Mostrando postagens com marcador Corra com a Lua. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Corra com a Lua. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Série Os Filhos da Lua

SOBRENATURAL

00- CORRA COM A LUA




















Terras Altas Escocesas... Solo de Caça Sinclair
Começo da Idade Média

Capítulo Um

A loba ergueu sua cabeça em direção à lua e uivou com prazer.
A liberdade fluía por ela em onda após onda de prazer.
Era a primeira vez em sua vida que ela tinha sido permitida a correr sozinha durante uma lua cheia.
Ela mal podia acreditar que seu laird ou seu irmão tinham dado sua aprovação para ela fazer isso, mas ao menos um tinha, se não o outro.
E ela estava muito contente.
Ela ainda não estava pronta para acasalar, mas se ela tivesse ficado com seu bando durante aquela corrida, ela teria acasalado.
Ela estava no cio, estava na idade... alguns diziam que já havia passado... e a natureza da sua besta teria exigido uma união física.
Os machos livres de seu bando teriam lutado um com o outro pelo direito de unir-se a ela e a sua loba teria se submetido ao antigo ritual.
Mas a mulher humana dentro do corpo da loba não queria nenhum dos machos do seu bando.
Nem mesmo seu líder. O que havia sido seu verdadeiro problema.
Não meramente porque ela estivesse assustada de acasalar pela primeira vez como loba, mas porque ninguém do seu bando a atraía como um potencial marido ou amante temporário.
Nem mesmo a fim de obter o controle da sua mudança.
Ela achava que era melhor correr com a lua como loba do que emparelhar-se com um homem que não exercia atração sobre ela.
Extremamente tímida para compartilhar tal opinião com seu irmão, ela tinha se afligido sozinha até que não teve escolha a não ser falar com alguém.
E agora ela estava aqui, contente que tivesse superado a reticência natural de sua natureza... porque ela tinha liberdade e isso era maravilhoso.
Ela não tinha desejo de ficar longe por mais de uma noite... ela amava seu clã e seu bando.
Mas por esta noite, quando a lua ditasse sua mudança e a natureza da sua besta ditasse que ela estava fisicamente pronta para algo que ela não tinha se preparado mentalmente, este pequeno gosto de liberdade era mais doce que qualquer coisa que ela conhecia.
A alegria de evitar o destino ditado por sua besta jorrou em seu interior e ela riu, o som vindo à tona por meio de felizes latidos.
Ela estava correndo pela margem da água que separava a ilha do seu clã daquele, imergindo nas ondas agitadas e correndo de volta da praia em uma brincadeira que ela costumava brincar quando um atrativo aroma veio até ela com o vento.
Ela parou e farejou.
Ela nunca tinha sentido um cheiro como aquele antes.
Ele a cativou.
Seu corpo se agitou com novos sentimentos que ela não reconhecia.
Ela quis correr e quis ficar parada exatamente onde estava.
Quis uivar para a lua de alegria... e de medo.
Por vários segundos, ela não fez nada, apenas cheirou o vento.
A intrigante fragrância vinha detrás do seu lado esquerdo junto com outros cheiros que não lhe eram familiares.
Ela virou-se devagar, sua boa visão distinguindo as árvores da floresta que acabavam bem antes da praia.
Ela ouviu um movimento...






1- LUA QUE DESPERTA



Prólogo

Milênios atrás, Deus criou uma raça de pessoas tão ferozes que até suas mulheres eram temidas em batalha.

Essas pessoas eram guerreiras em todos os sentidos, recusando-se a submeter-se ao domínio de qualquer um que não fosse um dos seus…
sem importar o tamanho das tropas enviadas para subjugá-los.
Seus inimigos diziam que eles lutavam como animais. Seus inimigos vencidos nada diziam, pois estavam mortos.
Eles eram considerados um povo primitivo e bárbaro porque desfiguravam suas peles com tatuagens em tinta azul.
Os desenhos eram normalmente simples.
Uma única besta era pintada em um contorno simples, embora alguns membros do clã tivessem mais marcas que rivalizavam com os celtas pela complexidade artística. Estes eram os líderes dos clãs, e seus inimigos nunca eram capazes de descobrir o significado de quaisquer das tatuagens azuis.
Alguns supunham que elas eram símbolos de sua natureza bélica e nisso estavam parcialmente certos.
Pois as bestas representavam uma parte deles mesmos que esse violento e independente povo mantinha em segredo frente à dor da morte.
Era um segredo que eles guardavam por séculos de sua existência, na época em que a maioria migrou através da paisagem européia para se estabelecer no inóspito norte da Escócia.
Seus inimigos romanos os chamavam de Picts, um nome aceito pelos outros povos de sua região e de regiões ao sul… Eles chamavam a si mesmos de Chrechte.

Nota:Romance levemente sobrenatural,que costumo publicar no
outro blog,mas como é narrado na antiga e minha adorada Escócia eis aqui...

Capítulo Um

— E então o lobisomem levou a moça e nada mais foi ouvido de nenhum dos dois novamente. — Os tons sepulcrais de Joan se desbotaram quando as sombras escuras na cozinha se estenderam para cobrir as duas jovens a ouvir tão avidamente cada palavra sua.
Emily Hamilton tentou imaginar ser carregada para dentro da selva por um lobisomem, ou ser carregada para qualquer lugar longe daquilo que importava, mas não conseguia. Ela tinha dezenove anos, bem acima da idade em que a maioria das mulheres eram desposadas, ou até doadas para um convento.
Ela passaria a vida como serva de sua madrasta.
Ela suspirou. Nem mesmo um lobisomem arriscaria a ira de Sybil para raptar Emily.
— Existem lobisomens de verdade nos Highlands ? — Sua meia-irmã mais nova, Abigail, perguntou em um cuidadoso Galês.
Joan sacudiu a cabeça, nenhum fio do seu cabelo grisalho se espreitando para fora da touca de governanta que ela usava. — Não, jovem. Entretanto, se alguma vez houvesse um lugar onde tais monstros poderiam prosperar, seria naquela dura e montanhosa terra.
— Eu pensei que você tinha dito que o Highlands era lindo. — Emily inseriu, seu próprio Galês mais natural que o de Abigail.
Mas isso dificilmente seria uma surpresa.
A maneira de sua irmã mais nova falar era resultado da tenacidade de Abigail. Quando a febre quase levou sua vida três anos antes, levou sua audição. Também destruiu o que havia de harmonia familiar na casa de Emily.
A surdez era considerada um sinal de mau agouro por alguns e uma maldição pela maioria.
Sybil deixou claro que ela teria preferido que a filha tivesse morrido em vez de ficar tão aflita. E
m uma noite, Abigail tinha deixado de ser um recurso com o qual sua madrasta contava para promover seu próprio lugar no mundo e passou a ser um problema que era melhor ser evitado.
Foi abandonada para Emily a tarefa de persuadir sua meia-irmã mais nova de volta à saúde e a viver dentro da rotina familiar novamente.
Como resultado do medo de que Abigail fosse rejeitada pelo resto das pessoas como tinha sido por sua própria mãe, Emily fez o seu melhor para esconder a aflição da sua irmã.
A menina mais nova ajudou, trabalhando duro para aprender a ler lábios e continuar a falar como se ouvisse as vozes ao seu redor.
Até agora, a farsa teve sucesso. Poucas pessoas dentre os criados sabiam da inabilidade de ouvir da jovem de quinze anos.
— É um lindo lugar, pelo que a minha mãe sempre me disse… mas uma terra mais difícil de viver. Oh… os clãs são tão selvagens, até as mulheres sabem lutar. Emily pensou que soava como um lugar mágico.






Série Os filhos da lua
00- Corra com a lua
1- Lua que desperta
2- O desejo da lua
3- Lua Ardente