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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Delícia!

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Duas xícaras de amor, uma colher de charme e uma pitada de sorte.

Misture tudo e coloque no forno bem quente. Et voilá!
Em alguns minutos estará pronta uma deliciosa receita de paixão!
A professora Elizabeth Read não estava preparada para as aulas de culinária de Angus MacAllister, uma das maiores celebridades do mundo da gastronomia.
Muito menos para a deliciosa atração que surge instantaneamente entre os dois!
Angus é lindo demais, arrogante demais e famoso demais.
De repente, a precavida Elizabeth está sentindo uma mistura exótica de calor, curiosidade e falta de controle.
Tudo por causa da receita infalível de Angus: utilizar grandes doses de charme e persuasão para realizar sua conquista. 

Capítulo Um

Elisabeth parou diante da porta fechada da sala de aula de tecnologia alimentar.
Lá dentro o silêncio era completo.
Consultou o relógio. Dez e meia. A aula estava na metade do tempo regulamentar. Havia passado por ali na semana anterior, durante o intervalo entre as aulas, e o local estava completamente barulhento. 

O estranho silêncio agora a perturbou.
- Por favor, Deus, que não haja sangue ou fogo - murmurou e colocou embaixo do braço os papéis que levara para Tasha Cutter assinar. Inclinando-se, escutou atentamente. Então ouviu o burburinho das crianças. O som de uma cadeira rangeu ao fundo. E então, um cacarejo.
Um cacarejo?
Aquilo era muito estranho. Elisabeth abriu a porta. Aproximadamente trinta alunos de doze anos estavam sentados em círculo, os olhos fixos no centro da roda. Ela ouviu outro cacarejo.
Um homem estava em pé no centro do círculo, de costas para ela. Era alto, cabelos escuros, pernas lon­gas, usava uma calça social e uma camisa azul-marinho que lhe moldava os ombros largos. Elisabeth não o reconheceu. O que estaria fazendo ali no lugar de Tasha?
Um homem estranho, numa sala de aula sem a professora... cacarejando?
Talvez devesse investigar, mas, por mais estranho que aquele homem fosse, parecia ter todas as crianças sob controle. Estava imóvel, as mãos erguidas, como se estivesse prestes a reger uma orquestra. Da porta de entrada, ela notou que ele tinha mãos fortes e bem-feitas. Os dedos eram longos, e as unhas limpas e bem cortadas. Mãos que pareciam boas para fazer coisas incríveis.
Elisabeth sentiu vontade de tocá-las.
O pensamento foi tão inesperado que se apoiou na porta, fazendo-a ranger. E então a sala explodiu. O barulho se tornou infernal e diversas penas brancas espalharam-se pelo chão, entre as pernas das crianças. Os alunos pularam, batendo nas cadeiras, gritando:
- Está lá!
- Olhem, está correndo!