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domingo, 6 de janeiro de 2013

Corações Perdidos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 


Tempos atrás, o instinto de Jenny Alvarez já a havia avisado sobre aquele rebelde irresistível e de sorriso arrasador chamado T.J. Madison.

Mas o corpo dela vibrava diante daqueles olhos de tigre, o coração perdido depois de uma noite passada nos braços dele... 

Fazendo um trabalho que representava perigo para as pessoas amadas, T.J. acreditava ter tomado a decisão certa quando deixara Jenny — embora tivesse custado a ambos muito sofrimento.
Agora, porém, percebeu que teria uma nova chance com ela. 
E desta vez não queria correr o risco de perdê-la para sempre!

Capítulo Um 

— Se não for logo embora, Patrícia, apagarei as luzes da sua sala e a expulsarei daqui. Jenny Alvarez falava sem se exaltar, mas Patrícia Nesbitt sentiu firmeza naquelas palavras. 
— Só estou terminado de fazer umas anotações — ela se justificou. 
— Sabe o que é, Jenny? Depois que engravidei comecei a agir como mãezona em tudo. Então Jenny sorriu. Estava muito preocupada desde que soubera que a amiga e colega havia engravidado. E não era só porque Patrícia já estava com trinta e um anos, iria ter o primeiro filho ou continuasse com aquela mania de trabalhar até tarde mesmo já estando no sétimo mês de gravidez. 
— Você tem mais cinco minutos — concedeu Jenny. 
— Depois disso desligarei a tomada desse computador. Patrícia riu e prometeu que faria o possível. Jenny foi para a própria sala e se ocupou em limpar a mesa, pensando em começar bem o dia de trabalho na segunda-feira. 
A sala era agradável e confortável. Além da mesa de trabalho, tinha um sofá e uma cadeira. Nas paredes brancas viam-se bonitas e discretas estampas floridas. Jenny havia decorado com cuidado aquele lugar, interessada em criar um espaço onde os agitados clientes se sentissem à vontade. 
Sabia muito bem por que agia de forma maternal em relação à Patrícia e às vezes se perguntava se não devia revelar à amiga os secretos motivos que tinha para isso. Conversar podia ser uma excelente terapia. 
Jenny sabia disso muito bem. Afinal de contas, ela própria era terapeuta. 
— O que vai fazer no fim de semana? — perguntou Patrícia enquanto as duas saíam do prédio. 
— Está pensando em alguma coisa especial para o seu aniversário? Jenny não gostava de fazer estardalhaço sobre o próprio aniversário e todos sabiam disso. No domingo completaria vinte e oito anos. Apesar da insistência dos amigos para que pelo menos uma vez se fizesse uma comemoração de verdade, a intenção dela era passar a data sozinha, como sempre. 
— Pretendo cuidar das plantas, se o tempo ajudar. Jenny olhou para o céu. Havia chuviscado o dia inteiro mas agora as nuvens começavam a se dissipar. Era bem possível que o fim de semana fosse ensolarado e quente, prenunciando a primavera, como às vezes acontecia em fevereiro na Carolina do Norte. 
— Não é assim que se comemora um aniversário, Jenny. Por que não aparece para jantar conosco no sábado? Steven e eu... 
— Steven e você precisam de privacidade. Não se preocupe, Patrícia. Gosto de passar sozinha os meus aniversários, como você já sabe. O que Patrícia não sabia era que uma vez Jenny tivera uma retumbante comemoração de aniversário, ao completar vinte e um anos. J
ustamente por causa dessa experiência ela agora preferia passar em branco o aniversário, se possível sozinha. 
— E vocês? — ela perguntou, com a naturalidade possível. 
— O que vão fazer no fim de semana? 
— Steven quer pôr papel de parede no quarto do bebê. Já compramos o papel e ele mal pode esperar para pôr mãos à obra. 
E, embora você não tenha perguntado, Steven já avisou que não me deixará ajudar. 
Minha tarefa será ficar sentada numa poltrona fazendo elogios ao maravilhoso trabalho dele. 
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