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terça-feira, 5 de maio de 2015

Caminhos da Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Anna Cochran sempre foi completamente apaixonada por Evan Tremayne. 

Mas o cowboy cabeça-dura só pensava em protegê-la dos outros homens da cidade. 
Anna passou anos esperando que ele tomasse uma iniciativa, porém Evan lutava contra seus verdadeiros sentimentos por ela. 
Dependia de Anna conquistá-lo. E ela logo faria Evan perceber que não era tão inocente quando ele pensava.

Capítulo Um

Evan Tremayne não se incomodava com aquele jantar ou com a conversação sobre negócios que se seguira. O que o perturbava era o modo como Anna o observava.
Aos dezenove anos, loira, dona de um corpo de curvas generosas e olhos azuis, Anna era uma jovem escultural, com pernas longas e bronzeadas, que ficavam deslumbrantes em shorts. No último ano, Evan se esforçara ao máximo em ignorá-la, apesar de fazer muitos negócios com a mãe dela. Com trinta e quatro anos, ele era o mais velho dos quatro irmãos e quase totalmente responsável pela mãe. Os negócios da família estavam praticamente sob seu total controle e sua vida se resumia a um emaranhado de gado, problemas pessoais e transações financeiras complicadas. E Anna era a maldita gota d’água.
Principalmente, pensou ele, naquele vestido azul-claro que deixava exposta uma grande quantidade da pele dourada e dos seios fartos. Sem dúvida, a mãe deveria ter chamado a atenção de Anna por isso. Mas Polly Cochran quase nunca estava em casa. Evan imaginou se ela havia notado a rapidez com que a filha crescera. Polly parecia sempre muito ocupada com alguma nova faceta de seus negócios no ramo imobiliário. O pai de Anna era um piloto comercial, mas estava separado de Polly havia alguns anos. Ele vivia em Atlanta, Georgia, enquanto a filha e a ex-esposa moravam no Texas. Na verdade, Anna fora criada em grande parte por Lori, a empregada da família. Ninguém parecia ter muito tempo para lhe dedicar.
Polly havia pedido licença para atender um telefonema e Evan fora deixado desconfortavelmente na companhia de Anna.
— Por que não parou de me encarar nos últimos dez minutos? — perguntou ela com uma voz suave. Os cabelos loiros se encontravam atados no topo da cabeça, o que lhe emprestava uma incomum aparência sofisticada e madura.
— Porque esse vestido a deixa muito exposta. — Evan retrucou com sua costumeira rudeza. Os olhos escuros abandonando o rosto de Anna para se fixarem nos seios opulentos. — Polly não deveria tê-lo comprado para você.
— Ela não comprou — afirmou Anna com um sorriso. — Na verdade, este vestido é dela. Eu o peguei emprestado sem que ela percebesse. Mamãe nem ao menos notou que eu o estava usando. Sabe o quanto ela pode ser distraída. Sempre concentrada nos negócios.
— Os vestidos de sua mãe são muito adultos para você — retrucou ele, abrandando as palavras com um sorriso. Evan costumava ser mais áspero com Anna do que com qualquer outra pessoa, devido à indesejada atração que sentia por ela. — Deveria usar algo mais condizente com sua idade.
Anna inspirou lentamente, e os olhos o adoraram com suavidade antes de baixarem à mesa.
— Pareço tão jovem assim aos seus olhos?
— Tenho trinta e quatro anos, criança — respondeu ele, a voz soando grave e lenta no silêncio da sala de jantar. — Sim, parece.
Os olhos azuis de Anna pousaram nas mãos que ele mantinha unidas.
— Mamãe dará uma festa na noite de sexta-feira para comemorar a inauguração de um novo shopping em Jacobsville, construído em uma das propriedades que ela vendeu — disse Anna. — Você vai?
— Harden e Miranda talvez compareçam — murmurou ele. — Estarei ocupado.
Anna ergueu o olhar, procurando, obstinada, o rosto moreno e grande de Evan.
— Poderia ao menos dançar uma música comigo. Isso não iria matá-lo.
— Não? — perguntou ele com humor mórbido. Em seguida, tocou um dos cantos dos lábios perfeitamente esculpidos com o guardanapo, antes de pousá-lo ao lado do prato. Quando se levantou, ele a obstruiu com a própria altura. Era um homem gigantesco, todo músculos e dono de um corpo de linhas perfeitas, desde os contornos largos do peito aos quadris estreitos e às pernas musculosas. — Tenho de ir.
Anna se ergueu.
— Não tão cedo — suplicou.
— Tenho algumas coisas a fazer — disse ele.
— Não. Não tem. — Anna insistiu, fazendo beicinho. — Apenas não quer ficar a sós comigo. O que você teme? Que eu o atire sobre a mesa?
Evan ergueu as sobrancelhas, que encimavam os olhos castanhos faiscantes.
— E sujar minhas costas com purê de batatas?
Anna deixou escapar um suspiro irritado.
— Nunca me levará a sério.
— Não me atreveria — respondeu ele, afastando-a com a experiência que os anos de prática lhe conferiram. — Diga a Polly que eu a verei amanhã no escritório.