
Um amor sem promessas à espera de um amanhã!
Laurie acompanhava as imagens pela TV, inquieta.
Ali, cercado pelas câmeras e microfones, Curtis Fenton era entrevistado ao voltar de uma de suas perigosas reportagens.
Não se viam há meses, mas Laurie guardava nos lábios o gosto dos beijos dele e, na memória, suas mais loucas promessas.
"E agora, Sr. Fenton, qual sua próxima aventura?"
Ele respondeu: "Casar com a mulher que amo!" Laurie aproximou-se do aparelho, surpresa, mas recuou, perplexa, quando viu na tela Fenton abraçar uma desconhecida...
Capítulo Um
Anne Keen entrou no escritório de Laurie e, antes de dirigir-se à filha, observou por alguns instantes a desordem do local. Por todos os lados espalhavam-se dezenas de pincéis, espátulas, esboços de desenhos e latas de tintas, das mais variadas cores e tipos.
— Olhe só como está isso! — exclamou mal-humorada. — Pedaços de gesso, serragem, manchas de tinta! Como vou conseguir limpar essa sua roupa?
— É apenas o macacão com o qual trabalho — Laurie observou, já prevendo a cena seguinte. Ouvira a mesma ladainha centenas de vezes e quase já a sabia de cor.
— Seu pai nunca deveria tê-la encorajado — Anne continuou. — Havia tantas outras coisas que uma garota como você poderia ter feito. É inteligente, bonita... Mas especializar-se em construções? Como pôde fazer essa escolha? Não me importo em ter uma filha talentosa, mas não quero que fique musculosa como um homem.— Mamãe! Seja razoável! — Apesar de sorrir, o coração de Laurie despedaçava-se diante dos comentários da mãe. — Eu trabalho dando forma a idéias tão bonitas e contribuo para que a beleza delas se torne visível para todos. E assumo todos os riscos. A sujeira, o esforço físico... Ah, isso não é nada!
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