Apenas negócios?
Ainda que o bilionário Alexander Wentworth tenha tudo o que um homem pode querer, está sempre em busca de novas conquistas. Mais dinheiro, mais mulheres, mais poder! Porém, sua assistente pessoal, Sienna Raleigh, manterá a relação restrita ao âmbito profissional, mesmo que o deseje. Mas quando são obrigados a trabalharem e morarem juntos, ela logo descobre que Lex é ainda mais rigoroso fora do escritório.
Ele ordena que Sienna seja sua amante, e não aceitará "não" como resposta.
Capítulo Um
Alexander Wentworth III sabia ser um homem muito paciente quando queria.
Por exemplo, no mercado de ações, no mercado financeiro, no mercado futuro ou em qualquer mercado... quando se tratava de esperar o momento oportuno, Lex era conhecido pela sua paciência de Jó.
Se um vento de oito nós soprasse do Norte para o Nordeste desde o litoral da Cornualha e ele não pudesse estar em outro lugar que não o seu iate, ou não tivesse nada para fazer que não seguir o percurso e tirar um biquíni repleto de diamantes de uma mulher, Lex sabia ser bem paciente. Viagens de sedução foram feitas para serem saboreadas, e isso ele fazia bem. Com frequência.
De fato, a paciência era uma das várias virtudes de Lex.
Infelizmente, a sua paciência estava se esgotando. E não só por estar há 15 horas num voo de um dia de Londres a Sydney, com uma escala ainda por fazer em Singapura, mas também porque sua assistente tinha o dom de deixá-lo maluco.
Sienna Raleigh era o nome dela; assistente pessoal e, recentemente, sua mão direita. Tinha um doutorado em arte renascentista, vinha de uma estirpe impecável, apesar de variada, e possuía um sorriso capaz de fulminar qualquer homem. Sienna tinha 5 anos quando se conheceram; Lex, 11, e ficara irritado e intrigado pelo fato de Sienna ignorar a superioridade dele. Devia ter interpretado como um aviso para nunca contratá-la, pensou o carrancudo Lex. Ele devia ter se esforçado para dar fim a rebeldia dela uns 20 anos atrás, quando colocou os olhos nela pela primeira vez, concluiu com um suspiro. Porque não tinha chance alguma de acabar com isso a essas alturas.
— Algum outro relatório para ler? — perguntou a ela.
— Além dos vários que você já leu? — disse ela sem tirar os olhos do livro que estava lendo. — Não.
— Algum outro jornal?
— Você leu todos eles também.
— Só para me certificar. — Fez uma pausa. — O que você está lendo?
— Um romance barato. — O tom sofrido de Sienna só o deixava mais encantado. Obviamente ele não era o único a sentir-se assim. — Estou na parte em que o herói — com muita força, determinação, esperteza, sorte e certa ajuda dos acontecimentos prende os vilões e abandona a mulher pérfida, mas de uma beleza estonteante, que o enganou.
— Faz sentido. Mantenha-me atualizado. — Tamborilou o braço da poltrona, deu uma conferida nos canais de entretenimento e suspirou.
Sienna ergueu o olhar para observá-lo. Aqueles olhos castanhos brilhantes com manchinhas esverdeadas denunciavam sua irritação e falta de malícia.
— Admita — disse ela —, você é tão capaz de manter a concentração quanto um mosquito.
— Não é verdade.
— E você quer o meu livro.
— Não, não quero. A não ser, claro, que tenha terminado de ler.
— Ainda não.
— Mas parece que já está quase acabando.
— Falta o epílogo.
— É sério que você lê epílogos?
— Não posso perder nada — respondeu calmamente. — Você me paga para ficar atenta aos detalhes, não? Constava nas atribuições do trabalho.
— Não dizia nada sobre atender a todos os meus desejos? Pensei que dissesse.
— Talvez na sua versão do texto. Sua ex-assistente excluiu todas as referências à escravidão.
— Ela era uma assistente excepcionalmente boa — disse, suspirando, falando bem a sério: — Não entendo como pôde preferir a maternidade a trabalhar para mim.
— Incompreensível — disse Sienna com certa secura.
— Você gosta de trabalhar para mim, não é?
— Lex, faz três dias que trabalho para você e até agora tem sido uma bagunça. Reagendei cinco reuniões, alterei nossos planos de viagem duas vezes, deixei o presidente de um banco de investimentos esperando por 15 minutos, implorei diariamente para a sua ex-assistente voltar e quis matar você no mínimo umas dez vezes.
— O que posso dizer? Tem sido uma semana devagar. Mas as coisas ficarão melhores na Austrália, acredite.
Sienna percorreu a mão pelo braço da poltrona de couro e analisou a cabine, como se quisesse conferir as vantagens de viajar na primeira classe. Em seguida, olhou com surpresa para ele.
— Por falar em Austrália... ainda acho que não é uma boa ideia morarmos na mesma casa enquanto estivermos lá. Um mês é tempo demais, Lex.
— Não é uma casa, é um centro de negócios. E você terá uma ala exclusiva. Só 50 metros separarão você do trabalho. Minhas antigas assistentes nunca reclamaram.
— Mas nenhuma delas continua trabalhando para você. E se eu quiser me afastar de você e do trabalho? E se quiser me divertir? E se você quiser se divertir?
— Você vai ter tempo para diversão? — rebateu.
— Talvez. — Levantou-se e se espreguiçou, proporcionando a ele a vista de sua cinturinha e suas nádegas bem definidas. — Quem sabe?
Não se dependesse dele. E por acaso dependia.
Capítulo Um
Alexander Wentworth III sabia ser um homem muito paciente quando queria.
Por exemplo, no mercado de ações, no mercado financeiro, no mercado futuro ou em qualquer mercado... quando se tratava de esperar o momento oportuno, Lex era conhecido pela sua paciência de Jó.
Se um vento de oito nós soprasse do Norte para o Nordeste desde o litoral da Cornualha e ele não pudesse estar em outro lugar que não o seu iate, ou não tivesse nada para fazer que não seguir o percurso e tirar um biquíni repleto de diamantes de uma mulher, Lex sabia ser bem paciente. Viagens de sedução foram feitas para serem saboreadas, e isso ele fazia bem. Com frequência.
De fato, a paciência era uma das várias virtudes de Lex.
Infelizmente, a sua paciência estava se esgotando. E não só por estar há 15 horas num voo de um dia de Londres a Sydney, com uma escala ainda por fazer em Singapura, mas também porque sua assistente tinha o dom de deixá-lo maluco.
Sienna Raleigh era o nome dela; assistente pessoal e, recentemente, sua mão direita. Tinha um doutorado em arte renascentista, vinha de uma estirpe impecável, apesar de variada, e possuía um sorriso capaz de fulminar qualquer homem. Sienna tinha 5 anos quando se conheceram; Lex, 11, e ficara irritado e intrigado pelo fato de Sienna ignorar a superioridade dele. Devia ter interpretado como um aviso para nunca contratá-la, pensou o carrancudo Lex. Ele devia ter se esforçado para dar fim a rebeldia dela uns 20 anos atrás, quando colocou os olhos nela pela primeira vez, concluiu com um suspiro. Porque não tinha chance alguma de acabar com isso a essas alturas.
— Algum outro relatório para ler? — perguntou a ela.
— Além dos vários que você já leu? — disse ela sem tirar os olhos do livro que estava lendo. — Não.
— Algum outro jornal?
— Você leu todos eles também.
— Só para me certificar. — Fez uma pausa. — O que você está lendo?
— Um romance barato. — O tom sofrido de Sienna só o deixava mais encantado. Obviamente ele não era o único a sentir-se assim. — Estou na parte em que o herói — com muita força, determinação, esperteza, sorte e certa ajuda dos acontecimentos prende os vilões e abandona a mulher pérfida, mas de uma beleza estonteante, que o enganou.
— Faz sentido. Mantenha-me atualizado. — Tamborilou o braço da poltrona, deu uma conferida nos canais de entretenimento e suspirou.
Sienna ergueu o olhar para observá-lo. Aqueles olhos castanhos brilhantes com manchinhas esverdeadas denunciavam sua irritação e falta de malícia.
— Admita — disse ela —, você é tão capaz de manter a concentração quanto um mosquito.
— Não é verdade.
— E você quer o meu livro.
— Não, não quero. A não ser, claro, que tenha terminado de ler.
— Ainda não.
— Mas parece que já está quase acabando.
— Falta o epílogo.
— É sério que você lê epílogos?
— Não posso perder nada — respondeu calmamente. — Você me paga para ficar atenta aos detalhes, não? Constava nas atribuições do trabalho.
— Não dizia nada sobre atender a todos os meus desejos? Pensei que dissesse.
— Talvez na sua versão do texto. Sua ex-assistente excluiu todas as referências à escravidão.
— Ela era uma assistente excepcionalmente boa — disse, suspirando, falando bem a sério: — Não entendo como pôde preferir a maternidade a trabalhar para mim.
— Incompreensível — disse Sienna com certa secura.
— Você gosta de trabalhar para mim, não é?
— Lex, faz três dias que trabalho para você e até agora tem sido uma bagunça. Reagendei cinco reuniões, alterei nossos planos de viagem duas vezes, deixei o presidente de um banco de investimentos esperando por 15 minutos, implorei diariamente para a sua ex-assistente voltar e quis matar você no mínimo umas dez vezes.
— O que posso dizer? Tem sido uma semana devagar. Mas as coisas ficarão melhores na Austrália, acredite.
Sienna percorreu a mão pelo braço da poltrona de couro e analisou a cabine, como se quisesse conferir as vantagens de viajar na primeira classe. Em seguida, olhou com surpresa para ele.
— Por falar em Austrália... ainda acho que não é uma boa ideia morarmos na mesma casa enquanto estivermos lá. Um mês é tempo demais, Lex.
— Não é uma casa, é um centro de negócios. E você terá uma ala exclusiva. Só 50 metros separarão você do trabalho. Minhas antigas assistentes nunca reclamaram.
— Mas nenhuma delas continua trabalhando para você. E se eu quiser me afastar de você e do trabalho? E se quiser me divertir? E se você quiser se divertir?
— Você vai ter tempo para diversão? — rebateu.
— Talvez. — Levantou-se e se espreguiçou, proporcionando a ele a vista de sua cinturinha e suas nádegas bem definidas. — Quem sabe?
Não se dependesse dele. E por acaso dependia.


