Quando Amy conheceu Matt, não hesitou em lhe dar seu amor,
sua confiança, seu corpo. Ele era o homem mais atraente e gentil que já vira, e sabia como despertar seu desejo. Por isso, ela se entregou àquelas mãos de escultor, esquecendo seus pudores.
Passou com ele uma semana de sonhos em Creta, amando e sendo amada. Até descobrir que Matt era casado! Com o coração partido, Amy se refugiou na Cornualha. A paisagem calma do campo foi um bálsamo para sua alma atormentada.
Mas agora Matt estava de volta, e ela descobriu que ainda o amava. Descobriu também que o fogo que ardia entre eles continuava aceso. Mas Amy jamais seria sua amante...
sua confiança, seu corpo. Ele era o homem mais atraente e gentil que já vira, e sabia como despertar seu desejo. Por isso, ela se entregou àquelas mãos de escultor, esquecendo seus pudores.
Passou com ele uma semana de sonhos em Creta, amando e sendo amada. Até descobrir que Matt era casado! Com o coração partido, Amy se refugiou na Cornualha. A paisagem calma do campo foi um bálsamo para sua alma atormentada.
Mas agora Matt estava de volta, e ela descobriu que ainda o amava. Descobriu também que o fogo que ardia entre eles continuava aceso. Mas Amy jamais seria sua amante...
Capítulo Um
Amy Lawrence saiu para o sol brilhante de verão, fechando atrás de si a porta pintada de vermelho. Respirou profundamente, aspirando o ar quente e perfumado do jardim selvagem.
Amava aquele jardim desde a infância.
Sempre tinha visitado seus avós no verão, quando criança, e passava os longos dias ensolarados brincando na grama cor de esmeralda, extasiada com a atividade incessante das borboletas e outros insetos coloridos. Sorrindo consigo mesma pelas lembranças gostosas. Amy se dirigia para a vila.
Constatou o quanto era feliz ali, morando com seu avô; a vida transcorria pacífica e feliz, sem grandes problemas. Nunca, nunca mais complicaria sua vida, pensou, enquanto afastava uma mecha de cabelos negros dos olhos. Uma hora mais tarde, depois de ter enchido a cesta de palha com as compras, e de um bate-papo agradável com os conhecidos da vila, lembrou que tinha que passar na farmácia para pegar um remédio para o avô.
Na porta, um homem alto bloqueava a entrada. Quando Amy ergueu os olhos para pedir passagem, seu coração parou de repente, o ar lhe faltou e ela não conseguiu respirar. Por longos instantes ficou contemplando aquele rosto, até que ele quebrou o silêncio.
— Como vai, Amy?
— Matt... — ela sussurrou, incrédula. Amy tremia dos pés à cabeça, inconsciente dos olhares curiosos que observavam os dois. Seus pensamentos estavam num caos total. Os olhos turvos e enigmáticos de Matt a mediam de cima a baixo, percorrendo o corpo esguio que se escondia sob um simples vestido de algodão azul.
Ele apertou os olhos criticamente ao voltar para o rosto dela. Amy ergueu a cabeça e empinou o nariz, lançando-lhe um olhar desdenhoso e indiferente. Não seja estúpida, ela se repreendeu severamente, Matt Cavanagh não representa mais nada para você depois de todos estes anos. Nada. Por isso não lhe dê nenhuma satisfação demonstrando fraqueza. Mas ela precisou reunir todas as forças que tinha para não sair correndo pelas ruas como uma criança assustada.
— Vou bem, obrigada. E você? Matt não respondeu por intermináveis segundos. Seus olhos estavam cheios de sarcasmo. Ele a pegou pelo braço e a conduziu para a rua, e o toque de seus dedos enviavam labaredas de fogo ao corpo de Amy.
Seu coração batia desesperadamente, coisa que a deixou mais zangada ainda. Era inacreditável que eles tivessem se encontrado por acaso depois de todos aqueles anos, e ela estava temerosa e desconfiada.
— O que está fazendo aqui? — deixou escapar, num tom desafiador.
— Como me encontrou? O sarcasmo deixou os olhos de Matt, e foi substituído por uma expressão de raiva. Amy se encolheu. Depois, o olhar dele se tornou totalmente inexpressivo.
— Pode ficar certa de que a minha presença aqui não tem nada a ver com você, minha cara. — Ele acendeu um cigarro, tragando profundamente.
Amy observava seus movimentos distraidamente, percebendo, com tristeza, que jamais tinha se esquecido de sua graça felina, de seus gestos macios.
Sempre tinha visitado seus avós no verão, quando criança, e passava os longos dias ensolarados brincando na grama cor de esmeralda, extasiada com a atividade incessante das borboletas e outros insetos coloridos. Sorrindo consigo mesma pelas lembranças gostosas. Amy se dirigia para a vila.
Constatou o quanto era feliz ali, morando com seu avô; a vida transcorria pacífica e feliz, sem grandes problemas. Nunca, nunca mais complicaria sua vida, pensou, enquanto afastava uma mecha de cabelos negros dos olhos. Uma hora mais tarde, depois de ter enchido a cesta de palha com as compras, e de um bate-papo agradável com os conhecidos da vila, lembrou que tinha que passar na farmácia para pegar um remédio para o avô.
Na porta, um homem alto bloqueava a entrada. Quando Amy ergueu os olhos para pedir passagem, seu coração parou de repente, o ar lhe faltou e ela não conseguiu respirar. Por longos instantes ficou contemplando aquele rosto, até que ele quebrou o silêncio.
— Como vai, Amy?
— Matt... — ela sussurrou, incrédula. Amy tremia dos pés à cabeça, inconsciente dos olhares curiosos que observavam os dois. Seus pensamentos estavam num caos total. Os olhos turvos e enigmáticos de Matt a mediam de cima a baixo, percorrendo o corpo esguio que se escondia sob um simples vestido de algodão azul.
Ele apertou os olhos criticamente ao voltar para o rosto dela. Amy ergueu a cabeça e empinou o nariz, lançando-lhe um olhar desdenhoso e indiferente. Não seja estúpida, ela se repreendeu severamente, Matt Cavanagh não representa mais nada para você depois de todos estes anos. Nada. Por isso não lhe dê nenhuma satisfação demonstrando fraqueza. Mas ela precisou reunir todas as forças que tinha para não sair correndo pelas ruas como uma criança assustada.
— Vou bem, obrigada. E você? Matt não respondeu por intermináveis segundos. Seus olhos estavam cheios de sarcasmo. Ele a pegou pelo braço e a conduziu para a rua, e o toque de seus dedos enviavam labaredas de fogo ao corpo de Amy.
Seu coração batia desesperadamente, coisa que a deixou mais zangada ainda. Era inacreditável que eles tivessem se encontrado por acaso depois de todos aqueles anos, e ela estava temerosa e desconfiada.
— O que está fazendo aqui? — deixou escapar, num tom desafiador.
— Como me encontrou? O sarcasmo deixou os olhos de Matt, e foi substituído por uma expressão de raiva. Amy se encolheu. Depois, o olhar dele se tornou totalmente inexpressivo.
— Pode ficar certa de que a minha presença aqui não tem nada a ver com você, minha cara. — Ele acendeu um cigarro, tragando profundamente.
Amy observava seus movimentos distraidamente, percebendo, com tristeza, que jamais tinha se esquecido de sua graça felina, de seus gestos macios.



