A razão nem sempre manda no coração...
Alexander Kent sente uma estranhas combinação de irritação e desejo toda vez que encontra
Jamie Ferguson,a bela artista plástica de Seattle.
O que ele espera de uma mulher é que ela seja tão segura e sensata quanto ele.
Porém ,com seus cabelos castanhos e flamejantes olhos cor de esmeralda,Jamie é o retrato do espírito inquieto, exatamente o tipo de mulher que Alex conhece e abomina: moderninha,independente e volúvel.
Jamie não usaria seus melhores elogios para classificar Alex.
Para ela ,Alex é dominador e estranhamente ríspido. Mas quando Jamie passa semanas realizando um trabalho de pintura para ele,aos poucos descobre que sua expressão severa esconde uma imensa ternura.
E caberá a ela provar que o amor crescente que eles partilham não é apenas explosivo mas também belo,verdadeiro e infinito!
Capítulo Um
Jamila Ferguson segurou a taça com mais força. — Será que ouvi direito? Vendemos tudo isso em uma noite?!
— Vendemos oito de suas telas. — Liz Havers ajeitou o lenço de seda no pescoço. — Foi uma estréia sensacional, em se tratando de uma artista desconhecida.
Atrás de Liz havia um cartaz com os dizeres: "Um jovem e promissor talento, vindo do Northwestern".
No momento, a galeria encontrava-se vazia, embora uma hora atrás estivesse lotada.
Um crítico de artes, que assinava por uma coluna em um jornal de grande circulação, dissera que, num futuro próximo, esperava ver mais de seu trabalho.
— Já pode relaxar, Jamie — sugeriu Liz, tirando o champanhe intocado da mão dela. — Vá para casa e tenha uma boa noite de sono. Quero que comece a pintar amanhã mesmo. Precisarei de no mínimo vinte e cinco telas para sua exposição de outono.
— Liz! Belisque-me para que eu me convença de que não estou sonhando. Pretende mesmo expor meus trabalhos no outono?
— Claro! E quero todas as vinte e cinco telas prontas com antecedência. Detesto correrias de última hora. Jamila sorriu, feliz.
— Começarei a trabalhar ainda hoje. Parece mentira. Em criança, eu costumava vir a sua galeria para admirar os quadros dos grandes artistas. Achava que saber pintar era uma dádiva divina.
— E agora, é um deles.
— Graças a você, que sempre me incentivou, desde a primeira vez em que lhe mostrei meus trabalhos. Atrás de Liz, na parede, Jamila podia ver o perfil de uma jovem, parada em um ancoradouro, acenando para um barco que partia.
Despedida, era o nome do quadro. Sentiu uma pontada de tristeza ao se dar conta de que talvez não tornasse a vê-lo.
— Venha apanhar seu cheque na segunda-feira, Jamie.
— Estarei aqui na segunda, como de costume. — Liz balançou a cabeça.
— Agora é uma artista profissional. Esqueça o trabalho na galeria e dedique todo o tempo possível às telas para a exposição no outono.
DOWNLOAD
