando uma luz doce sobre as águas cintilantes do porto, aparentemente desafiando os arranha-céus da cidade a voltar o seu olhar para si.
Ela conhecia muito bem aquela sensação, por isso nem mesmo olhou para o homem que se acomodou ao seu lado como se fosse o dono da mesa, da cadeira e dela também, embora estivesse completamente consciente da presença dele, com cada parte do seu corpo.
– Não tente mudar de assunto – disse ela suavemente, como se não tivesse ficado nem um pouco perturbada pela presença dele nem pela força e carisma que ele parecia emanar sobre ela. 
Estava sendo muito difícil não se virar na direção dele para admirá-lo. – Foi você quem fez um comentário extremamente batido. Eu só ressaltei o fato.
Ela sabia que a mistura particular de sua intensa beleza masculina, tão feroz que a fazia perder o fôlego, com aquele estonteante poder que emanava dele a venceria se ela ousasse virar a cabeça e olhasse para ele. Podia sentir a presença dele ao seu lado. 
Seu ventre se contraiu e ela o desejou, sentindo toda a sua feminilidade pulsar profundamente por ele. 
Os finos pelos de seus braços e nuca se eriçaram, fazendo-a estremecer. 
O mundo inteiro pareceu, subitamente, se reduzir àquela mesa e cadeira.
A ele...
 

O Demônio e a Dama

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Força e Poder









Presa em seu inferno... 

Martha Jones nunca correu riscos em toda sua vida. 
Até o dia em que foge do próprio casamento e sucumbe ao magnetismo de um homem que acabou de encontrar! 
Um homem que ela conhece apenas como Diablo. 
O lobo solitário Carlos Ortega não promete a Martha nada além de uma noite de paixão.
Mas ele se choca com a doce inocência dela. 
A noiva fugitiva era virgem, e parece que as conseqüências do breve romance podem durar para sempre...

Capítulo Um

– Que diabos...!
Carlos Ortega achou estar imaginando coisas. Não podia acreditar no que via.
Ele reduziu a marcha da motocicleta para uma velocidade mais adequada à pista estreita da estrada, pois vinha acelerado demais, assim como as emoções que sentia. Contudo, por mais que forçasse a vista, a imagem permanecia igual. A mesma cena inacreditável na sua frente, despertando nele idéias loucas.
Já tinha ouvido histórias sobre os fantasmas naquela região. 

Na noite anterior, os companheiros de bar pareciam ansiosos para falar enquanto bebiam cerveja. Segundo os habitantes do lugar, essa estrada era assombrada por uma noiva que foi abandonada no altar. 
Ela definhou de tristeza e acabou morrendo. Pelo menos, era a versão da história que corria na cidade.
Não que Carlos acreditasse nesse tipo de coisa. A pequena estalagem isolada onde havia ficado nos últimos dois dias era cheia de histórias e superstições, que o divertiram bastante enquanto permaneceu lá. Mas e agora?
– Não acredito!
Ele percebeu que estava balançando a cabeça dentro do capacete da mesma forma como fez na noite anterior ao ouvir os homens contando aquelas histórias. Deviam imaginar que tinham que retribuir a bebida que ele estava lhes pagando.
Carlos saíra do quarto para ir ao bar. Pela primeira vez em muito tempo ele queria companhia. Depois de tudo que aconteceu, teve necessidade de ficar sozinho. Estava acostumado a isso e tinha decidido ir até ali para ficar longe da confusão que havia deixado para trás. Queria ficar o mais distante possível de casa.
Casa. A Argentina não era mais a casa dele, mas também, onde seria? Estranhamente ele se deu conta de que não havia nenhum lugar no mundo que pudesse chamar de casa. Na verdade, ele possuía várias casas pelo mundo, em lugares elegantes e exclusivos, onde qualquer um gostaria de morar. Mas não se sentia pertencendo a nenhum deles. Onde sua família...
– Família! – Ele soltou um riso irônico.
Que família? Não tinha mais família. Tudo que ele imaginou que tinha lhe foi tirado, de uma hora para outra. E a única coisa que sobrou para ele foi à mãe. A mãe mentirosa, fingida e desleal. A mãe que fez dele um bastardo desde o nascimento e que nunca quis que ele fizesse parte da sua vida. Ele nem sabia quem era. Aparentemente, toda a vida dele foi uma ficção e tanto a história quanto a origem dele não passava de mentiras, segundo lhe revelou o avô.
Por isso, as histórias que ouviu foram uma distração para ajudá-lo a esquecer dos aborrecimentos. E serviram para suportar a longa noite que tinha pela frente. Mas esta manhã os fantasmas, os vampiros e outras coisas assustadoras ficaram para trás.
No entanto...
Um nevoeiro gelado encobria a beira da estrada como sombras se contorcendo e impedindo-o de ver a grama do lado esquerdo. As imagens iam e vinham, dificultando a visão dele.
Mas ela continuava ali.
Uma mulher. Alta, pálida e curvilínea. Mesmo com o nevoeiro, dava para ver que seu cabelo era louro. Como estava preso no alto da cabeça, parecia quase todo encoberto por um véu branco que lhe cobria o rosto e caía pelas costas. Os braços estavam descobertos, assim como os ombros de pele branca, quase tão branca quanto o corpete justo que lhe moldava os seios fartos.
Uma noiva?
Era uma noiva, de véu e grinalda. Exatamente como a história do fantasma da noiva que animou a noite no bar. Mas aquilo não era nenhum fantasma, porque a tal noiva estava segurando uma bolsa azul bem moderna.
E com o polegar levantado de quem pede uma carona.
– O que...