Laura Connell se debate, empurra o peito de Garret O’Keefe, mas as reações de seu corpo a traem.
A razão lhe diz para afastar-se dali e esquecer que um dia conheceu esse homem. Porém, seus instintos imploram para que ele a abrace e a ame com paixão.
Milionário, excêntrico, Garret age como um pirata, tomando tudo que deseja e descartando o que já não o satisfaz. Laura sempre soube disso, mas não foi capaz de resistir a seu charme e sedução.
Milionário, excêntrico, Garret age como um pirata, tomando tudo que deseja e descartando o que já não o satisfaz. Laura sempre soube disso, mas não foi capaz de resistir a seu charme e sedução.
E agora, grávida e apaixonada, teme o momento de vê-lo partir.
Capítulo Um
Os problemas eram sérios. Na pressa de se afastar de Miami, ele avançava rapidamente pelo mar. Agora, como recompensa, enfrentava uma inesperada tempestade que ameaçava destruir seu barco. O pequeno Thetis seguia descontrolado, impelido pela força do vendaval. Um sentimento sombrio e opressivo instalou-se em seu peito e, em meio à aflição, ele lutava para impedir que o barco naufragasse. Gostaria de ser capaz de desabafar, gritando, blasfemando ou mesmo rezando. Mas aquele momento exigia muito trabalho e concentração.
Não sabia nem sequer onde estava; havia muito tempo não checava a bússola ou o mapa. Apenas sabia que estava em algum ponto entre as ilhas Bahamas e Abaco. Mas isso era muito vago e pouco animador. Imprevistos desagradáveis, como recifes e bancos de areia, poderiam com facilidade surpreender um marinheiro ignorante ou desavisado. Como ele, o chamado Homem de Ouro com o toque de Midas, se safaria daquela situação?
Não devia ter se lançado com tanta pressa ao mar. No entanto, esta recomendação, agora, de nada lhe servia. O excesso sempre fora seu grande problema. Trabalhava demais e também se divertia demais e, havia alguns dias, quando percebera que estava cansado das salas de reuniões e das alcovas, embarcara no Thetis em Miami e navegara sem parar para se ver longe de tudo aquilo.
Quanta ingenuidade! E não foram poucas as vezes que o advertiram de que teria de pagar pela sua falta de sensatez! Sempre dera boas gargalhadas desses avisos, agora, porém, nem mesmo sorria. Perguntava-se se já havia enfrentado outras tempestades como aquela. Era muito provável que sim, mas nunca num barco tão pequeno.
De repente, uma gigantesca onda surgiu a sua frente como uma montanha negra, e o Thetis, valentemente, ergueu-se tentando escalá-la até a crista. Mas não era um grande adversário, e seu porte o deixava em desvantagem. Impelido pela força descomunal, o barco rodopiou diversas vezes para, então, se deixar cair.
Ele sentiu o estômago revirar e praguejou. Mas suas palavras foram abafadas pelo barulho do vento. Sem equilíbrio, foi lançado sobre o leme, e o forte impacto contra a madeira maciça o fez gritar de dor.
Antes que pudesse se recuperar, uma nova onda atingiu o barco, deixando-o completamente sem controle. Ele tentou, em vão, segurar o leme que, rodopiando desgovernado, acabou por machucar-lhe a mão. Sem que pudesse se segurar, foi arremessado sobre o chão e uma violenta pancada atingiu-lhe a espinha. Então, ouviu um barulho que o deixou gelado: estava sobre um banco de areia!
— Não! — ele gritou, tentando alcançar o leme outra vez. Mas era muito tarde. O barco fora duramente atingido e se encontrava avariado.
A intensidade da colisão o lançou ao mar junto com todos os objetos que não estavam presos à embarcação. Assim que caiu na água, sentiu que o colete salva-vidas, que nem mesmo tivera tempo de fechar, escorregava de seu corpo. O ranger torturante do navio que se partia juntou-se ao som assustador da tempestade. Tudo o que podia fazer era se afastar o mais rápido possível da área e, se não o fizesse, seria morto pelos destroços que se agitavam incertos pelo mar.
Ele nadou usando um braço apenas, enquanto com o outro segurava o colete, batendo os pés com fúria, tentando em meio ao pânico encontrar uma saída. Lutava para não engolir a água salgada e escapar às enormes ondas que pareciam dispostas a tragá-lo.
Felizmente não estava em águas geladas, mas isso era quase nada diante da confusão em que se metera. Não conseguia divisar nenhum sinal de terra ou de outro barco. Chovia torrencialmente e as ondas eram muito altas. Em poucos segundos perdeu o Thetis de vista. Jamais acreditaria que pudesse afundar tão rápido.
Então, era assim? Seria dessa forma que tudo iria acabar?

Capítulo Um
Os problemas eram sérios. Na pressa de se afastar de Miami, ele avançava rapidamente pelo mar. Agora, como recompensa, enfrentava uma inesperada tempestade que ameaçava destruir seu barco. O pequeno Thetis seguia descontrolado, impelido pela força do vendaval. Um sentimento sombrio e opressivo instalou-se em seu peito e, em meio à aflição, ele lutava para impedir que o barco naufragasse. Gostaria de ser capaz de desabafar, gritando, blasfemando ou mesmo rezando. Mas aquele momento exigia muito trabalho e concentração.
Não sabia nem sequer onde estava; havia muito tempo não checava a bússola ou o mapa. Apenas sabia que estava em algum ponto entre as ilhas Bahamas e Abaco. Mas isso era muito vago e pouco animador. Imprevistos desagradáveis, como recifes e bancos de areia, poderiam com facilidade surpreender um marinheiro ignorante ou desavisado. Como ele, o chamado Homem de Ouro com o toque de Midas, se safaria daquela situação?
Não devia ter se lançado com tanta pressa ao mar. No entanto, esta recomendação, agora, de nada lhe servia. O excesso sempre fora seu grande problema. Trabalhava demais e também se divertia demais e, havia alguns dias, quando percebera que estava cansado das salas de reuniões e das alcovas, embarcara no Thetis em Miami e navegara sem parar para se ver longe de tudo aquilo.
Quanta ingenuidade! E não foram poucas as vezes que o advertiram de que teria de pagar pela sua falta de sensatez! Sempre dera boas gargalhadas desses avisos, agora, porém, nem mesmo sorria. Perguntava-se se já havia enfrentado outras tempestades como aquela. Era muito provável que sim, mas nunca num barco tão pequeno.
De repente, uma gigantesca onda surgiu a sua frente como uma montanha negra, e o Thetis, valentemente, ergueu-se tentando escalá-la até a crista. Mas não era um grande adversário, e seu porte o deixava em desvantagem. Impelido pela força descomunal, o barco rodopiou diversas vezes para, então, se deixar cair.
Ele sentiu o estômago revirar e praguejou. Mas suas palavras foram abafadas pelo barulho do vento. Sem equilíbrio, foi lançado sobre o leme, e o forte impacto contra a madeira maciça o fez gritar de dor.
Antes que pudesse se recuperar, uma nova onda atingiu o barco, deixando-o completamente sem controle. Ele tentou, em vão, segurar o leme que, rodopiando desgovernado, acabou por machucar-lhe a mão. Sem que pudesse se segurar, foi arremessado sobre o chão e uma violenta pancada atingiu-lhe a espinha. Então, ouviu um barulho que o deixou gelado: estava sobre um banco de areia!
— Não! — ele gritou, tentando alcançar o leme outra vez. Mas era muito tarde. O barco fora duramente atingido e se encontrava avariado.
A intensidade da colisão o lançou ao mar junto com todos os objetos que não estavam presos à embarcação. Assim que caiu na água, sentiu que o colete salva-vidas, que nem mesmo tivera tempo de fechar, escorregava de seu corpo. O ranger torturante do navio que se partia juntou-se ao som assustador da tempestade. Tudo o que podia fazer era se afastar o mais rápido possível da área e, se não o fizesse, seria morto pelos destroços que se agitavam incertos pelo mar.
Ele nadou usando um braço apenas, enquanto com o outro segurava o colete, batendo os pés com fúria, tentando em meio ao pânico encontrar uma saída. Lutava para não engolir a água salgada e escapar às enormes ondas que pareciam dispostas a tragá-lo.
Felizmente não estava em águas geladas, mas isso era quase nada diante da confusão em que se metera. Não conseguia divisar nenhum sinal de terra ou de outro barco. Chovia torrencialmente e as ondas eram muito altas. Em poucos segundos perdeu o Thetis de vista. Jamais acreditaria que pudesse afundar tão rápido.
Então, era assim? Seria dessa forma que tudo iria acabar?

