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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Série Nightwalkers

ROMANCE SOBRENATURAL
4- DAMIEN


Desde o inicio dos tempos existem os Nightwalkers

Seres noturnos que vivem nas sombras.
Um dos mais poderosos deles é Damien, o príncipe dos vampiros.
Mas uma mulher o tentará com um desejo mais forte de tudo que ele conhece, e juntos, eles enfrentarão um inimigo atemorizante e implacável...
Como príncipe dos vampiros, Damien já experimentou todos os prazeres possíveis.
Cansado de aventuras, ele agora concentra suas energias em proteger seus semelhantes.
A guerra entre humanos e Nghtwalkerers avança, e quando o inimigo rapta Syreena, a princesa Licantropo, Damien audaciosamente vai atrás e consegue resgatá-la, mas não está preparado para o desejo que aquela mulher lhe desperta!
Dotada de raras capacidades, Syreena cresceu confinada, proibida de fazer contato com outras pessoas, porém a atração que Damien sente por ela é imediata e impossível de resistir.
No entanto, o desejo por Syreena pode ter repercussões desastrosas para um homem como Damien, e deixar seus inimigos ainda mais perigosos que antes...

Prólgo

Inglaterra, 1562
Elizabeth riu alto, e o som ecoou pelo salão de baile, ape­sar de seu estado ofegante. Pressionava com uma das mãos um lado da cintura, justamente onde o corpete cos­tumava reduzir sua capacidade respiratória. Porém, só os mais íntimos saberiam desse detalhe.
Para todos na corte, a jovem rainha Bess apenas adotava uma postura elegante ao dançar.
Seu parceiro era implacável, conduzindo-a giro após giro pelos complexos passos da coreografia.
Havia poucas pessoas na corte da rainha Elizabeth cuja paixão e energia para a dança se equiparavam à da monarca.
Aparentemente, o prín­cipe romeno com quem Bess dançava não só conseguia acom­panhá-la, como a levava ao limite de sua energia.
Robert Dudley, o conde de Leicester, assistia à cena com um olhar sombrio, cobiçoso, e um tique leve, mas revelador, em sua mandíbula.
Lorde Burghley não resistiu à oportuni­dade de provocar o negligenciado favorito da rainha.
— Dudley, parece que nossa Bess está muito impressio­nada com o príncipe Damien. Não me lembro de ter visto nossa rainha travar amizade tão rapidamente com outro dignitário visitante antes.
Dudley não respondeu de imediato. Era forçado a ver pretendentes de vários países cortejando sua Bess, mas esse príncipe romeno teria o mesmo sucesso de seus antecessores, se pretendia propor casamento à notoriamente caprichosa rainha da Inglaterra.
O coração dela é meu, pensou com ardor.
Mesmo que Cecil organizasse uma parada de belos dignitários interessados em
desposá-la, Bess nunca trairia seu coração... ou o dele.
Damien finalmente se curvou para a rainha ao final da dança.
—Você me superou esta noite — a soberana declarou ofegante, deixando-se levar de volta ao trono.
— Como apren­deu a dançar nossas danças mais modernas com tanta ener­gia e habilidade?
O príncipe cocou a barba como se considerasse a questão.
— Acho que me empenhei muito. Ouvi dizer que a me­lhor maneira de atrair a atenção da soberana inglesa é pela dança. — Ele emitiu um suspiro dramático.
— E agora que revelei meu ardil, suspeito de que vai me mandar embora e me proibir de voltar a pisar em sua bela pátria. — Tudo depende de seus motivos para tentar atrair mi­nha atenção.— Posso inventar um motivo oculto e diabólico, se assim o desejar. Caso contrário, terei de confessar que fui impeli­do por pura curiosidade.
Elizabeth inclinou a cabeça para trás e riu. Seu charme e seu humor franco causavam escândalo na corte inglesa, mas era evidente que o príncipe não se incomodava.
Ela gos­tava disso.
Ficara encantada com Damien desde o momento em que ele a cumprimentara quatro dias atrás.
O príncipe se apresentara com a irreverente observação de que não es­tava ali para cortejá-la ou impressioná-la, que ela não devia esperar nenhuma proposta de casamento, porque ele sabia que ela era boa demais para ele e estaria muito melhor sem sua inoportuna presença.
Havia sido uma forma única de quebrar o gelo, que a tranqüilizara em relação às suas intenções, e desde então eles estavam sempre juntos.
Elizabeth via em Damien um igual, talvez um possível confidente capaz de entender sua posição única no mecanismo mundial.
— Caminhe comigo, Damien — ela convidou, levantando-se do trono com a energia renovada.
Conduziu-o aos recônditos do grande palácio de Londres.
Estavam sendo seguidos, é claro, pelas damas de compa­nhia da rainha, mas os dois soberanos ignoraram a presen­ça do grupo.
— Gracejos à parte, Damien, qual é seu verdadeiro pro­pósito aqui?
— Não tenho um propósito. Estou simplesmente viajan­do e conhecendo o mundo.
— E seu povo? Seu país? Não precisam de seu príncipe?

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Série Nightwalkers
1- Jacob
2- Gideon
3- Elijah

4- Damiem
5- Noah