Mostrando postagens com marcador Dueto Noites de Paixão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dueto Noites de Paixão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Mar de Espinhos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dueto Noites de Paixão


Despida de suas defesas...

Gianluca Benedetti, o playboy mais desejado da Itália, não reconheceu imediatamente Ava Lord, a linda desconhecida que roubou sua atenção e dormiu com ele tantos anos atrás. 
Mas basta uma rápida apreciação das curvas dela sob as roupas convencionais para ele recuperar a memória! 
Um beijo apaixonado é o barril de pólvora que explode, provocando um escândalo na mídia. 
Para se afastar de tanto incômodo e não desgastar sua imagem, Gianluca leva Ava para a Costa Amalfitana. 
Ao experimentar o calor da paixão novamente acesa, Ava sente o perigo de abrir seu coração. Pois, quanto mais perto Gianluca chega, maiores se tornam as rachaduras em sua armadura cuidadosamente construída.

Capítulo Um

Gianluca Benedetti avaliou o casaco disforme e, em seguida, a mulher nele. Tinha potencial, se abandonasse o chapéu, soltasse o cabelo, tirasse o casaco e começasse do zero. Ela tinha o essencial. Era alta, as pernas eram boas e possuía uma vivacidade que parecia estar reprimindo. 
— Devolva meu dinheiro! — Sua voz era clara, nítida e séria, e ela estava, obviamente, zangada. 
Gianluca poderia dizer por seu sotaque que era australiana. O rapaz a estava enrolando. Na galeria lotada, as pessoas desviavam da morena de pé em frente ao quiosque. Ela parecia uma bomba relógio prestes a explodir. 
— Eu não vou a lugar nenhum até que você me devolva esse dinheiro. Dei à sua empresa um aviso com 48 horas de antecedência. No seu site está claro que as restituições são possíveis com aviso de 24 horas.
Gianluca fechou o jornal e saiu pela porta do café que ele frequentou durante toda a sua vida adulta em Roma. A educação impecável incutida nele por uma avó siciliana o fez se aproximar dela. 
— Signora, posso ajudar? Ela sequer se virou. 
— Eu não sou uma signora, sou uma signorina. E não, você não pode me ajudar. Sou perfeitamente capaz de me ajudar. Vá oferecer seus serviços a algum outro turista idiota. Gianluca se inclinou mais perto. 
— Meus serviços? 
— Gigolô. Acompanhante. Vá embora. Não quero você.
Aquela grossa achava que ele era um prostituto? Ele a olhou de cima a baixo. Ela não tinha sequer se preocupado em virar. O bom senso lhe disse para dar de ombros e ir embora. 
— Então, signorina... Talvez você seja pobre. Você precisa se lembrar de como é ser uma mulher? 
— Desculpe-me? — Ela se virou, e imediatamente Gianluca perdeu todos os preconceitos que ele havia construído ao redor dela, as roupas disformes, seu tom. Ele havia pensado que era mais velha e. Certamente menos atraente do que aquilo. Ela tinha a pele sedosa, maçãs do rosto incríveis e lábios exuberantes. Mas seu rosto era dominado por óculos de sol brancos feios, e ele teve de resistir ao impulso de retirá-los. 
— É você! — disse ela. Ele levantou uma sobrancelha. 
— Já nos conhecemos? Aquele não era um cenário estranho. Sua carreira anterior no futebol — dois anos chutando uma bola por aí profissionalmente pela Itália — combinada com seu título lhe havia rendido certo reconhecimento. 

Dueto Noites de Paixão
1 - Mar de Espinhos
2 - O Preço do Dever

O Preço do Dever

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dueto Noites de Paixão


Quando o desejo se torna mais forte... Para proteger a princesa Ava de Veers, James Wolfe precisa manterá mente focada no trabalho.

Após uma noite apaixonada, Wolfe sabe exatamente como Ava pode ser decidida, independente... e sexy. Mas está ciente de que deverá esquecer seus sentimentos por ela se quiser concluir a missão para a qual foi escalado.
Wolfe é o homem mais ousado que Ava já conheceu, e ele a deixa louca! 
Entretanto, quando as ameaças a sua vida se agravam, ele se torna a única pessoa em quem ela pode confiar.
Somente nos braços de James se sente segura. Mas, como membro da realeza, Ava conhece o preço do dever...

Capítulo Um

Ao olhar pela janela do carro, Ava pôde ver o belo campo francês envolto pela brilhante luz do sol. Desejou estar a centenas de quilômetros dali. Talvez um milhão. 
Isso a colocaria na superfície de outro planeta onde ninguém a conheceria. Onde ninguém saberia que o homem com quem seu pai esperava que ela se casasse estava prestes a desposar outra mulher, e sentiria pena dela no processo. 
É hora de você parar de ficar fazendo sabe Deus o que em Paris, minha filha, e vir para sua casa em Anders. O comentário, aparentemente solidário tivera lugar naquela manhã e fizera o sangue dela ferver. As palavras condescendentes do pai preencheram o ar, fazendo sumir a voz do cantor do rádio, que balbuciava algo sobre desejar ir para casa. 
Sua casa era o último lugar aonde Ava desejava ir. Não que a irritação do pai fosse inteiramente inesperada. Claro que ele estava desapontado com o fato de o homem com quem esperava, um dia, ver a filha unida em matrimônio desde que ela era uma criança ter caído de amores por outra pessoa. 
O modo como o pai falara com Ava: Uma mulher de sua idade não tem tempo para desperdiçar, como se chegar aos 30 anos significasse que a vida dela estava acabada, fizera parecer que a culpa era dela. No entanto, Ava desejava se apaixonar. Queria se casar. 
Mas não com Gilles, um amigo de infância que era mais um irmão para ela do que seu irmão verdadeiro, e Gilles não pretendia desposá-la. O problema surgiu por eles encenarem para os respectivos pais por tempo demais a aceitação do compromisso arcaico, algumas vezes usando um ao outro como desculpa para um falso encontro quando a necessidade surgia. 
Ah, como o pai iria adorar saber sobre aquilo. De algum modo, após a morte da mãe de Ava, 15 anos atrás, seu relacionamento com ele se desintegrara, a ponto de ela e o pai mal se falarem, e se verem menos ainda. Claro que se Ava tivesse nascido menino as coisas poderiam ter sido diferentes. Muito diferentes. Ela poderia ter feito diferentes escolhas, então. Poderia ter sido coroada príncipe e, ainda que não tivesse nenhum desejo de comandar a pequena nação europeia de que era herdeira, poderia ter o respeito paterno. O afeto do pai. Alguma coisa. 
Ava apertou o volante com mais força quando virou na via estreita que seguia ao lado de Château Verne, a propriedade da família de Gilles que datava do século XV. Por oito anos, levara uma vida feliz, uma existência relativamente incógnita em Paris, onde concluiu a universidade e montou seu negócio, só atendendo às exigências que a coroa impunha quando seu irmão, Frédéric, não podia assumi-las. 
Agora que Gilles, o marquês de Bassonne, estava para se casar com uma amiga dela, Ava experimentava a terrível sensação de que tudo isso estava prestes a mudar.

Dueto Noites de Paixão
1 - Mar de Espinhos
2 - O Preço do Dever