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sexta-feira, 18 de março de 2011

Dueto Paraisos da Paixão

1- Inocente em teus Braços
ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Rafiq Al Kamil, príncipe do reino de Zantara, precisa preparar seu irmão para ser rei, e lhe garantir um bom casamento será um excelente começo.

Gabby precisa desesperadamente da ajuda da família real, e Rafiq resolve
chantageá-la. Mas não será fácil conseguir o que quer.
Gabby não é tão dócil, e, quanto mais tempo passam juntos, mais ele a deseja!
A descoberta de que ela é inocente e pura o deixa ainda mais atordoado, e o faz perceber que talvez precise escolher entre o dever e a paixão...

Capítulo Um

Rafiq enfiou as mãos sob a camisa de linho e sentou-se montado na cadeira.
O tecido claro abriu-se e revelou o perfeito delineamento dos músculos da parte superior do tronco bronzeado... mais delineado desde que ele perdera quase sete quilos.
Nada da profunda agitação alterava sua expressão, quando, mãos cerradas em punhos, lutou para controlar a total e forte compulsão de arrastar o francês grisalho da cadeira e exigir-lhe uma retratação.
Ele mentia... só podia estar mentindo!
Não o fez, não apenas porque o médico era uns 20 anos mais velho, porém por reconhecer a negação no momento em que era ele próprio quem negava.
Sabia que o homem não mentia.
Era a verdade, embora não fosse uma verdade que alguém desejasse ouvir.
Não ia chegar aos 50 anos — nem, aliás, aos 33!
Uma vez suavizado o tamborilar nos ouvidos, reduzido a um surdo rugido, uma frase destacou-se do confuso emaranhado de pensamentos que lhe rodopiavam na mente: não pela força, mas pela flexibilidade.
Parecia tão fácil!
Anos de prática em rígida disciplina ajudaram, e aos poucos uma calma glacial inundou-o.
— Quanto tempo?
Pierre Henri ajeitou o paletó — não jaleco, era famoso demais para precisar que um uniforme estabelecesse sua autoridade — e levantou-se devagar.
Atravessou a sala, puxou a chapa de raios X da tela e tornou a enfiá-la no envelope, esforçando-se para escolher as palavras.
Dar más notícias era uma parte da profissão que não agradava ao médico, mas ele se considerava bom nisso.
Em geral, não lhe faltavam palavras nessas circunstâncias.
Sabia a importância da linguagem corporal positiva — não se tratava apenas do que era dito, mas da maneira de dizer — e, também, como a ênfase no positivo fazia profunda diferença para a pessoa que ouvia.
Todos eram diferentes, mas anos de experiência deram-lhe uma capacidade que tornava possível moldar a resposta ao que o paciente precisava.
Claro, havia exceções.
E aquele homem, pensou, retomando o assento diante do outro, era uma delas
!
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 2- Rumos do Coração

Sophie realmente não esperava que Costas Palamidis aparecesse em sua casa em Sidney.

Mas a vida de sua filha está em perigo, e Sophie é a única que pode ajudar.
Convencida a ir para a Grécia, ela sabe que terá de resistir à poderosa atração entre eles.
E, após uma inesquecível e abrasadora noite de amor, se vê forçada a tomar uma difícil decisão: partir e deixar o homem pelo qual se apaixonou ou ficar, mesmo sabendo que nunca será mais do que uma amante...

Capítulo Um

Costas desligou o carro e observou a casa pela qual havia atravessado o mundo para encontrar.
Um chalé de tijolos vermelhos no subúrbio de Sydney.
Simples e sólido, mas parecendo que começava a ser negligenciado.
Ele franziu a testa ao abrir a porta do carro e sair.
Apesar de toda a correspondência acumulada, sabia que ela estava em casa.
Ou estivera, 30 horas atrás, antes dele sair de Atenas.
Ele recusou levar em conta a possibilidade de que ela não estivesse.
Havia muito em jogo para ele permitir o fracasso.
Viajara, como sempre, de primeira classe, mas não conseguira dormir.A tensão represada por tanto tempo finalmente chegara ao ponto crítico.
Ele não dormira por três dias e mal se alimentara.
Não descansaria até conseguir o que precisava daquela mulher.
Apertou a campainha e passou um olhar de avaliação da pequena e empoeirada varanda até as elaboradas teias de aranha que ocupavam os cantos da janela da frente.
Ela era uma péssima dona de casa.
Os lábios dele se curvaram num cínico sorriso.
Por que isso não o surpreendia? Ele apertou a campainha de novo, mantendo o dedo no botão por mais alguns segundos.
Ele não estava com humor para ser ignorado.
Especialmente por aquela mulher. A impaciência afluiu de maneira incômoda. Ele já estava farto do egoísmo dela.
Agora ela saberia com quem estava lidando.
Saindo da varanda, passou por um dos lados da casa.
Como imaginara, uma das janelas estava escancarada, somente o mosquiteiro o separava do interior da casa. Mas ele nunca pensaria em entrar de maneira ilegal.
A não ser que fosse forçado a fazê-lo.
De volta à porta da frente, apertou o botão da campainha e o manteve pressionando.
O barulho insistente ecoou pela casa.Bom isso mexeria com ela. Ninguém aguentaria aquele escândalo por muito tempo.
Apesar disso, demorou alguns minutos até ouvir o bater de uma porta dentro da casa. E mais ainda até alguém mexer na tranca.
A expectativa deixou seu corpo tenso.
Assim que estivessem frente a frente, ela faria o que ele queria.
Ela não teria escolha. Ele a bajularia, se precisasse.
Embora, considerando o comportamento dela, estivesse tentado a dispensar as sutilezas e partir direto para as ameaças. Usaria quaisquer técnicas necessárias. Tomou um longo fôlego e invocou seu formidável autocontrole.
A porta abriu e revelou uma mulher.
Obviamente, não a que ele esperava ver, mas... Sto Diavolo!

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