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domingo, 9 de janeiro de 2011

Dueto Nocturne

2- O Chamado do Destino
ROMANCE SOBRENATURAL


A maioria das mulheres sonha em ser arrebatada por um homem, e não seqüestrada por um vampiro arrasadoramente lindo.

Mas, para Connie Morales, os tentadores beijos de Hadrian a levam a desejar dar a vida a alguém que sequer acredita ter uma alma...





Capítulo Um

Morte e destruição eram os únicos presentes de Natal que o destino já havia dado a Hadrian Aurelius.
Agora, o destino o presenteara com mais uma calamidade natalina — um grupo de bons samaritanos com sinos que haviam acampado do outro lado da rua de sua casa, perturbando o seu sono diurno e boa parte de suas noites. O clamor do sino começava no meio da manhã, perfurando-lhe cérebro enquanto ele dormia após uma longa noite rondando as ruas de Manhattan.
Baixo e esporádico, ele era capaz de bloquear o barulho de sua cabeça pela maior parte do tempo, até a chegada do crepúsculo, e, com ela, o tinido se tornava mais alto e insistente. Exigente.
Seguido de perto por uma alegre saudação, doce o suficiente para estragar a refeição que seu guardião lhe trazia quando acordava.
Por várias semanas, Hadrian procurou se convencer de que poderia aguentar até que fossem embora. Afinal, era um dos mais velhos vampiros e havia sobrevivido a quase dois mil anos de desafios muito maiores.
Mas havia algo naquele maldito sino que o tirava do sério.
Hadrian jogou longe as cobertas, caminhou até a janela e olhou o seu atormentador vestido de Papai Noel postado diante da biblioteca pública.
Não havia muito a se dizer a respeito do “bom velhinho” que estava parado ao lado do pote de contribuições, balançando alegremente o braço para cima e para baixo, pedindo aos transeuntes que fizessem uma pequena doação para aqueles que não tinham lar.
Escutou uma ligeira batida à porta, seu guardião, George, trazendo um lanche para ajudar a espantar a letargia de seu descanso diurno.
— Entre — ordenou, mas quando George entrou trazendo o carrinho sobre o qual repousava o cálice dourado cheio de sangue fresco, Hadrian o dispensou. — Obrigado, George, mas pode levar embora.
Ele sorriu, e olhou novamente para o Papai Noel lá embaixo.
— Acho que vou jantar fora hoje à noite.










Dueto Nocturne
1- Redenção
2- O Chamado do Destino

Dueto Nocturne

1- Redenção
ROMANCE SOBRENATURAL
Ainda que Grayson Stone seja um vampiro, ele precisa de um milagre, e o encontra à porta de seu antigo lar na forma de sua nova proprietária: Tessa Franklin.

Agora, para poder desfrutar da dádiva do amor, ele terá de protegê-la de seus inimigos... e dos dela!






Capítulo Um

Grayson Stone sentiu a alvorada chegando, e soube que não poderia escapar dela. Ele se mexeu na neve, seu corpo encolhido no centro de um jardim bem cuidado e, por um segundo, se perguntou onde diabos estava.
Depois, recordou-se. O eco vago de uma lembrança dançou através de sua mente estonteada. Ele retornara a Whisper, Wyoming, como havia feito todos os anos desde sua morte.
Era a semana antes do Natal e ele viera aqui para se esconder.
Para esquecer. Para se lembrar. Para se perder naquela quietude serena do que ainda era uma região erma.
Ele piscou e focalizou os olhos em um arbusto próximo, cuidadosamente aparado no formato de um elefante assimétrico, e procurou se convencer de que a região havia mudado um pouco. Mas que diferença isso fazia?
A latejante dor de cabeça, a letargia de seu corpo, a lentidão que aos poucos ia tomando conta de seus movimentos lhe diziam que, de qualquer modo, não tinha muito mais tempo para considerar tais questões.
Ele ergueu o olhar para o céu que se iluminava. A enorme extensão já estava assumindo uma leve coloração de alfazema, anunciando a vinda do sol. E, enquanto assistia ao início do dia, ele pensou em quanto tempo havia se passado desde a última vez que havia visto um nascer do sol.
Cento e cinquenta anos. Uma época tão diferente.
Diabos, na ocasião, ele havia sido um homem diferente. Vivo, por exemplo. E sem correr o perigo de entrar em combustão diante dos primeiros raios da alvorada.

— Seria ironia ou poesia eu morrer aqui novamente? — ele sussurrou, apenas para escutar algum outro som que não o do vento através dos arbustos.
Passara a maior parte de sua vida de morto-vivo longe do Wyoming e das lembranças que assombravam este lugar.
No entanto, o destino parecia ter um senso de humor.
Ele voltara para casa para morrer uma segunda vez.
Sua pele se arrepiou diante da vinda do sol.
Parecia que todas as suas terminações nervosas subitamente estavam carregadas de eletricidade. Havia visto tanto ao longo dos anos.
Havia feito tanto.









Dueto Nocturne
1- Redenção
2- O Chamado do Destino