Barney sabe como ninguém levar um corpo de mulher ao delírio! Na penumbra, só de calcinha, Jade espera que o homem se aproxime da cama.
Com delicadeza, Barney retira aquela última peça, deixando-a completamente nua. Ele estremece de desejo incontrolável... “Agora você me paga, Barney McNab!”
Na mente de Jade, uma fria determinação: é chegada a hora da vingança.
Ela vai excitá-lo como só uma mulher tomada pelo ódio é capaz de fazer.
Depois, o desprezo, a humilhação! Mas, na cama, Barney é irresistível...
Capítulo Um
— Boa noite. Sou Jade Sweet.
— Sou Russ Gordon. E hoje é domingo, dia treze de novembro.
Jade Sweet virou a cabeça e sorriu para a câmera um, que a tinha em close.
— Hoje, nossa Equipe de Reportagem analisa as novas e controvertidas leis de impostos: a repressiva política fiscal de Ottawa estaria fazendo discriminações contra os nossos artistas?
— Separatismo ocidental está ou não para acontecer? Nossa Equipe de Reportagem conversou com um famoso político que pode esclarecer...
— Corta!
Russ Gordon parou de falar imediatamente e o diretor atravessou o estúdio, em direção à câmera um. Ele tinha um fone de ouvido que o conectava com a sala de controle.
— Dê um close maior em Russ — disse ele no bocal do aparelho e um dos funcionários logo se apressou em ajustar o zoom de sua câmera.
— Como é que foi de viagem?
Jade Sweet virou-se para responder ao companheiro Russ Gordon. Ela passara dois dias fora, entrevistando políticos sobre o separatismo ocidental, e agora estava exausta. Suspirou alto e resistiu ao impulso de passar a mão na testa.
Há muito tempo que Jade adquirira o controle automático que as personalidades da televisão possuem a fim de não estragar a maquilagem e o cabelo. Mas, quando estava muito cansada, tal controle falhava e ela acabava se comportando como uma novata, tendo que se policiar a todo instante para manter as mãos paradas. Nesses momentos, Jade Sweet nem parecia uma repórter experiente, com uma bagagem de seis anos em tele-jornalismo.
— Exaustiva, acredite, Russ.
Aquilo também era algo muito estranho. Porque Jade Sweet possuía uma energia surpreendente. Ela nunca se cansava. Pelo menos, nunca admitia. Mas a viagem que fizera a deixara num tal estado de nervos que se sentia como se fosse explodir a qualquer momento.
Não explodira, é claro. Ela seguira em frente, encontrando forças sabe Deus onde, fazendo entrevistas e tomando aviões nas horas mais impróprias possíveis. E, durante o tempo todo, no fundo de sua mente, o medo, o pavor constante que a devorava por dentro como um ácido, era um catalizador para a dor que a corroia.
— Estúdio, atenção! Dez...
Ao ouvirem essas palavras, Jade e Russ se ajeitaram na cadeira e olharam para a câmera dois.
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