ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Mesmo em um importante almoço de negócios, Alessandro di Agnio não pôde deixar de reparar em Meghan Selby. A idéia de tê-la apenas para si era tentadora demais, e o levou a lhe fazer uma proposta inesperada.
No entanto, Alessandro não esperava que, mesmo depois de ser salva por ele, Meghan relutasse tanto em aceitar seu interesse e resistisse a sua sedução. Mas a atração avassaladora era mútua e, uma vez que se rendessem, não haveria como voltar atrás...
Capítulo Um
— Meghan, alguém quer falar com você.
Meghan Selby lutou contra o nó que atava as tiras de seu avental e suspirou, cansada.
— Por favor, me diga que não é Paulo — disse ela, enquanto a outra garçonete, Carla, colocava uma pilha de pratos sujos sobre o balcão.
— Quem?
— Meu senhorio. Carla torceu o nariz.
— Como ele é?
— Baixinho, gordo, cabelo ensebado. — Ela conteve um calafrio.
— Por que ele viria até aqui? — Carla perguntou a curiosidade evidente em seus olhos, e Meghan encolheu os ombros evasivamente.
— Sei lá, é que não conheço muitas outras pessoas nessa cidade.
— Bem, certamente não é ele. — Os dedos eficientes de Carla foram desatar o nó.
— Esse homem é alto, forte, cabelos ondulados e pede para ver você.— Ela desembaraçou as tiras e sorriu.
— Ele é lindo, na verdade. Tem alguma coisa... ou alguém... que você não quer me contar?
— Antes tivesse. — Meghan despiu o avental com um rápido sorriso agradecido.
— Provavelmente é só alguém que esqueceu a carteira.
Carla ergueu suas sobrancelhas.
— Por que ele não perguntou para Ângelo, então?
Ela encolheu os ombros.
A verdade é que não tinha a menor idéia do que um homem estranho poderia querer com ela, e realmente não desejava descobrir.
Ela não queria atrair a atenção de nenhum homem, estranho ou conhecido.
O quanto antes ela dispensasse o que a aguardava do lado de fora, melhor.
Por seis semanas havia sido garçonete em Spoleto e sabia instintivamente que já era tempo de ir adiante.
Ela apreciava a amizade de Carla, e Ângelo, o dono da trattoria, era como um tio coruja.
Ela fizera alguns amigos na cidade, mas sentia a inexorável necessidade de chacoalhar a poeira de seus pés antes que o dinheiro acabasse, antes que alguém se aproximasse demais. Antes que seu passado a alcançasse.
— Vejo você amanhã? — perguntou Carla, e Meghan fingiu não ouvir, Era melhor não prometer nada.

2- Amor ou Dinheiro

Vito Salvatore tem tudo que um homem pode sonhar: riqueza, poder e mulheres.
Para ele, Lily Chase é diferente das oportunistas da alta sociedade com quem costuma se relacionar.
No entanto, quando ela lhe revela que está grávida, Vito se recusa a cair nessa armadilha, e a expulsa imediatamente.
Mas ele exige a criança.
Afinal, é preciso gerar um herdeiro para os Salvatore.
Assim, Vito oferece a Lily uma união sem amor, ainda que repleta de desejo e sedução...
Capítulo Um
Lily estremeceu na popa do barco-táxi que atravessava cuidadosamente o canal em meio à neblina de Veneza.
Apesar de o frio e a umidade terem penetrado em sua jaqueta de camurça, congelando-a até os ossos, ela estava grata por poder tomar um pouco de ar fresco.
A cabine de madeira se encontrava mais quente, porém mais asfixiante também, e o movimento do barco a deixava enjoada.
Tudo ultimamente estava lhe provocando aquela sensação, mas ao menos agora ela sabia por quê.
Estava grávida.
Ela fechou os olhos e respirou fundo. Grávida.
Como ia contar aquilo a Vito?
Eles já estavam morando juntos há cinco meses, e durante todo aquele tempo Vito vinha sendo o amante mais incrível e atencioso que ela poderia imaginar, embora ela sempre soubesse que, ao menos para ele, aquele era apenas um arranjo temporário.
Vito havia lhe prometido que se dedicaria exclusivamente a ela enquanto estivessem juntos, e exigido a mesma fidelidade da parte dela, deixando sempre muito claro, porém, que não havia nenhum futuro naquele relacionamento.
Ele não queria nenhum compromisso a longo prazo, e decididamente não estava interessado em ter filhos.
Mas agora ela estava com oito semanas de gravidez.
O mal-estar estomacal que nunca passava devia-se, na verdade, aos enjoos matinais da gravidez, o que também explicava o fato de a pílula não ter funcionado adequadamente naquele mês.
Lily estremeceu novamente e olhou para o relógio.
Vito certamente estaria à sua espera, no palazzo, querendo saber o que o médico havia dito.
Ela ergueu os olhos e, ao reconhecer uma das pontes em forma de arco, soube que em poucos minutos estaria em casa.
