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quinta-feira, 22 de julho de 2010

De Volta ao Paraíso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Há males que vêm para o bem...Kate jamais poderia imaginar que a forte dor no peito que a deixou prostrada no estacionamento de um shopping Center marcaria o início de uma mudança radical em seu destino.


O desconhecido que salvou a vida de Kate, um homem de feições atraentes e olhos penetrantes, desapareceu em seguida, sem deixar pistas.
Kate daria qualquer coisa para encontrá-lo, sem imaginar que ele também estava à sua procura...
Na vida que Mark planejara para si, não havia lugar para o romance, embora ele não conseguisse tirar do pensamento a mulher que perdera os sentidos na entrada de um shopping.
Envolvimento amoroso tampouco fazia parte da lista de prioridades de Kate, mas quando o homem sedutor reapareceu em sua vida, ambos teriam de compreender que nenhum coração é capaz de resistir ao amor!

Capítulo Um

Coburn, New Jersey - Horário: 9:30 da manhã
Kate French passou o telefone do ombro esquerdo para o direito, enquanto abria sua gaveta de lingerie.
— Mamãe!— Gwynnie, sua filha, não era mais adolescente, embora estivesse se comportando exatamente como se tivesse treze ou quatorze anos de idade. — Você está me ouvindo?
— Sílaba por sílaba, minha querida. — Kate pegou uma camisola de seda cor-de-rosa e jogou-a sobre a cama. — Continue, por favor.
— Quero saber sua opinião sobre esse assunto. Você acha que estou tomando a atitude certa?Infelizmente, já fazia uns dez minutos que. Kate havia acionado o que ela mesma chamava de piloto automático maternal... E, assim, perdera uma boa parte da conversa.
Em outras palavras, não tinha noção do que a filha havia acabado de lhe contar.
O que estaria se passando com Gwynnie?
Ela se perguntou. Qual seria o drama do momento?
Gwynnie estaria em crise por ter discutido com sua colega de apartamento por causa do último jogo dos New York Giants?
Ou talvez o motivo desse tom dramático ao telefone seja o assunto preferido das mulheres de minha família, que ultimamente parecem por demais preocupadas com minha vida afetiva? Kate cogitou, retirando mais algumas peças da gaveta.
— Mamãe... — Gwynnie chamou-a, num tom choroso. — Você ainda está aí?
— Claro, querida. — Kate abriu a gaveta de blusas e escolheu algumas peças.
— Então, responda minha pergunta. O que você pensa a respeito dessa situação?
Kate guardou as peças escolhidas na mala e preparou-se para fechá-la, enquanto pedia:
— Querida, por favor, me conte novamente o que houve, dessa vez com mais detalhes.
— Puxa, mamãe! — Gwynnie exclamou, indignada. — Você não ouviu sequer uma palavra do que eu disse!