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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Prêmio de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dueto Viradas do Destino 



Vencer é tudo. 

Rafael de Cervantes era um demônio atrás do volante e entre os lençóis de linho, até sofrer um acidente quase fatal.
Tentando evitar a dor, ele decide seduzir sua linda fisioterapeuta, Raven Blass.
Ela, porém, também tem seus traumas e suas cicatrizes, e resistirá ao máximo ao charme de Rafael. Mas será que vai conseguir?



Capítulo Um

— Passe os braços à minha volta e aperte com força. A risadinha profunda que acompanhou seu pedido fez Raven Blass sentir um calor intenso percorrer sua coluna dorsal. Rezava constantemente para permanecer imune a essa risadinha irônica; entretanto, até o momento, suas preces não haviam sido atendidas. 
— Acredite em mim, bonita, não preciso que me digam como segurar uma mulher nos braços. Sou eu quem dá as aulas, não recebo. 
A resposta de Rafael de Cervantes dita com voz arrastada foi acompanhada por um deslizar perigoso de seus dedos pelo braço de Raven e um brilho nos olhos azuis que sempre a irritava. Cerrando os dentes, ela se esforçou a não reagir ao toque. Era um teste, mais um de uma longa lista, porque Rafael sempre tentava fazê-la perder o controle nas últimas cinco semanas, desde que lhe dera o emprego de fisioterapeuta. 
Mantendo uma expressão neutra, ela permaneceu firme.
— Bem, pode fazer o que digo ou ficar no carro e perder o batizado de seu sobrinho. Já que é o padrinho, tenho certeza de que se não aparecer na igreja irá desagradar seu irmão e Sasha. 
Como previra, essas palavras mudaram o clima de brincadeira e flerte. A mão de Rafael largou seu braço e segurou a bengala entre as pernas enquanto ele endurecia o queixo e a fitava com frieza. 
Raven sentiu angústia, mas, ignorando-a, congratulou-se pela efêmera vitória. Fazer com que Rafael a tocasse apenas profissionalmente era ótimo. 
— Vamos tentar de novo? Ponha seus braços. 
— Aproxime-se mais — interrompeu ele. — Está muito longe para esse tipo de exercício. Se eu fizer um movimento errado e cair em cima de você, irei esmagá-la, porque é tão pequenina. 
— Não sou pequena. — Ela deu um passo na direção do carro esporte preto, recusando-se a aspirar o perfume másculo. 
— Tenho altura e músculos rijos e posso parti-lo em dois com alguns golpes. Pense nisso antes de tentar fazer alguma coisa inapropriada. O riso letal voltou. 
— Dios, adoro quando fala assim comigo. Embora até hoje ninguém jamais tenha dito que faço coisas inapropriadas. Aliás, o que significa essa palavra? 
— Quer dizer que se você não se concentrar nos exercícios nunca terá resultados. Rafael voltou a rir, desafivelou o cinto de segurança e passou um braço pelo ombro dela. 
— Ótimo. Faça comigo o que quiser, Raven. Sou argila em suas mãos. 
Raven desejaria evitar o rubor em seu rosto com todas as forças do pensamento, no entanto, era algo que jamais conseguira fazer. No passado distante tentara sempre não corar e só provocara o riso de seu pai e de seus amigos cruéis. 
Afastando as lembranças indesejadas, ela tratou de se concentrar na tarefa do momento: seu emprego.
Dueto Viradas do Destino
1 - Prêmio de Sedução
2 - Rosto de Anjo, Corpo de Pecado

Rosto de Anjo, Corpo de Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dueto Viradas do Destino



Jamais cometa o mesmo erro duas vezes?

Ângelo Di Cápua sabe que por trás do rosto angelical e do corpo pecaminosamente delicioso de Rosie Tom, se esconde uma golpista mentirosa.
Mas sua falecida esposa deixou para ela um chalé em sua propriedade no campo... Se Rosie quiser usufruir da herança, terá que vender a alma! 

Ela precisa aceitar a proposta do ex-amante para tirar seu negócio da falência.
Embora anseie pelo toque de Ângelo, não pode confiar no homem que a traiu ao se casar com sua melhor amiga.
Se fracassar, Rosie perderá mais do que seus bens materiais. Perderá seu coração para Di Cápua. Outra vez.


Capítulo Um

Rosie nunca estivera em uma cremação. Mesmo quando seu pai morrera, oito anos antes, houve um funeral convencional. Os amigos — e ele os tivera numa quantidade surpreendente, considerando que passara a maior parte da vida acompanhado de uma garrafa de uísque — compareceram em peso ao funeral.
Rosie conhecera poucos deles. Seus amigos foram para lhe dar apoio moral. Com 18 anos, na época, precisara daquilo. Olhando para trás, lembrou-se de um primo distante que acabara descobrindo que morava a meros três quarteirões de distância, numa modesta casa de dois quartos, num conjunto habitacional precário semelhante ao deles; ele apareceu e manifestou pesar por ter sido um membro da família tão ausente. 
Apesar de alcoólatra, o pai dela fora um bêbado do tipo alegre, bonachão, e os presentes naquele dia quente de verão tinham sido testemunhas disso. Contudo, neste caso de agora... Rosie chegou atrasada. 
Fazia um frio terrível e uma série de pequenos contratempos tornou a jornada bem mais longa e árdua do que deveria ter sido: havia gelo nos trilhos e era hora do rush no metrô durante o trajeto para o distrito de Earl’s Court. Para piorar as coisas, ela já havia decidido chegar atrasada de propósito a fim de poder se manter relativamente escondida nos fundos da capela do crematório e desaparecer antes que a cerimônia tivesse terminado. 
Esperava conseguir se misturar à multidão. Parando nos fundos da capela, Rosie sentiu o coração começando a disparar em face ao pequeno grupo de pessoas que haviam comparecido à cremação de Amanda Di Cápua, nascida Amanda Wheeler. Apesar do grande esforço para comparecer à cerimônia, agora ela estava desesperada para sair, mas as pernas trêmulas tinham vontade própria. Elas a impulsionaram adiante, de maneira que Rosie se aproximou do grupo da frente. 
Manteve os olhos fixos no homem robusto de meia-idade que conduzia a cerimônia, dirigindo-se aos presentes numa voz formal. Evidentemente, ele estava lá: Ângelo Di Cápua. Por que tentar enganar a si mesma pensando que não o vira? No instante em que entrara na capela, seu olhar fora atraído na direção dele. 
Era um homem fácil de avistar, mas, afinal, não havia sido sempre assim? Três anos não eram nem de longe um período longo o bastante para que o tivesse apagado de sua memória, para ter se esquecido de como era alto, charmoso e irresistivelmente bonito. Em qualquer lugar lotado, ele sempre se destacara. 
Não era apenas pelo seu porte atlético, mas também pelo magnetismo que irradiava. A horrível tensão que começara a se desenvolver havia mais de uma semana, quando recebera o telefonema informando-a sobre a morte de Amanda, transformou-se num nervosismo crescente. 
Mas como poderia ter decidido não ir ao funeral quando Mandy fora, afinal, sua melhor amiga numa determinada época? Agora, lutando contra uma onda de náusea, Rosie obrigou-se a respirar fundo para se acalmar e aconchegou-se melhor no grosso casaco.

Dueto Viradas do Destino
1 - Prêmio de Sedução
2 - Rosto de Anjo, Corpo de Pecado