Hannah Greene mal pode acreditar no que lhe aconteceu.
Do dia para a noite, perdeu seu grande amor e teve de abandonar as mordomias de dama da alta sociedade de Connecticut para ir trabalhar como dona de um pequeno restaurante no Arizona.
Ela não tem certeza de mais nada, exceto de que sua vida mudou para pior e jamais voltará a ser a mesma.
Então conhece Trace Murphy, homem tão atraente e sensual que é quase impossível resistir ao seu poder de sedução.
Ele a enlouquece com beijos e carícias ardentes, íntimas, e a tortura com doces e tentadoras promessas de futuro.
Hannah, porém, teme entregar-se à paixão abrasadora que Trace lhe desperta; é incapaz de deixar a esperança renascer em seu coração...
Afinal, o destino pode pregar-lhe outra peça e mais uma vez impedi-la de ser feliz!
Capítulo Um
O lance foi de um mil, quinhentos e sessenta dólares. Alguém dá mil, quinhentos e setenta? Setenta e cinco? Quem dá oitenta?
Hannah Greene estava parada em silêncio no fundo da sala, com os olhos secos, vendo os últimos catorze anos de sua vida serem vendidos. A pesada nuvem de perfume Etemity que pairava no ar fazia a cabeça dela doer.
Quando Hannah era apenas uma adolescente e vivia em Lowa, os pais a haviam encorajado a acreditar em contos de fadas. Aos dezenove anos e com um diploma da Escola de Administração Cedar Rapids debaixo do braço, ela comprara uma passagem de ônibus para Nova York, onde conseguira um emprego numa pequena agência de publicidade.
O dono da agência era um homem maravilhoso chamado David Greene.
Logo no primeiro encontro ela e David decidiram que queriam ter filhos juntos.
Logo no primeiro encontro ela e David decidiram que queriam ter filhos juntos.
No segundo encontro ele a pediu em casamento, e Hannah se mudou para o castelo de três cômodos de seu Príncipe Encantado.
Com o passar dos anos, os negócios de David prosperaram a olhos vistos, permitindo que se mudassem para uma casa maior em Connecticut, onde Scott, herdeiro da Agência de Publicidade Greene, nasceu.
O único problema dos contos de fadas, Hannah descobriu mais tarde, era que eles não preparavam ninguém para ver o Príncipe Encantado morrer de uma úlcera perfurada, nem para ver o castelo sendo vendido com tudo o que havia dentro para pagar uma série de dívidas.
O único problema dos contos de fadas, Hannah descobriu mais tarde, era que eles não preparavam ninguém para ver o Príncipe Encantado morrer de uma úlcera perfurada, nem para ver o castelo sendo vendido com tudo o que havia dentro para pagar uma série de dívidas.
Cinderela estava de volta ao ponto de partida.
— Senhoras e senhores — o leiloeiro insistia —, devo lembrá-los de que essa mesa está em perfeito estado. Mesmo sem as cadeiras, deve ser considerada uma barganha pelo preço de dois mil dólares.
Lembrando-se dos inúmeros jantares de comemoração que havia tido com o marido em tomo daquela mesa, Hannah perguntou-se como alguém podia colocar um preço no amor.
— Senhoras e senhores — o leiloeiro insistia —, devo lembrá-los de que essa mesa está em perfeito estado. Mesmo sem as cadeiras, deve ser considerada uma barganha pelo preço de dois mil dólares.
Lembrando-se dos inúmeros jantares de comemoração que havia tido com o marido em tomo daquela mesa, Hannah perguntou-se como alguém podia colocar um preço no amor.
Ela mesma havia bordado os assentos das cadeiras durante o inverno no qual estivera grávida de Scott. David, encantado com a perspectiva de ser pai e preocupado com a saúde da esposa, insistira para que Hannah deixasse de trabalhar.
Entediada, ela aprendera a bordar para ter o que fazer enquanto esperava o marido voltar para casa depois de um dia de trabalho na agência.
— Mil quinhentos e setenta e cinco — o leiloeiro retomou o lance anterior e foi incapaz de arrancar mais um lance da audiência. — Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três! Vendido para a senhora de chapéu vermelho!
— Mil quinhentos e setenta e cinco — o leiloeiro retomou o lance anterior e foi incapaz de arrancar mais um lance da audiência. — Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três! Vendido para a senhora de chapéu vermelho!
