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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Rebelde

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O homem mais misterioso do Texas!

Seja nos rodeios ou nas festas de Jacobsville, Harley Fowler sempre se mete em confusão, mas acaba saindo ileso. 
Até encontrar a talentosa investigadora Alice Jones. 
Ela está tentando desvendar um assassinato que envolve a família de Harley, transformando a vida dele em um verdadeiro caos. 
Ainda assim, tudo o que Harley consegue pensar é em proteger Alice. 
Porém, ela é uma mulher obstinada e acha que não precisa da ajuda de ninguém. 
E esse infame bad boy está disposto a usar todas as suas armas de sedução para fazê-la mudar de ideia!

Capítulo Um

Harley Fowler olhava tão atento para sua lista de tarefas que colidiu com uma jovem morena, ao entrar na loja de ferragens, em Jacobsville, Texas. Ele olhou para cima, chocado, quando ela caiu de encontro à porta aberta, encarando-o.
— Já ouvi falar de homens que se enterram no trabalho, mas isto é demais — disse ela com um olhar expressivo. Em seguida, passou a mão pelo cabelo preto curto, sentindo uma pontada de dor no local onde batera na porta. Seus olhos azuis encontraram os dele, que possuíam uma tonalidade de azul mais clara. Ela notou que ele tinha cabelo castanho-claro e usava um boné de beisebol que lhe caía muito bem. Parecia sexy.
— Não estou enterrado no trabalho — retrucou ele seco. — Estou tentando voltar ao trabalho, mas as compras estão me impedindo.
— O que não justifica sair agredindo as mulheres com portas. Não é? — ponderou ela.
Os olhos de Harley flamejaram.
— Não a agredi com uma porta. Você se chocou contra mim.
— Eu não. Você estava olhando tão atento para esse pedaço de papel que não veria um trem de carga se aproximando. — Ela olhou por sobre o braço dele para espiar a lista. — Tesouras de podar? Dois novos ancinhos? — Contraiu os lábios, mas fitou-o com um brilho de divertimento no olhar. — Por certo é jardineiro de alguém — disse, reparando em seus sapatos enlameados e boné de beisebol.
Ele franziu o cenho.
— Eu não sou um jardineiro — afirmou, indignado. — Sou um cowboy.
— Não é mesmo!
— O que disse?
— Não tem um cavalo, nem chapéu de cowboy e nem uma chaparreira. — Ela olhou para os pés dele. — Nem está usando botas de cowboy!
Harley fitou-a boquiaberto.
— Você acabou de escapar da terapia intensiva?
— Eu não estava em terapia nenhuma — respondeu ela com altivez. — Meu temperamento é tão singular que não poderiam me classificar nem mesmo com a última edição do DSM-IV, muito menos tentar me analisar!
Ela se referia a um volume clássico de psicologia usado para diagnosticar pessoas com transtornos mentais. Ele com certeza não fazia ideia do que ela estava falando.
— Então você sabe cantar?
Ele a fitou atônito.
— Por que eu saberia cantar?
— Cowboys cantam. Eu li em um livro.
— Você sabe ler? — perguntou ele, fingindo surpresa.
— Por que pensou que eu não saberia? — perguntou ela.
Harley apontou para a placa na porta da loja de ferragens que dizia claramente, em letras garrafais, PUXE. Ela estava tentando empurrá-la.
Ela soltou a porta e deslocou o peso do corpo para o outro pé.
— Eu reparei nisto — argumentou na defensiva. — Só queria saber se você estava prestando atenção. — Ela inclinou a cabeça na sua direção. — Tem uma corda?
— Por quê? Está planejando se enforcar?
Ela suspirou tentando ser paciente.
— Cowboys carregam cordas.
— Para quê?
— Para laçar o gado! 



Marido no Papel

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Onde está escrito que a filha de um fazendeiro precisa se casar com um cowboy alto, bonito e sedutor se quiser manter o rancho da família? 

No testamento do pai dela! 
E Dana Mobry acaba de descobrir que o seu marido de conveniência é ninguém menos do que Hank Grant, o texano mais sensual que ela já viu!






Capítulo Um

O sol de verão já estava alto. A julgar por sua posição no céu, Dana Mobry supunha que deviam ser quase 11h. O que significava que estava naquela situação deplorável havia duas horas e o dia ficava cada vez mais quente.
Suspirou com resignada tristeza, enquanto olhava para a perna direita, onde o jeans se encontrava irremediavelmente preso por dois fios soltos de arame farpado. O pé calçado com uma bota enredara-se na teia de arame farpado que compunha a cerca e a perna esquerda enroscara-se nele quando ela se contorcera ao cair. 

Estava tentando consertar a cerca para manter o gado preso do lado de dentro. Usava as ferramentas do pai, mas infelizmente não possuía a força dele. Em momentos como aquele, sentia uma falta dolorosa do pai e só havia se passado uma semana do seu funeral.
Dana suspendeu a gola da blusa de algodão de manga curta e prendeu algumas mechas soltas de cabelo louro e úmido de volta à trança impecável. 

Não tão impecável agora, pensou, devia estar desgrenhada pela queda que a lançara naquela trapalhada. Próximo dali, alheia ao dilema da dona, sua égua marrom, Bess, pastava tranquila. Lá no alto, um falcão traçava desenhos graciosos contra o céu sem nuvens. Ao longe, podia-se ouvir o som do tráfego na autoestrada distante, que circundava Jacobsville, levando ao rancho Texas, onde ela se encontrava enrolada em uma cerca de arame farpado.
Ninguém sabia onde ela estava. Vivia sozinha na pequena casa decadente que dividia com o pai. Haviam perdido tudo após a mãe os abandonar sete anos atrás. Depois daquele choque terrível, o pai, que fora criado em um rancho, decidiu voltar e se estabelecer no local onde sua antiga família morara. Não havia outros parentes, a menos que contasse um primo em Montana.
O pai de Dana suprira o local com um pequeno rebanho de gado de corte e cultivara uma horta. Era uma vida frugal, comparada à mansão próxima a Dallas que havia sido mantida com o dinheiro da mãe. 

Quando Carla Mobry de repente se divorciou do marido, ele foi obrigado a encontrar uma forma rápida de subsistência. Dana escolhera voltar com o pai para a casa onde ele vivera a infância em Jacobsville, em vez de aturar a presença indiferente da mãe. Agora o pai morrera e ela ficara sozinha.
Dana amara o pai e ele a amara também. Eram felizes juntos, mesmo com os parcos rendimentos. Porém, a tensão do árduo trabalho físico exercida sobre um coração, que ela não suspeitava ser fraco, fora fatal. Texas e mais Texas.




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Corações Fortes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A escolha perfeita?

Depois de ter sido usado e abandonado pela mulher que acreditava amar, o bilionário Blair Coleman abriu mão de sua vida social. 
A única pessoa na qual ele realmente confia é Niki Ashton, filha de seu melhor amigo.
Blair é forte, cabeça-dura e apaixonante. E são exatamente essas qualidades que o fazem ser o homem dos sonhos de Niki. 
Porém, sempre que ela tentava se aproximar, Blair se afastava. Foi preciso um trágico acidente para que ele se livrasse de suas ressalvas. 
Agora, Blair está disposto a tudo: casamento, filhos e “felizes para sempre”. Mas será que não é tarde demais?

Capítulo Um

O pai de Nicolette Ashton sempre tentava estimulá-la a sair com rapazes. A filha se interessava mais por formações rochosas do que por homens. Era uma jovem introvertida, tímida e reservada diante de desconhecidos. O rosto gracioso, cor de pêssego, era emoldurado por um cabelo longo, platinado e macio. Os olhos tinham a tonalidade de uma manhã nebulosa de setembro. A estrutura corporal era igualmente bela. Mas Nicolette se recusava a namorar. Havia um homem em sua vida. Faltava apenas ele saber. 

O príncipe que lhe povoava os sonhos a considerava muito jovem, mas isso não a impedia de suspirar por ele.  E por esse motivo, Nicolette continuava solitária. Até então, conseguira evitar sair com rapazes enquanto cursava a faculdade, divertindo-se apenas com as amigas. Mas elas viviam a aconselhando a se envolver com homens. 
Insistiam que Nicolette precisava deixar o casulo, sair para o mundo e namorar alguém. As amigas tinham boa intenção. Talvez devesse mesmo sair para se divertir com mais frequência. Afinal, o objeto de sua afeição jamais corresponderia aos seus sentimentos.
Portanto, quando se aproximava o fim do semestre, as amigas lhe marcaram um encontro com um dos estudantes. Ela não o conhecia. O rapaz não era de Catelow, Wyoming, onde Nicolette vivia com o pai, em uma fazenda de gado, mas, sim, de Billings, Montana, onde ficava a faculdade. No momento, ela desejava nunca ter concordado com aquele encontro às cegas.
O rapaz se mostrou descortês e até mesmo rude, quando ela insistiu para que a levasse para casa, em vez de concordar em ir para o apartamento dele. A fazenda não ficava distante dali. Apenas a vinte minutos de carro. Mas Niki sabia o que aconteceria se concordasse em ir para o apartamento do universitário. Por mais antiquada que parecesse entre suas amigas na faculdade, recusava-se a imitar o comportamento delas. Harvey, o rapaz com quem saíra, parecia não admitir que uma garota pudesse resistir às suas investidas. Afinal, além de belo, era o astro do futebol da faculdade e acostumado ao assédio feminino. Mas Niki não estava interessada.
— Deve estar louca — resmungou o jovem Harvey, enquanto cruzava em alta velocidade o caminho que levava aos degraus da frente da enorme mansão vitoriana. — Não existe nenhuma mulher neste país que não vá para a cama com um homem, pelo amor de Deus!
— Há algumas. Eu sou uma delas — retrucou Nicolette. — Concordei em jantar com você. Nada mais.
Harvey deixou escapar um ronco raivoso da garganta, enquanto estacionava e a estudava sob o reflexo das luzes da varanda da frente.
— Seu pai está em casa? — perguntou.
— Ainda não — respondeu ela, sem pensar. — Ele foi a uma reunião de negócios, mas um amigo dele está vindo passar alguns dias aqui. Deve chegar a qualquer minuto. — Uma mentira calculada. De fato, existia um amigo, chamado Blair Coleman, dono de uma empresa petrolífera multinacional. Niki o via de vez em quando, nas ocasiões em que ele visitava o pai. Na verdade, nutria uma paixão ardente por aquele homem desde os 17 anos, mas o amigo do pai a tratava como uma criança. Blair Coleman chegaria, ela só não sabia a que horas.
— Tenho de entrar — acrescentou.
— Eu a acompanho até a porta — ofereceu ele. Harvey chegou até mesmo a contornar o carro para lhe abrir a porta. Havia uma intenção velada no olhar do jovem, mas Niki se encontrava muito aliviada para notar. Destrancaria a porta, entraria em casa e estaria livre.
— Obrigada — agradeceu ela.
— De nada — respondeu Harvey, com um meio-sorriso arrogante e enigmático.
Quando Niki colocou a chave na fechadura, franziu a testa ao perceber que não precisaria destrancar a porta. Talvez o pai tivesse chegado.
Mas ao girar para se despedir de Harvey, descobriu-se empurrada para dentro. O jovem atleta fechou a porta quando os dois se encontravam no interior da casa.
— Agora... 




quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Corações Blindados

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Homens Wyoming
Quente como o Wyoming…

No passado, Wolf Patterson e Sara Brandon eram inimigos declarados. 
Agora, o destino os uniu novamente… como vizinhos. 
Ao se reencontrarem, são dominados por uma química intensa. Apesar de Wolf interpretar mal as atitudes espirituosas dela, e de Sara não se conformar com a maneira injusta com a qual ele a trata, uma trégua é formada.
De repente, Sara passa a vê-lo com outros olhos e fica perdidamente atraída. 
Wolf também começa a enxergar a alma caridosa que ela esconde. Duas pessoas apaixonadas com talento para brigar. Será que o amor encontrará um meio de se enraizar em seus corações?

Capítulo Um

Não era a imensa fila, mas a pessoa que se encontrava nela que irritava Sara Brandon. E não apenas a pessoa, mas o modo como esta a observava, também.
Encostado ao balcão da farmácia em Jacobsville, com um ar arrogante e divertido, ele a fitava com aqueles olhos azuis, gelados como o Ártico, que pareciam desnudá-la. Como se soubesse exatamente o que havia sob a sua roupa. Como se pudesse ver sua pele cremosa. Como se...
Ela clareou a garganta e o encarou.
A atitude o divertiu ainda mais.
— Eu a estou incomodando, Srta. Brandon? — perguntou em um tom arrastado.
Era um homem esbelto. Fisicamente devastador. Ombros largos bronzeados, belas mãos e pés grandes. O chapéu de vaqueiro encobria a testa e parte dos olhos, deixando visível apenas seu brilho claro sob a aba. As pernas longas e musculosas, em um jeans de grife, se encontravam cruzadas, somente os bicos das caras botas marrons espreitavam sob o brim da calça. 
A camisa de cambraia aberta na altura do pescoço deixava à mostra uma estreita extensão de pelos vastos, escuros e encaracolados.
A criatura sabia que era... estimulante. Por esse motivo, deixava os botões superiores desabotoados, pensou Sara convicta. Não conseguia compreender completamente sua reação àquele homem, e ele parecia ter ciência desse fato, também. Isso a deixava louca.
— Não me perturbe, Sr. Patterson — disse ela, a voz soando um pouco embargada, embora se esforçasse para mantê-la estável.
Os olhos azuis percorreram o corpo elegante, trajado numa calça preta justa e blusa de gola alta da mesma cor. Seu sorriso se alargou ao vê-la puxar o casaco de couro preto mais para junto do corpo e abotoá-lo, em uma tentativa de se cobrir.
O longo cabelo escuro lhe caía livre pelas costas até a cintura, emoldurando seu belo rosto. Lábios carnudos e perfeitos precediam um nariz reto e um par de olhos negros e grandes. Era uma beleza, mas não se orgulhava disso. Odiava sua aparência. Odiava a atenção que chamava.
Sara cruzou os braços sobre os seios e desviou o olhar.
— Oh, estava aqui pensando... 


Séries Homens Wyoming
1- Corações Laçado
2-Corações em Fúria
3- *The Rancher
4- Corações Ousados 
5– Corações Blindados 
Série Concluída
* não publicado no Brasil

sábado, 25 de junho de 2016

Renegado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O chefe de polícia Cash Grier leva a sério sua missão: manter a lei e a ordem nas ruas de Jacobsville, mesmo que para isso tenha de enfrentar políticos influentes e corruptos.

Desde cedo, Cash teve de aprender que nada, nem ninguém, deve ser avaliado apenas pela aparência. 

E quando se trata da encantadora Tippy Moore, o cuidado é redobrado.
Apesar da vida glamourosa como modelo e atriz, Tippy tem traumas profundos, além de ser insegura em relação aos homens.
Quando Cash começa a acreditar que Tippy pode ser a mulher com que sempre sonhou, um terrível acontecimento o torna novamente um homem descrente e amargo. Mas ele é desafiado pelo destino para reavaliar seus sentimentos... e salvar o verdadeiro amor de sua vida!

Capítulo Um

Era preguiçosa, aquela manhã de segunda-feira. Não acontecia muita coisa na Delegacia de Polícia de Jacobsville, no Texas. Três guardas fardados tomavam café à mesa de refeições da sala de espera. Um delegado passara por lá para entre­gar um documento. 
Um cidadão preenchia a queixa contra um acusado, trazido naquele momento por um dos guardas. A secretária, que geralmente ficava na recepção, não estava.
— Isso mesmo. Isso mesmo! Eu não devia trabalhar aqui. Há vagas lá no supermercado Poupa Muito. Vou lá agora mesmo me inscrever.
As cabeças voltaram-se para a cena pouco comum da secretária do chefe de polícia gritando a plenos pulmões. Ouviu-se uma resposta rápida e abafada e, em seguida, o som de metal caindo no chão. Com barulho.
Uma adolescente furiosa, de cabelo espetado, saia curta e blusa recortada e salpicada de brilhos, entrou no saguão batendo o pé, os olhos faiscando, os brincos enormes tilintando como alarmes. Os homens fardados rapidamente abriram caminho. Ela foi até a mesa de trabalho, apanhou a bolsa estufada por estar cheia e dirigiu-se para a porta da frente.
Um homem alto, bonitão, fardado como chefe de polícia, entrou no saguão no exato momento em que ela chegou à porta. Ele tinha o cabelo e as roupas cheios de pó de café, restos de fita adesiva e dois Post-it, além de um lenço de papel em cima do sapato preto, grande e muito bem engraxado. Havia outro Post-it pendurado no rabo-de-cavalo.
— Será que eu falei alguma coisa? — Cash Grier pensou alto.
A adolescente, cujo batom era negro, igual ao esmalte das unhas, resmungou por entre os dentes e passou pela porta de vidro, batendo-a atrás de si.
Os guardas fardados tentaram, com esforço, não rir. Em muitos, aquilo soou como uma tosse reprimida. O homem que preenchia o formulário de queixa quase engasgou.
Cash encarou-os.
— Podem deixar. Podem rir. Arrumo outra secretária na hora que eu quiser!




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Feridas de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Seus dias de solteiro estariam contados?

Ele era forte, encantador e seguia regras próprias. Ela era tímida, despretensiosa e inocente. 
Juntos, os vizinhos Jordan Powell e Libby Collins pareciam água e óleo. Mas quando Jordan assumiu a missão de ajudar Libby a manter a propriedade da família, todos na cidade sabiam que era questão de tempo até ouvirem os sinos da capela.
Jordan não consegue negar o sentimento que surge toda vez que tem Libby em seus braços. 
O orgulho, porém, o impede de se entregar. Libby será capaz de domar o coração deste cowboy?

Capítulo Um

Libby Collins não conseguia entender por que sua madrasta, Janet, estava falando com um corretor de imóveis sobre a casa. Seu pai havia morrido apenas algumas semanas atrás. O funeral ainda estava tão recente em sua mente, que não passava uma noite sem chorar. 
Seu irmão, Curt, estava igualmente desolado. Riddle Collins era um homem feliz, forte e inteligente, que nunca sofrera uma doença grave. Tampouco possuía histórico de problemas cardíacos. Logo, sua morte provocada por um infarto fulminante fora um verdadeiro choque. 
Na realidade, o vizinho mais próximo, o rancheiro Jordan Powell, considerara a sua morte suspeita. Embora, para Jordan, tudo parecesse suspeito. O homem acreditava que o governo estava produzindo soldados clonados em algum laboratório subterrâneo.
Libby correu a pequena mão pelo cabelo escuro e ondulado, enquanto seus olhos verdes varriam o horizonte à procura do irmão. Mas Curt com certeza estava ajudando nos partos do gado, daquele início de primavera, nas pastagens mais distantes, ao norte do rancho dos Powell. 
Era quase abril e as novilhas, de 2 anos de idade, mães pela primeira vez, começavam a parir seus bezerros na época certa. Havia pouca esperança de Curt aparecer antes de o corretor de imóveis partir.
Ao contornar a casa, Libby ouviu a voz do homem e se aproximou, tomando cuidado para não ser vista e poder se inteirar do que estava acontecendo. Seu pai amava aquele pequeno rancho e os filhos também. A propriedade pertencia à família há quase tanto tempo quanto o Bar P pertencia à família de Jordan.
— Vai demorar para encontrar um comprador? — perguntou Janet.
— Para ser sincero, não sei, senhora Collins — respondeu o homem. — Mas Jacobsville está progredindo. Há uma abundância de novas famílias à procura de imóveis a preços acessíveis. Creio que aqui caberia um loteamento perfeitamente e posso lhe garantir que qualquer incorporador imobiliário pagaria um bom dinheiro por estas terras.
Loteamento? Ela só podia estar ouvindo coisas!
Mas a declaração seguinte de Janet pôs fim a qualquer dúvida.
— Quero vendê-las o mais depressa possível — disse Janet categórica. — Já estou de posse do dinheiro do seguro. Assim que vender a propriedade, deixarei o país.
Outra revelação bombástica! Por que sua madrasta estava com tanta pressa? O homem que fora seu marido por nove meses havia acabado de morrer. Santo Deus!
— Farei o que estiver ao meu alcance, sra. Collins — assegurou o corretor. — Mas a senhora deve entender que o mercado imobiliário enfrenta uma crise no momento e não posso garantir uma venda tão rápida quanto eu gostaria.
— Está bem — disse Janet. — Mas me mantenha informada, por favor.
— Não se preocupe.
Libby saiu correndo, evitando ser vista. Seu coração batia acelerado. Estranhara a frieza que Janet vinha mostrando após a morte de seu pai, mas agora começara a fazer uma série de associações desagradáveis.
Permaneceu de pé nas sombras da varanda da frente, até ouvir o carro do corretor se afastar. Janet de imediato o seguiu em seu carro de luxo.
Sua mente girava. Precisava de ajuda. Por sorte, sabia exatamente aonde ir para obtê-la.



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A Tentação do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Blake Kemp era um homem bastante fiel aos seus princípios e tão teimoso quanto o dia é longo em Jacobsville, Texas.

Como principal advogado da cidade, ele tinha uma reputação a zelar e isso significava impedir que a doce e atenciosa Violet, sua assistente, fizesse mais do que o trabalho dela.
 Ela tinha de sair do caminho de Blake. Mesmo que precisasse muito dela.
Cansada de aturar os mandos e desmandos de seu chefe, Violet prefere pedir demissão e se afastar do homem que ama com todas as suas forças.
Mesmo com toda a teimosia, Blake é um homem inteligente, e logo percebe que Violet é sua estrela guia. Sem ela sua vida se transformaria em um eterno breu... E restava apenas uma coisa a ser feita: contratar Violet de novo e cuidar para que os negócios não se misturassem às questões do coração.
 Mas Violet tinha uma agenda própria, e isso incluía lembrar seu chefe do quanto ela era indispensável, tanto no trabalho quanto na vida dele!

Capítulo Um

Violet Hardy sentou-se na cadeira e se perguntou o porquê de ter aceitado aquele cargo de secretária. Seu chefe, Blake Kemp, de Jacobsville, Texas, definitivamente, não a apreciava. Ela havia apenas tentado evitar que ele morresse de um ataque cardíaco prematuro mudando seu café normal para descafeinado. Para seu desapontamento, ouviu os piores insultos do homem que amava. Sabia que suas colegas de trabalho estavam tão aborrecidas quanto ela. Tinham se mostrado gentis, mas nada compensava o fato de Blake achá-la gorda.
— Ele me acha gorda — disse Violet, infeliz.
— Ele não disse nada.
— Mas você sabe como ele me olhou e o que insinuou — murmurou Violet, olhando o hall. Mabel fez um muxoxo.
— Ele teve um péssimo dia.
— E eu também — contrapôs Violet. Libby Collins tentou consolá-la.
— Acalme-se, Violet — disse suave. — Espere al­guns dias e ele vai pedir desculpas, tenho certeza.
Violet não tinha tanta certeza. Na verdade, podia apostar que um pedido de desculpas era a última coisa em que ele pensava.
— Vamos ver — respondeu, voltando para a mesa. Mas não acreditou na possibilidade.
Ela afastou o cabelo escuro comprido. Os olhos azuis estavam marejados de lágrimas, por mais que tentasse esconder a mágoa. A situação era bem pior do que apenas uma insinuação de estar acima do peso. Tinha ouvido Mabel e Libby comentando que o interfone estava ligado quando Violet abri­ra o coração para as colegas de trabalho, depois do ataque de fúria de Kemp a respeito do café descafeinado que lhe serviram. Ela era apaixonada por ele. Ele tinha ouvido. Como poderia voltar a en­cará-lo?
Durante todo o dia ele saiu da sala para receber clientes, falar sobre os compromissos e pegar café. Sempre que entrava, olhava para Violet como se ela fosse responsável pelos sete pecados capitais. E ela começou a encolher-se ao ouvir os passos no hall.
Era uma terça-feira, e no final do dia ela decidiu que não podia mais continuar trabalhando naque­le escritório. Era muito humilhante. Teria que ir embora.
Libby e Mabel notaram sua pouca habitual for­malidade, agravada quando ela tirou uma folha da impressora, levantou-se, deu um longo suspiro e caminhou pelo hall em direção ao escritório do chefe.
Segundos depois, elas o ouviram:
— Que diabos...?
Violet surgiu caminhando a passos largos pelo hall, o rosto vermelho de irritação, seguida por um furioso Kemp, sem óculos, dois passos atrás, sacu­dindo a folha de papel.
— Você não pode me dar um aviso de um dia! — disse enfurecido. — Tenho casos pendentes. Você é responsável por fazer a triagem e notificar os peticionários...!
Ela o encarou furiosa.
— Toda a informação necessária está no compu­tador, junto com os números de telefone! Libby sabe como proceder. Ela ajudou-me a acompanhar os casos quando tirei licença para ficar com minha mãe quando ela teve derrame! Por favor, não finja estar interessado em quem digita ou faz as ligações porque eu sei que pouco lhe importa! Vou trabalhar para Duke Wright!
Ele estava com raiva, mas de repente ficou quieto.
— Vai trabalhar para o inimigo, não é, Srta. Hardy?
— O Sr. Wright é mais calmo que o senhor e não vai me destratar por causa de um café. Na verdade — disse audaciosa —, ele mesmo prepara o café!



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domingo, 8 de maio de 2016

Tempo de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







O que Millie Evans deseja no Natal? 


Ficar a salvo! Antes de morrer, seu perseguidor contratou um assassino profissional para matá-la. Agora sua vida está nas mãos hábeis do agente especial Tony Danzetta, o homem que jurara protegê-la... e por quem Millie sempre nutriu uma paixão. 
Quando Tony decide levá-la para sua casa a fim de mantê-la em segurança dia e noite, Millie começa a sonhar que poderá tê-lo, definitivamente, ao seu lado.

Capítulo Um

Na casa funerária, o amigo do falecido era um homem alto, trajado com esmero, parecendo um lutador profissional. Ele vestia roupas caras e um casaco de caxemira. Tinha pele morena, olhos negros e cabelo igualmente negro e ondulados, preso em um longo rabo de cavalo. Ele permanecia inclinado sobre o caixão em silêncio. O semblante inexpressivo aparentava perigoso. Não falou com ninguém desde que entrara no prédio.
Tony Danzetta mantinha o olhar pétreo fixo no caixão de John Hamilton, embora em seu íntimo fervilhasse de raiva. Era difícil encarar os restos mortais de um homem que ele amava desde o colegial. Seu melhor amigo estava morto. Morto por causa de uma mulher.
O amigo de Tony, Frank Mariott, lhe telefonara da casa do homem para o qual prestava um serviço temporário em Jacobsville, Texas. Tony havia planejado estender sua estada na cidade. Tirar algumas semanas de folga antes de retornar às suas reais atividades. As notícias sobre John, no entanto, o fizeram voltar às pressas para San Antonio.
Dos três, John era o elo mais fraco. Os outros dois se viam sempre forçados a salvá-lo de si mesmo. Ele costumava fantasiar sobre pessoas e lugares que considerava parte de sua vida. Quase sempre quem o ouvia contar que era amigo deles ficava admirado.
Tony e Frank consideravam John inofensivo. Ele queria apenas ser alguém. Seus pais eram operários na indústria têxtil local. Quando a empresa encerrou suas atividades nos Estados Unidos, foram trabalhar no comércio varejista. Nenhum deles terminou o ensino médio e John inventava histórias para os colegas de classe sobre pais ricos e famosos, que possuíam um iate e um avião particular. Tony e Frank conheciam a verdade, mas o deixavam tecer sua teia de ilusões. Eles o compreendiam.
Agora, porém, John estava morto e aquela... mulher era a responsável! Ele ainda conseguia lembrar do rosto dela no passado, rubro de constrangimento, quando ela lhe fez uma pergunta sobre um trabalho da aula de Justiça Penal que ambos frequentaram na faculdade. Isso acontecera seis anos atrás. Ela não era sequer capaz de conversar com um homem sem gaguejar e tremer. Millie Evans tinha cabelo castanho e olhos verdes ocultos pelos óculos. Era magra e sem graça. Mas a mãe de criação de Tony, que fora uma arquivista na biblioteca local, era chefe de Millicent Evans e gostava dela. Estava sempre falando sobre ela para Tony, empurrando-a para cima dele, até o dia de sua morte.
Tony não poderia ter contado à mãe de criação, mas conhecia bem demais aquela moça para se interessar por ela. John desenvolvera uma fixação por ela alguns anos atrás e, durante uma das raras visitas de Tony à casa da mãe de criação, o amigo lhe contara sobre o alter ego dela. Quando estavam sozinhos, ele lhe dissera, Millie era fogosa. Se lhe dessem algumas cervejas, ela faria tudo que um homem pedisse. Aquela fachada de timidez e nervosismo era apenas um disfarce. Ela não tinha nada de tímida nem retraída. Era uma garota da noite. Havia até mesmo topado fazer um programa a três com ele e o amigo Frank, confidenciou-lhe John certa vez. Não mencione nada disso a Frank, acrescentara ele, pois o amigo ainda sentia vergonha de ter participado daquela orgia.
O que Tony ficara sabendo sobre Millie Evans o fez se afastar dela. Não que a achasse atraente antes disso. Era apenas mais uma na longa lista de solteiras insípidas que fariam qualquer coisa para fisgar um homem. Pobre John. Sentia pena do amigo, pois sabia que ele era obcecado por Millicent Evans. Para ele, Millie era a rainha de Sabá, a única mulher no mundo. Havia ocasiões que ela parecia amá-lo, queixava-se John, mas outras vezes o tratava como um completo estranho. Outras ainda dizia que ele a estava perseguindo. Isso é ridículo, John dissera certa vez, como se ele precisasse persegui-la. Contara que, várias vezes, quando voltava do trabalho de vigia noturno, ela o surpreendia no apartamento dele, completamente nua.
A descrição que John fazia dela era incompreensível para Tony, acostumado a ter mulheres belas, inteligentes e ricas correndo atrás dele. Jamais precisou conquistar uma mulher. Millicent Evans, ao contrário, não tinha beleza, nem personalidade, parecia até mesmo um pouco tola. Tony não conseguia compreender o que o amigo via naquela mulher.
Agora John estava morto. Millicent Evans o levara a cometer suicídio. Tony observou o rosto pálido e sem vida do amigo e, mais uma vez, sentiu a raiva fervilhando dentro dele. Que tipo de mulher usava um homem daquela maneira, tirava proveito de seu amor por ela a ponto de fazê-lo tirar a própria vida?

Rosas de Inverno

ROMANCE CONTEMPORÂNEO







Em uma noite agitada, Stuart York não consegue resistir à tentação e toma Ivy Conley em seus braços. 


A intensa paixão os deixa desorientados. Contudo, Stuart acredita que Ivy é uma jovem problemática assim como a irmã, sempre nas capas dos jornais como pivô de escândalos. Por isso, decide se afastar, deixando-a com o coração partido. 
Anos mais tarde, Ivy está de volta à cidade, decidida a ser tratada como a mulher independente na qual se tornou. Para sua surpresa, Stuart insiste em ser seu protetor, porém, a batalha mais difícil que Ivy enfrentará será contra o desejo que ainda sente por Stuart!

Capítulo Um

Era tarde e Ivy ia perder a aula. Rachel era a única pessoa, além da sua melhor amiga, que sabia o número do seu modesto celular pré-pago. O telefone tocou no exato momento em que ela saía para a segunda aula do dia, na faculdade. A conversa poderia ter esperado até a noite, mas sua irmã mais velha jamais se importava com a conveniência de alguém. A não ser com a sua própria, essa era a verdade.
— Rachel, vou chegar atrasada — argumentou Ivy ao telefone, afastando uma mecha do longo cabelo louro para trás. Os olhos verdes escureceram com preocupação. — E tenho uma prova hoje!
— Não importa o que você tem — respondeu a irmã. — Apenas ouça-me. Quero o cheque dos bens do pai, tão logo você consiga que a companhia de seguros o emita! Tenho contas atrasadas para pagar e você fica aí se lamentando sobre aulas da faculdade. É um desperdício de dinheiro! Tia Hettie jamais deveria ter deixado o dinheiro da poupança para você — acrescentou irritada. — Deveria ser meu também. Sou a mais velha.
Ela era, e ficaria com tudo que pudesse agarrar com as mãos, tudo que pudesse trocar por dinheiro vivo. Ivy mal conseguira ficar com o suficiente para pagar as despesas do funeral do pai. Fora um golpe de sorte a tia Hettie gostar dela e lhe deixar uma pequena herança. Talvez tivesse percebido que ela teria sorte se conseguisse um centavo dos parcos recursos do pai.
Era a mesma conversa dolorosa que vinham tendo havia um mês, desde que o pai morrera de derrame. Ivy tivera de procurar um lugar para morar enquanto Rachel ligava diariamente para o advogado que estava homologando o testamento do pai. Tudo o que ela queria era o dinheiro. Havia convencido o pai a mudar o testamento, de modo que ela pudesse ficar com tudo quando ele morresse.
Apesar de o pai não ter ligado muito para ela, Ivy ainda estava de luto. Havia cuidado do pai enquanto ele estava morrendo devido ao derrame. Ele pensava que Rachel era um anjo. Durante toda a vida, fora Rachel quem ganhara todo o dinheiro, todas as joias de família, que ela vendia de imediato, e quem recebia toda a sua atenção. Para Ivy, sobravam as tarefas domésticas, cuidar do jardim e cozinhar para os três. Não fora uma vida maravilhosa. Seus raros namorados eram logo seduzidos por Rachel, que sentia prazer em roubá-los da ingênua irmã mais nova, apenas para dispensá-los dias mais tarde. Quando Rachel optara por ir para Nova York para fazer teatro, o pai praticamente penhorara a pequena propriedade para pagar um apartamento para ela. Isso significou cortar gastos e não comprar vestidos novos para Ivy. Quando ela tentou protestar pelo tratamento desigual dispensado a ambas, o pai a acusara de invejosa e que Rachel precisava de mais, porque era bonita, mas emocionalmente insegura.
Traduzindo, isso queria dizer que Rachel não tinha sentimentos por ninguém, exceto por si mesma. Mas havia convencido o pai de que o adorava, e lhe enchera os ouvidos com mentiras sobre Ivy, acusando-a de sair à noite para se encontrar com homens e de roubar da garagem, onde ela trabalhava duas vezes por semana como contadora. Nenhum argumento fora suficiente para convencê-lo da sua honestidade, e que ela sequer chamava atenção dos homens. Jamais conseguia manter um futuro namorado depois que ele punha os olhos em Rachel.
— Se eu posso aprender contabilidade, vou conseguir uma maneira de me sustentar, Rachel — respondeu Ivy em um tom calmo.
— Você poderia se casar com um homem rico, um dia, se pudesse encontrar um cego — zombou Rachel, e riu da pequena piada. — Embora eu não consiga entender como pretende encontrar um, em Jacobsville, Texas.
— Não estou procurando um marido. Estou estudando na faculdade comunitária — lembrou-a Ivy.
— Está mesmo. Que futuro lamentável você terá. — Rachel parou para sorver um audível gole de sua bebida — Tenho dois testes de interpretação amanhã. Uma é para o papel de protagonista em uma obra na Broadway. Jerry diz que conseguirei facilmente. Ele tem influência com o diretor.
Ivy geralmente não era sarcástica, mas Rachel a estava irritando.
— Pensei que Jerry não quisesse que você trabalhasse.
Houve uma breve pausa do outro lado da linha.
— Jerry não se importa — disse Rachel em um tom frio. — Apenas gosta que eu fique em casa, assim ele pode cuidar de mim.
— Ele a alimenta com estimulantes, sedativos e anfetaminas e lhe cobra pelo privilégio, você quer dizer — replicou Ivy com a voz calma. Não acrescentou que Rachel fosse bonita e que Jerry provavelmente a usasse como isca para atrair novos clientes. Ele a levava de festa em festa. Ela falava sobre atuar, mas era apenas conversa. Mal conseguia se lembrar do próprio nome quando estava drogada, quanto mais das falas de uma peça. Ela bebia em demasia, assim como o namorado.
— Jerry cuida de mim. Ele conhece os nomes mais importantes do teatro. Prometeu me apresentar a um dos anjos que está produzindo aquela comédia nova. Serei famosa na Broadway ou morrerei tentando — disse Rachel bruscamente. — E se vai começar a discutir, é melhor nem nos falarmos.
— Não estou discutindo.
— Você fica depreciando o Jerry o tempo todo!

domingo, 17 de abril de 2016

Tudo Por Um Beijo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Noivas Virgens



Um peão perigoso e destemido

Ele era o que Tiffany sempre desejara: forte, inteligente, charmoso e simplesmente irresistível. King Marshall era o próprio amor personificado, e ela faria qualquer coisa para passar o resto de sua vida com ele. O grande problema era que King acreditava que casamento tinha sido inventado apenas para os tolos...
Uma garota encantadora
Ela era jovem, belíssima, simpática e... muito inexperiente. King Marshall era bem mais velho, cético e desiludido com a vida para se deixar levar por histórias de amor com finais felizes. Ele só não contava com a tenacidade e com a determinação de Tiffany em levá-lo ao altar.

Capítulo Um

Tiffany o avistou a distância, montando Thunder, o imenso garanhão negro que já havia matado um homem. Ela odiava aquele animal, um cavalo matador, mas respeitava muito o cavaleiro, King Marshall, da mesma maneira que a maioria das pessoas que moravam em Jacobsville, Texas. A família de King tinha ido morar nas proximidades do rio Guadalupe, há muito tempo, na época da guerra civil, numa fazenda chamada Lariat, que agora pertencia a ele.
Nessa época do ano, em plena primavera, era muito comum vê-lo no lombo do garanhão recolhendo o gado, cavalgando atrás de alguma rês desgarrada, ou mesmo marcando os animais. King, apesar de ter uma empresa com o pai de Tiffany, onde se negociava terras e gado, quase não saia da fazenda e os empregados da cidade praticamente não o viam. O rebanho de King era tão grande que, nesse ano, ele havia comprado um helicóptero que estava sendo usado para conduzir o gado até os inúmeros currais. Tiffany adorava ficar de longe, vendo o helicóptero voando em baixa altitude, fazendo o trabalho de, pelo menos, dez vaqueiros.
Conduzindo seu cavalo, Dream, ao lado da cerca de arame farpado Tyffany se aproximou um pouco mais de onde King se encontrava sempre cuidadoso, jamais permitiria que se aproximasse muito, ainda mais quando a tarefa executada por ele e pelos peões era a de marcar o gado.
Ela deu um profundo suspiro e ajeitou a blusa de seda cor-de-rosa que usava. Depois foi a vez de ajeitar a calça jeans azul e as botas negras de cano alto. Tiffany gostava de andar impecável, mesmo quando estava cavalgando. E ainda, com King nas proximidades, a vontade dela de se mostrar muito mais bonita e elegante se transformava quase numa obsessão.
Tiffany voltou a suspirar. Não, não custava nada sonhar e imaginar-se nos braços de King. Se isso um dia acontecesse, se conseguisse conquistá-lo, seu pai Harrison, ficaria muito feliz e daria todo apoio a ela pois, além de sócios. os dois homens eram muito amigos. O difícil seria fazer King. sempre muito cerimonioso, sempre muito misterioso, se interessar por uma garota tão jovem Nos últimos . tempos, este tinha sido o grande dilema de Tiffany. Se pelos menos fosse. mais velha. Porém, depois de muito refletir a respeito do assunto, ela chegou à conclusão de que poderia sim, conquistá-lo. Afinal era muito bonita e inteligente. Mas para que isso acontecesse, precisava mudar algumas coisas em sua aparência tão juvenil. E Tiffany tomou uma decisão: cortaria os longos cabelos negros. No entanto, quando chegou o dia que se propusera a ir à cabeleireira, a coragem lhe faltou. Adorava aqueles cabelos que emolduravam-lhe o rosto oval, de pele bem clara, e que contrastavam com seus olhos verdes. E como seria possível ficar sem os longos cabelos negros que esvoaçavam ao vento quando cavalgava? Aquela cabeleira fazia parte dela, como fazia parte o sorriso que quase não lhe saia dos lábios e a vontade de viver. Harrison Blair viva dizendo que a filha era a personificação da alegria e da felicidade e que, em tudo, lembrava-lhe a esposa.
Depois de voltar atrás, de decidir que não cortaria os cabelos, Tiffany se propôs conquistar King de outra maneira. Por que teria de parecer mais velha? Não, iria conquistá-lo apesar da idade, e do distanciamento que aquele homem que a fascinava fazia questão de manter. De uma coisa tinha certeza: chegaria o dia em que King Marshall passaria a vê-la como uma mulher, não como a irmãzinha mais jovem. Mas como fazer para que isso viesse a acontecer? Tiffany não sabia.


Série Noivas Virgens
1- Tudo Por Um Beijo
2- Razões do Coração
3- Um Amor Para Sempre

sexta-feira, 25 de março de 2016

Feridas de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Seus dias de solteiro estariam contados?

Ele era forte, encantador e seguia regras próprias. Ela era tímida, despretensiosa e inocente. Juntos, os vizinhos Jordan Powell e Libby Collins pareciam água e óleo. Mas quando Jordan assumiu a missão de ajudar Libby a manter a propriedade da família, todos na cidade sabiam que era questão de tempo até ouvirem os sinos da capela. 

Jordan não consegue negar o sentimento que surge toda vez que tem Libby em seus braços. O orgulho, porém, o impede de se entregar. Libby será capaz de domar o coração deste cowboy?

Capítulo Um

Libby Collins não conseguia entender por que sua madrasta, Janet, estava falando com um corretor de imóveis sobre a casa. Seu pai havia morrido apenas algumas semanas atrás. O funeral ainda estava tão recente em sua mente, que não passava uma noite sem chorar. Seu irmão, Curt, estava igualmente desolado. Riddle Collins era um homem feliz, forte e inteligente, que nunca sofrera uma doença grave. Tampouco possuía histórico de problemas cardíacos. Logo, sua morte provocada por um infarto fulminante fora um verdadeiro choque. Na realidade, o vizinho mais próximo, o rancheiro Jordan Powell, considerara a sua morte suspeita. Embora, para Jordan, tudo parecesse suspeito. O homem acreditava que o governo estava produzindo soldados clonados em algum laboratório subterrâneo.
Libby correu a pequena mão pelo cabelo escuro e ondulado, enquanto seus olhos verdes varriam o horizonte à procura do irmão. Mas Curt com certeza estava ajudando nos partos do gado, daquele início de primavera, nas pastagens mais distantes, ao norte do rancho dos Powell. Era quase abril e as novilhas, de 2 anos de idade, mães pela primeira vez, começavam a parir seus bezerros na época certa. Havia pouca esperança de Curt aparecer antes de o corretor de imóveis partir.
Ao contornar a casa, Libby ouviu a voz do homem e se aproximou, tomando cuidado para não ser vista e poder se inteirar do que estava acontecendo. Seu pai amava aquele pequeno rancho e os filhos também. A propriedade pertencia à família há quase tanto tempo quanto o Bar P pertencia à família de Jordan.
— Vai demorar para encontrar um comprador? — perguntou Janet.
— Para ser sincero, não sei, senhora Collins — respondeu o homem. — Mas Jacobsville está progredindo. Há uma abundância de novas famílias à procura de imóveis a preços acessíveis. Creio que aqui caberia um loteamento perfeitamente e posso lhe garantir que qualquer incorporador imobiliário pagaria um bom dinheiro por estas terras.
Loteamento? Ela só podia estar ouvindo coisas!
Mas a declaração seguinte de Janet pôs fim a qualquer dúvida.
— Quero vendê-las o mais depressa possível — disse Janet categórica. — Já estou de posse do dinheiro do seguro. Assim que vender a propriedade, deixarei o país.
Outra revelação bombástica! Por que sua madrasta estava com tanta pressa? O homem que fora seu marido por nove meses havia acabado de morrer. Santo Deus!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O Gosto do Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Alto, forte... e cego?

Abby Clark já estava cansada de ser tratada como uma criança. Ela podia ser apenas uma menina quando fora morar com Calhoun Ballenger e seu irmão. Mas se tornara uma mulher havia muito tempo, e era hora de Calhoun reconhecer isso. Então Abby tenta provar sua independência para chamar a atenção dele. Só que o tiro saiu pela culatra. 

Ela está muito longe de ser o tipo que atrai Calhoun. Ao mesmo tempo, o instinto protetor dele se torna cada vez mais forte. Como Abby fará para Calhoun assumir seus sentimentos por ela sem se deixar magoar pela insensatez dele?

Capítulo Um

Abby não podia evitar olhar para trás de tempos em tempos enquanto estava na fila do teatro, esperando para comprar o ingresso. Ela escapara, dizendo a Justin que iria ver uma exibição de artes. Calhoun, graças a Deus, tinha saído para comprar mais gado, embora certamente fosse estar em casa mais tarde naquela noite. Quando ele descobrisse onde sua protegida estivera, ficaria furioso. Ela quase sorriu diante de sua própria astúcia.
Bem, era necessária astúcia para lidar com Calhoun Ballenger. Ele e Justin, o irmão mais velho de Calhoun, haviam acolhido Abby quando ela estava com apenas 15 anos. Eles teriam sido seus irmãos de criação, exceto que um acidente de carro inesperado matara o pai deles e a mãe de Abby apenas dois dias antes que os dois se casassem. Não houvera mais ninguém na família, então Calhoun tinha proposto que ele e Justin assumissem responsabilidade pela adolescente de coração despedaçado, Abigail Clark. E assim eles fizeram. Aquilo era legal, é claro; tecnicamente, Abby era protegida de Calhoun. O problema era que ela não conseguia fazer Calhoun perceber que ela era uma mulher.
Abby suspirou. Esse era o problema, certo. E para piorar as coisas, ele enlouquecera com a ideia de protegê-la do mundo. Pelos últimos quatro meses, vinha sendo extremamente difícil até mesmo sair para um encontro. O jeito que ele a vigiava estava se tomando quase cômico. Justin raramente sorria, mas o jeito engraçado de Calhoun chegava perto disso.
Todavia, a atitude de Calhoun não divertia Abby. Ela estava desesperadamente apaixonada por Calhoun, mas o grande homem loiro ainda a olhava como se ela fosse uma criança. E, apesar de suas freqüentes tentativas de mostrar a Calhoun que era uma mulher, ela não conseguia penetrar a armadura dele.
Abby movimentou-se, irrequieta. Para começar, não tinha ideia de como atrair um homem como Calhoun. Ele não era tão libertino agora, como tinha sido em sua juventude, mas ela sabia que ele era frequentemente visto em boates, em San Antonio, com alguma mulher linda e sofisticada. E ali estava Abby, morrendo de amor por ele. Ela não era linda ou sofisticada. Era uma garota comum do campo, não do tipo que atraía os olhos dos homens imediatamente, mesmo que sua figura fosse melhor do que a média.
Depois de refletir sobre o problema, Abby surgira com uma solução. Se ela conseguisse ficar sofisticada, talvez ele a notasse. Ir a um show de strip-tease não era exatamente o melhor primeiro passo, mas, em Jacobsville, era um bom começo. Apenas ser vista lá, mostraria a Calhoun que ela não era a garotinha puritana que ele a considerava. Quando ele descobrisse aquilo... e, mais cedo ou mais tarde, ele saberia que Abby tinha ido ao show.
Abby alisou sua bonita saia xadrez, em tons de cinza. Usava uma blusa amarelo-clara com a saia, e seu cabelo castanho longo e ondulado estava preso num coque elegante. Seu cabelo, quando solto, era uma de suas melhores qualidades físicas. Era grosso e sedoso. E seus olhos, grandes e azul-acinzentados, também eram bonitos. E ela era abençoada com uma pele lisa cor de pêssego e uma boca perfeita. Porém, sem uma maquiagem cuidadosa, Abby possuía uma aparência comum. Seus seios eram maiores do que ela queria que fossem, suas pernas mais longas do que gostaria. Tinha amigas que eram pequenas e delicadas, e elas a faziam se sentir como um varapau. Olhou para si mesma com tristeza. Se ao menos, fosse pequenina e deslumbrante...

domingo, 31 de janeiro de 2016

A Noiva do Rei

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Quem era o estranho que se mudara para o apartamento de Brianna Scott?

Ahmed Ben Rashid, que se dizia diplomata estrangeiro, estava em busca de um esconderijo seguro. O problema era que apesar de Brianna necessitar da ajuda financeira de Ahmed, não estava disposta a servir de escrava para nenhum sheik.
Mas bastaram alguns dias de convivência para Brianna descobrir que, além de se comportar como um rei, Ahmed tinha o poder de fazê-la deixar-se levar apenas pelo coração, sem nunca ouvir a razão. E quando ele a pediu em casamento, não foi possível recusar. Mesmo não sabendo a verdadeira identidade do homem que seria seu marido!

Capítulo Um

— Você está tão séria? Aconteceu alguma coisa? — perguntou Meg Shannon Ryker.
— Nada. Estava apenas pensando — respondeu Brianna, com um sorriso. A adorável loira havia se casado com o principal executivo da Companhia Aérea Ryker havia dois dias, após um longo e tempestuoso namoro. Mas o casamento não surpreendera ninguém realmente. O modo com que Meg e Steven se fitavam, a cada vez que se encontravam, nunca deixara dúvidas.
— Estamos de saída para o almoço, Daphne e eu. Você nos acompanha?
— Se além da secretária do seu marido não for uma "certa pessoa", tudo bem.
— Steven saiu com ele. Não se preocupe — Meg garantiu. — Do restaurante, ele irá direto para o hotel. É um milagre que o homem esteja vivo depois daquele tiroteio. Steven e eu não poderemos viajar em lua de mel até que o problema não seja resolvido.
— Então, você também está odiando-o, não é? — Brianna indagou. — De jeito nenhum. Acho até que Ahmed é bastante simpático.
— Não comigo — Brianna insistiu. — Ele me olha de um jeito...
— Você é muito bonita. Todos os homens devem se perder nos seus olhos azuis.
— Não é a esse tipo de olhar que me refiro — Brianna corrigiu. — O homem parece querer me apunhalar a cada vez que me vê.
— Você lhe atirou um objeto, se não me engano.
— Ele me insultou! Não tive culpa! Adoro churrasco. Todas as pessoas que conheço adoram churrascos. Como eu poderia saber que ele e seus amigos, ministros de Saudi Mahara, eram muçulmanos e, portanto, proibidos de comer carne de porco?
— A culpa foi minha e de Steven, não sua. Peço mais uma vez que nos desculpe — Daphne declarou. — Deveríamos ter avisado, mas estávamos tão ocupados com os preparativos para receber a comitiva, que acabamos esquecendo desse detalhe.
— É verdade. Nunca estivemos tão ocupados antes — Meg concordou. — Esse novo contrato com os aviões de Saudi Mahara deu muita dor de cabeça. Não que Ahmed seja o culpado por isso. Temos é de lhe agradecer. Com esse novo contrato poderemos nos sentir tranquilos financeiramente, ao menos por alguns anos.
— Eu sei — Brianna assentiu — , mas... Olhem aquele não é o Lang?
Lang era um agente federal, trinta anos aproximadamente, alto e atraente. Naquele dia, estava usando um terno escuro, camisa branca e gravata de padrão conservador.
— O que será que ele veio fazer aqui? — Daphne cogitou.
Lang percebeu que as três mulheres estavam falando a seu respeito e não perdeu tempo em se aproximar.
— Sei que não conseguem resistir a mim — caçoou. — Mas você, ao menos, Meg, tente se controlar. É uma mulher casada, agora, e não quero que seu marido influencie meu chefe a me enviar para uma missão na Antártica.
— O que o traz aqui? — Brianna indagou, preocupada.
— Você logo descobrirá — ele respondeu, sem encará-la. — Preciso falar com seu marido, Meg.
— Steven não me avisou sobre sua visita — Daphne comentou.
— Eu pedi a ele para não comentar.
— Tem algo a ver com Ahmed, certo? Por que não fala de uma vez? — Daphne insistiu.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Candidata a Mãe

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Especial Coração de Mãe








Uma mulher perfeita para ser mãe… 


Esse era o desejo do filho de Faulkner Scott. Com 12 anos de idade, o garoto decidira eleger Shelly Astor ao cargo. Agora teria apenas que convencer seu pai de que ela apresentava todas as qualidades!

Capítulo Um

A praia estava lotada. Espalhados ao redor de um enorme aparelho de som, o grupo de estudantes em férias ignorava alegremente os olhares irritados dos banhistas mais velhos.
— Diminuam o volume — sugeriu Shelly Astor com um sorriso, indicando dois banhistas irritados, atrás deles. — Vocês estão criando animosidade contra nós.
— Não seja estraga-prazeres — disse um rapaz. — Somos jovens aproveitando recesso de primavera. Nada de biologia ou de álgebra por uma semana inteira e irada!
— É isso aí — concordou outro. — Eu bem que podia me afogar. Afundei no exame introdutório de álgebra!
— Menos diversão e mais estudo — sugeriu um terceiro.
— Falou, Cabeça de Ovo! — Foi a resposta mal-humorada do primeiro. — O Edwin detonou em biologia — disse, apontando para o esbelto rapaz de cabelos vermelhos. — Ele tirou 10.
— O dr. Flannery falou que eu sou o melhor aluno que ele já teve. O que posso fazer se sou um gênio? — Edwin suspirou.
— Você não é gênio em trigonometria — murmurou Pete para ele, voltando-se para os outros. — Eu precisei ajudá-lo, porque ele jamais passaria na prova do Bragg.
— Daria para diminuir esse maldito som? — interrompeu uma voz irritada.
— Tenha dó, cara! — gritou Pete, olhando para o homem. — Sem contar a trigonometria, sobrevivemos a oito semanas de inferno!
— E um de nós afundou! — gritou Edwin, apontando para Mark.
— Estamos todos no limite — concordou Pete, sacudindo a cabeça. — Se não fosse a música para nos relaxar, vai saber o que estaríamos fazendo por aí!
O homem que reclamara começou a rir, fez um gesto resignado, voltou a deitar e fechou os olhos.
Shelly riu.
— Pete estuda sociologia — sussurrou ela para Nan, sua melhor amiga –, com ênfase na área da psicologia. Ele não é o máximo?
— Uma verdadeira fonte de orgulho para a escola — concordou Nan. As duas se levantaram para dar um mergulho. — Este lugar não é o máximo? E você não queria vir!
— Eu precisei brigar para ir para a faculdade. Imagine o que tive que fazer para vir para a Flórida com o grupo — comentou Shelly calmamente, segurando o cabelo louro que esvoaçava. Seus olhos azuis refletiam o sorriso que tinha nos lábios. — Os meus pais queriam que eu fosse para uma escola de etiqueta e que, depois, me juntasse à elite social feminina de Washington. Dá para acreditar?
— Você não disse a eles que queria trabalhar como assistente social, atendendo famílias e crianças? — perguntou Nan.
— O meu pai teria tido um ataque — disse Shelly. — Os meus pais são ótimos, mas querem me dar uma vida de luxo e de serenidade. Eu quero mudar o mundo. — Ela olhou para Nan e deu um sorriso malicioso. — Eles acham que eu sou louca. Já escolheram um bom marido para mim: diploma de uma das melhores universidades, família tradicional, muito dinheiro. — Ela deu de ombros. — Não é o que eu quero, mas eles não aceitam não como resposta. Eu precisei ameaçar arranjar um emprego e me candidatar a uma bolsa, para fazer com que o meu pai concordasse em pagar a minha faculdade.
— Será que todos os pais querem viver através dos filhos? — perguntou Nan. — Desde que eu entrei na escola, a minha mãe tentou me empurrar para a escola de enfermagem, só porque ela se casou e não conseguiu se formar como enfermeira. Eu fico doente quando vejo sangue, pelo amor de Deus!
— Alguém disse o meu nome? — perguntou Pete, subindo à tona ao lado delas, com um sorriso.
Nan jogou água nele, e os assuntos sérios se perderam na brincadeira.
Série Especial Coração de Mãe
1- Candidata a Mãe
2- Teste de Paternidade

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Adorável Texano

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





"A vida não dá nada, somente toma. Vale a pena lutar pelas coisas que mais desejamos."

Assim que a elegante socialite Fay York entrou no bar do lado errado da cidade, Donavan Langley sabia não só que ela era problema, como também o tipo de mulher que jurara evitar. 
Mas a adorável Fay despertou naquele homem do Texas uma ternura jamais experimentada... e um desejo impossível de ignorar. Aqueles intensos olhos prateados fizeram com que Fay perdesse seu coração para sempre. E ainda que Donavan tivesse se esforçado ao máximo para se manter afastado, agora tinha uma proposta que Fay não teria como recusar.

Capítulo Um

Fay sentiu como se todos os olhos naquele bar estivessem focados nela, quando entrou. Uma atitude impulsiva da qual já estava se arrependendo. Uma mulher desacompanhada, entrando em um bar naquela parte mal-afamada da cidade no sul do Texas, tarde da noite, estava procurando problemas. O conceito de emancipação feminina não havia chegado tão longe, o que vários pares de olhos masculinos deixavam claro naquele momento.
Podia imaginar a figura que fazia, trajada com seu jeans justo de grife famosa, um suéter de tricô amarelo-bebê que marcava as curvas suaves dos seios empinados e com os pés protegidos por meias finas e sapatos de salto alto. O cabelo longo lhe escorria pelos ombros em uma cascata de cachos macios. Os olhos verdes esquadrinhando, nervosos, o pequeno salão enfumaçado, de um canto ao outro. Uma jukebox tocava música alta, o que a obrigou a gritar para que o balconista escutasse que ela queria uma cerveja. O que era uma piada, também, porque durante todos os seus 20 anos, Fay nunca tomara uma cerveja. Vinho, sim. Até mesmo pina colada na Jamaica, mas cerveja, jamais.
A rebeldia estava se tornando cara, pensou ela, enquanto observava um homem corpulento se afastar dos companheiros, resmungando algo que os fez gargalhar.
No momento seguinte, se encontrava empoleirado em um banco ao lado dela. Os olhos semicerrados a avaliando com uma intenção que a fez ansiar por sair correndo dali.
— Olá, belezura — disse ele, sorrindo através da barba. — Quer dançar?
Fay envolveu a caneca de cerveja com as duas mãos para disfarçar o tremor.
— Não, obrigada — respondeu com sua voz suave e refinada, mantendo o olhar baixo. — Estou... esperando alguém.
O que era quase verdade. Estivera esperando por alguém durante quase toda sua vida, mas seu príncipe encantado ainda não aparecera. Precisava dele naquele momento. Morava com um parente mercenário e alpinista social, que estava fazendo de tudo para vendê-la a um amigo rico, cujo olhar fazia a pele de Fay arrepiar de pavor. Toda a sua herança se encontrava em custódia, o que a forçava a conviver com a crueldade do tio. Tudo que desejava era alguém que a salvasse, mas aquele cowboy truculento estava bem distante de um príncipe encantado.
— Poderíamos nos divertir, coisinha linda — o admirador continuou, insistente, antes de lhe acariciar o braço coberto pela manga do suéter. Fay se retraiu como se aqueles dedos fossem cobras. — Ora, não precisa ter medo. Sei como tratar uma dama.
Ninguém notou que, em um dos cantos, um rosto moreno se ergueu de repente, tampouco percebeu o brilho perigoso que faiscava naqueles olhos prateados. Ninguém se deu conta do olhar que ele dirigiu à moça e da frieza com que encarou o homem que a incomodava, antes de ele se erguer com um movimento elegante e cruzar o bar.
O homem também usava jeans. Não como os de Fay, porque os dele eram trajes de trabalho, desbotados e manchados. As botas desgastadas seriam uma ofensa se comparadas aos calçados elegantes dos homens da cidade. O chapéu que ele usava era mais escuro do que o cabelo espesso, rebelde e levemente desgrenhado. E era alto. Muito alto. Esbelto, musculoso e muito conhecido naquele local. Na verdade, era seu temperamento que se tornara tão lendário quanto os grandes punhos pretensamente relaxados nas laterais do corpo, enquanto caminhava.
— Iria gostar de mim se me conhecesse melhor. — O cowboy atarracado se calou quando o outro entrou em sua linha de visão, paralisando-se de maneira quase cômica. A cabeça levemente pendida para o lado. — Ora, olá, Donavan — começou o sujeito bronco, amedrontado. — Não sabia que ela estava com você.
— Agora sabe — retrucou ele com uma voz grave e encorpada que fez calafrios nada desagradáveis percorrerem a espinha de Fay.
Quando ergueu a cabeça e se deparou com aquele par de olhos que refletiam o mesmo brilho dos diamantes, o coração de Fay se viu perdido para sempre, deixando-a sem fôlego.
— Demorou a chegar — disse ele a Fay, antes de lhe segurar o braço com uma pressão ao mesmo tempo firme e excitante para ajudá-la a descer do banco. Em seguida, entregou-lhe a caneca de cerveja que ela pedira e, com um último e fulminante olhar ao outro homem, a guiou à mesa que havia deixado vaga.
— Obrigada. — Fay agradeceu. Ele havia deixado um cigarro aceso no cinzeiro e meio copo de uísque intocado. Seu salvador não tirou o chapéu quando se sentou. Ela já havia percebido que os homens do Oeste não se importavam com as cortesias tão comuns na alta sociedade, onde fora criada.
O desconhecido pegou o cigarro e deu uma longa tragada. As unhas eram curtas e limpas, apesar dos traços de graxa grudados na pele morena das mãos e dos dedos longos. Belas mãos masculinas, de trabalhador, sem nenhuma joia a adorná-las, pensou ela, distraída.
— Quem é você? — perguntou ele, de repente.
— Sou Fay. — Ela forçou um sorriso. — E você...?
— A maioria das pessoas me chama simplesmente de Donavan.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Coração De Pedra

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Um amor de infância...

Como homem de negócios e fazendeiro, Boone Sinclair possui tudo o que sempre quis — mas Keely Welsh jamais fizera parte de seus planos.  doce menina sempre fora apaixonada pelo taciturno cowboy, embora soubesse que não tinha nenhuma chance... Afinal, ele era experiente, e ela, muito inocente.
Quando a vida de Keely é ameaçada por forças que ela não consegue controlar, ele se torna sua única chance de sobrevivência. 
Boone é a marca registrada do típico homem do Texas: calado, nobre, leal e bastante teimoso. 
Caberá a Keely convencê-lo de que ela não é mais uma menina, e sim uma mulher pronta para arrebatar seu coração!

Capítulo Um

Keely Welsh sentiu a presença dele antes de erguer o olhar e vê-lo. Era assim desde que conhecera Boone Sinclair, o irmão mais velho de sua melhor amiga. Ele não era um estonteante astro de cinema e nem mesmo um ser sociável, mas sim um homem recluso e solitário que raramente sorria, cuja presença intimidava as pessoas. Por alguma razão desconhecida, Keely sempre pressentia quando ele estava por perto, mesmo que não o estivesse vendo.
Era um homem alto e magro, mas tinha pernas musculosas e mãos e pés longos. Alguns rumores sobre Boone Sinclair se tornavam mais exagerados à medida que eram passados adiante. Comentavam que ele estivera nas Forças Especiais do Exército, no exterior, cinco anos antes; que salvara sua unidade da destruição certa; que ganhara medalhas; que almoçara com o presidente na Casa Branca; que fizera um cruzeiro com um autor de fama mundial; que quase se casara com uma princesa europeia, e daí por diante.
Ninguém sabia a verdade. Bem, talvez Winona e Clark Sinclair soubessem. Winnie, Clark e Boone eram mais unidos do que a maioria dos irmãos costumava ser. Mas Winnie não comentava sobre a vida particular do irmão mais velho, nem mesmo com Keely.
Não houvera um dia, desde que tinha 13 anos, que Keely não tivesse amado Boone Sinclair. Observava-o a distância, com os olhos verdes suaves e cobiçosos. As mãos tremiam caso se deparasse inesperadamente com ele. Como naquele momento.
Boone estava parado diante do balcão, fazendo o registro de entrada. Tinha uma consulta marcada para fazer a vacinação de rotina de seu cachorro. Fazia isso uma vez por ano. Ele amava seu Pastor Alemão preto e marrom-claro, chamado Bailey. As pessoas comentavam que o cão era o único ser no mundo que Boone amava de fato. Talvez ele gostasse dos irmãos, mas não demonstrava. No entanto, não conseguia esconder a afeição por Bailey.
Um dos técnicos em veterinária surgiu com um bloco nas mãos e chamou Bailey, sorrindo para Boone, que não retribuiu a gentileza. Ele guiou o cão idoso para o consultório, passando por Keely sem ao menos lhe dirigir o olhar. Boone não falava com ela. No que lhe dizia respeito, Keely Welsh era invisível.
Quando Boone fechou a porta do consultório, após entrar, ela deixou escapar um suspiro. Ele agia da mesma forma em qualquer lugar em que a visse. Na verdade, tinha a mesma reação em seu enorme rancho, próximo a Comanche Wells, no Oeste de Jacobsville, Texas. Nunca proibira Winnie de convidá-la para almoçar ou para um ocasional passeio a cavalo, mas a ignorava da mesma forma.
— É engraçado — dissera Winnie um dia, quando as duas estavam cavalgando. — Boone nunca tece nenhum comentário sobre você, mas faz questão de fingir que não a vê. Fico imaginando por quê. — E então, encarara-a com aqueles olhos escuros maliciosos, emoldurados pelo cabelo loiro. — Não saberia me dizer a razão, certo?
Keely se limitou a sorrir.
— Não tenho a menor ideia — dissera. E estava sendo sincera.
— Ele só faz isso com você — continuara a amiga pensativa. — É muito educado com as namoradas ocasionais de Clark. Até mesmo com aquela garçonete que Clark trouxe para jantar em nossa casa uma noite dessas, e você sabe como Boone pode ser esnobe. Ainda assim, finge que você não existe.
— Talvez eu o faça se recordar de alguém de quem não gosta — retrucara Keely.
— Houve aquela jovem de quem ele estava noivo — dissera Winnie do nada.
Keely sentiu o coração dar um salto dentro do peito.
— Sim, lembro-me quando ele ficou noivo. 



terça-feira, 5 de maio de 2015

Caminhos da Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Anna Cochran sempre foi completamente apaixonada por Evan Tremayne. 

Mas o cowboy cabeça-dura só pensava em protegê-la dos outros homens da cidade. 
Anna passou anos esperando que ele tomasse uma iniciativa, porém Evan lutava contra seus verdadeiros sentimentos por ela. 
Dependia de Anna conquistá-lo. E ela logo faria Evan perceber que não era tão inocente quando ele pensava.

Capítulo Um

Evan Tremayne não se incomodava com aquele jantar ou com a conversação sobre negócios que se seguira. O que o perturbava era o modo como Anna o observava.
Aos dezenove anos, loira, dona de um corpo de curvas generosas e olhos azuis, Anna era uma jovem escultural, com pernas longas e bronzeadas, que ficavam deslumbrantes em shorts. No último ano, Evan se esforçara ao máximo em ignorá-la, apesar de fazer muitos negócios com a mãe dela. Com trinta e quatro anos, ele era o mais velho dos quatro irmãos e quase totalmente responsável pela mãe. Os negócios da família estavam praticamente sob seu total controle e sua vida se resumia a um emaranhado de gado, problemas pessoais e transações financeiras complicadas. E Anna era a maldita gota d’água.
Principalmente, pensou ele, naquele vestido azul-claro que deixava exposta uma grande quantidade da pele dourada e dos seios fartos. Sem dúvida, a mãe deveria ter chamado a atenção de Anna por isso. Mas Polly Cochran quase nunca estava em casa. Evan imaginou se ela havia notado a rapidez com que a filha crescera. Polly parecia sempre muito ocupada com alguma nova faceta de seus negócios no ramo imobiliário. O pai de Anna era um piloto comercial, mas estava separado de Polly havia alguns anos. Ele vivia em Atlanta, Georgia, enquanto a filha e a ex-esposa moravam no Texas. Na verdade, Anna fora criada em grande parte por Lori, a empregada da família. Ninguém parecia ter muito tempo para lhe dedicar.
Polly havia pedido licença para atender um telefonema e Evan fora deixado desconfortavelmente na companhia de Anna.
— Por que não parou de me encarar nos últimos dez minutos? — perguntou ela com uma voz suave. Os cabelos loiros se encontravam atados no topo da cabeça, o que lhe emprestava uma incomum aparência sofisticada e madura.
— Porque esse vestido a deixa muito exposta. — Evan retrucou com sua costumeira rudeza. Os olhos escuros abandonando o rosto de Anna para se fixarem nos seios opulentos. — Polly não deveria tê-lo comprado para você.
— Ela não comprou — afirmou Anna com um sorriso. — Na verdade, este vestido é dela. Eu o peguei emprestado sem que ela percebesse. Mamãe nem ao menos notou que eu o estava usando. Sabe o quanto ela pode ser distraída. Sempre concentrada nos negócios.
— Os vestidos de sua mãe são muito adultos para você — retrucou ele, abrandando as palavras com um sorriso. Evan costumava ser mais áspero com Anna do que com qualquer outra pessoa, devido à indesejada atração que sentia por ela. — Deveria usar algo mais condizente com sua idade.
Anna inspirou lentamente, e os olhos o adoraram com suavidade antes de baixarem à mesa.
— Pareço tão jovem assim aos seus olhos?
— Tenho trinta e quatro anos, criança — respondeu ele, a voz soando grave e lenta no silêncio da sala de jantar. — Sim, parece.
Os olhos azuis de Anna pousaram nas mãos que ele mantinha unidas.
— Mamãe dará uma festa na noite de sexta-feira para comemorar a inauguração de um novo shopping em Jacobsville, construído em uma das propriedades que ela vendeu — disse Anna. — Você vai?
— Harden e Miranda talvez compareçam — murmurou ele. — Estarei ocupado.
Anna ergueu o olhar, procurando, obstinada, o rosto moreno e grande de Evan.
— Poderia ao menos dançar uma música comigo. Isso não iria matá-lo.
— Não? — perguntou ele com humor mórbido. Em seguida, tocou um dos cantos dos lábios perfeitamente esculpidos com o guardanapo, antes de pousá-lo ao lado do prato. Quando se levantou, ele a obstruiu com a própria altura. Era um homem gigantesco, todo músculos e dono de um corpo de linhas perfeitas, desde os contornos largos do peito aos quadris estreitos e às pernas musculosas. — Tenho de ir.
Anna se ergueu.
— Não tão cedo — suplicou.
— Tenho algumas coisas a fazer — disse ele.
— Não. Não tem. — Anna insistiu, fazendo beicinho. — Apenas não quer ficar a sós comigo. O que você teme? Que eu o atire sobre a mesa?
Evan ergueu as sobrancelhas, que encimavam os olhos castanhos faiscantes.
— E sujar minhas costas com purê de batatas?
Anna deixou escapar um suspiro irritado.
— Nunca me levará a sério.
— Não me atreveria — respondeu ele, afastando-a com a experiência que os anos de prática lhe conferiram. — Diga a Polly que eu a verei amanhã no escritório.