Rostos colados, eles se embalam ao ritmo sensual da música da vitrola.
Sabrina geme de surpresa e prazer quando Brad abre-lhe o zíper do vestido e o deixa cair no chão.
Dominada pelo desejo ela o ajuda a tirar a camisa, seus dedos tremendo ao sentir a pele bronzeada do peito musculoso.
Por que o deixou entrar em seu apartamento?
Agora, Sabrina sabe que vai ser impossível convencer Brad de que ela não é uma mulher fácil!
Capítulo Um
— Não estou brincando. Esse homem me odeia! — anunciou Sabrina Stewart ao chefe. — Se Brad Romanovski descobrir que trabalho para a sua produtora de vídeos, ele jamais fechará um contrato com você! Acredite, sou a pessoa menos indicada para essa tarefa.
Consciente do olhar de perplexidade que Eliot Wainscott lhe dirigia, Sabrina fez uma pausa.
Nem uma vez sequer, nos poucos meses que vinha trabalhando para ele em Newport, ela demonstrara a mínima tendência ao exagero ou à agitação. Ao contrário, orgulhava-se por conseguir manter-se calma, racional e controlada em quaisquer circunstâncias.
No entanto, a possibilidade de executar um serviço para Brad Romanovski já era o suficiente para causar-lhe verdadeiro pânico.
— Nunca a vi assim tão perturbada — observou Eliot. — Será que não está fazendo tempestade em copo d'água?
— Acha mesmo que sou do tipo que entra em pânico à toa?
— Pelo contrário. Nada parece intimidar você.
— Então, confie em mim — pediu Sabrina. Embora não menos veemente, sua voz soou mais controlada. — Isso não daria certo. Pelo bem da produtora, designe outra pessoa para o serviço. — O fato de conhecer Eliot havia anos deixava-a mais à vontade para usar de extrema franqueza. Tratava-se de um homem bom e íntegro e não desejava colocar a ele ou à Produtora Memories em má situação.
— O que a faz pensar que Romanovski a odeia?
— Desentendimentos do passado.
— Eu não imaginava que vocês tivessem um passado em comum — comentou Eliot.
— E não temos. Não necessariamente — explicou ela. — Na verdade, trata-se de uma aversão mútua que data dos tempos da nossa adolescência. Todos os meus verões, no período dos quinze aos vinte anos, foram infernizados por Brad Romanovski. Ele adorava me humilhar em público. Costumava me chamar de “menina de ouro” e zombava de mim... do modo como eu andava, do meu sotaque de Boston. Ele sempre estava por perto, mas não se aproximava muito; só ficava rindo e debochando.
— Parece que ele gostava de você.
Por um instante Sabrina observou o chefe como se ele tivesse enlouquecido.
— De jeito nenhum!

