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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Daire

ROMANCE SOBRENATURAL 
Série Instinto Selvagem
Daire, macho poderoso que sempre rejeitou as regras rigorosas da sociedade dos homens lobo, resignou-se a não encontrar uma companheira.

Quando se une a uma missão de resgate das mais incomuns, descobre Teri, a mulher que pode fazê-lo realizar-se.Mas ganhar Teri não vai ser fácil, antes terá que desprender-se da besta que há dentro dele.
Curran, homem protetor, descarado e caçador. Seu trabalho é simples: tem que encontrar a mulher lobo fugitiva e devolvê-la aonde pertencia.
Caçar sua presa nunca foi um problema para ele, embora agora enfrente Rachel, uma mulher cheia de segredos.
Encontrá-la será difícil e fará que suas vidas corram perigo, mas uma vez que o faça, nunca a deixará partir...

Capítulo Um

Morrer não era uma das possibilidades.
Daire estava disposto a dar quase tudo que ela pedisse, mas isso não. A ira o atravessou com um rugido com a mera ideia.
Já velho, com mais tempo para trás que para frente, tinha descartado fazia tempo a esperança de ter uma fêmea, mas agora, havia uma em sua vida.
Maltratada, aterrorizada e deprimida, Teri podia odiar sua imagem e tudo o que representava, mas, merda, ia sobreviver. Com um longo passo, cobriu a distância que separava o alpendre da escada. Sua mão tocou a maçaneta da porta que girou sob seus dedos.
A porta se abriu. Sarah Anne estava de pé do outro lado.
Atrás dela, estava Garret, como sempre, com os ombros dispostos a respaldar o desafio presente nos olhos de Sarah Anne.
—Ela não quer ver você.
Daire apertou os punhos contra a necessidade de rugir.
—Está entre minha fêmea e eu.Ela jogou a cabeça para um lado. Apesar do arranque de apreensão que teve, não se moveu. —Acaso tenho cara de que isso me preocupe? Ela não, mas Garret sim tinha cara de preocupação.
—Deveria.
—Por quê? —Sarah Anne quadrou os ombros. Garret deu um passo para frente. — O que vai fazer comigo?
O instinto ordenava que ele fizesse o que fosse preciso, mas Sarah Anne era uma mulher e estava sob sua proteção. E Garret, caramba, gostava do cachorrinho.
Pôr a mão em cima de Sarah faria que o outro Protetor atacasse e, matar Garret, iria pesar muito sobre sua consciência. Assim... Suspirou e cruzou os braços.
—Você pode me contar o que a preocupa.
Sarah mordeu os lábios e soltou o fôlego com força, mas não questionou aquela permissão, o que foi muito bom.
Ouvia Teri que estava lá encima. Estava chorando.
Cada soluço sufocado deixa Daire fora de seu juízo, o despedaçava, fazendo que não o interessassem as preocupações de Sarah, as noções que Teri tinha sobre quais eram suas necessidades.
A única coisa que importava era o que ele queria. Que Teri ficasse bem e fosse feliz. Embora, para isso, ele tivesse que estar a quilômetros de distância.
—E então? Sarah afastou a franja da testa com um sopro.
—Deixe de me apressar.
Estou tentando encontrar as palavras adequadas.
Daire trocou um olhar com Garret por cima dos ombros dela.
—Deveria ensinar a ela a ter mais respeito.



Antologia Wild - Instinto Selvagem
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Antologia Wild 4 a 6 -  Garret
Antologia Wild 05 - Instinto Selvagem - Daire