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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Corrida Contra O Destino

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Longas noites de paixão e perigo... 


Catherine Cameron sabe que esse homem é perigoso. 
Mas vê algo mais além de perigo nos olhos do fugitivo que, noite após noite, vem para o solitário chalé na montanha.

Ela enxerga qualidades ocultas nesse misterioso desconhecido que a presenteia com flores silvestres para agradecê-la pela ajuda e a faz sonhar com o amor... 
Race Barkley, tentando escapar de um assassino impiedoso e das sombras de seu próprio passado, não pode acreditar no amor, ou mesmo no amanhã. 
No entanto, essa maravilhosa mulher o faz pressentir que talvez, apenas talvez, possa existir um futuro para ele. Mas só se conseguir sobreviver ao presente! 


Capítulo Um 


― Deveriam atirar nele quando o apanhassem. ― Não, isso seria muito pouco. Deveriam enforcá-lo, isso sim! Catherine Cameron relanceou o velho casal com ar de dúvida. 
Não sabia se ria ou se os levava a sério. 
Os Porter, proprietários do mercado Lakeview, eram conhecidos por sua complacência. 
No entanto, agora falavam com uma determinação desarmante. 
— Mas condená-lo à morte não seria um pouco exagerado? — Catherine arriscou. — Afinal, tudo o que ele fez foi roubar algumas latas de comida... 
— Claro — interveio Hank Brodie, que estava experimentando um par de botas na seção de calçados. 
— Só que ele invadiu metade dos chalés da região oeste. Nem tanto, Catherine pensou. 
A interferência de Hank não a surpreendia nem um pouco. 
O mercado Lakeview era um ponto de encontro dos moradores das redondezas, e todas as conversas que se desenrolavam ali eram de domínio público. 
De resto, não era sempre que havia novidades naquela pequena localidade montanhosa da Califórnia. 
— Ora, o sujeito nunca roubou nada além de comida ela objetou. — Poderia ter levado todo o equipamento de vídeo dos Simpsons, por exemplo, mas contentou-se com meia dúzia de latas de feijões. 
— Você tem coração muito mole — Jack Porter replicou com secura. — Como seu pai — completou a esposa dele. A mulher calou-se de súbito e cobriu a boca com uma das mãos. 
— Oh, sinto muito, Cathy. Não devia ter tocado no assunto. Me desculpe, não falei por mal. 
— Tudo bem, Olívia. Ah, antes que eu me esqueça, vou querer também um pote de mel. 
— Claro, claro 
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