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domingo, 25 de agosto de 2013

Corações Laçados

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Irmãos Kirk




Como um perfeito caubói, o rancheiro Mallory Kirk sabe muito bem o que é trabalho árduo. 

Mas sua nova vaqueira vai conseguir suportar a pressão? 
Ele tem dúvidas sobre a capacidade física dela, ainda que a delicada jovem demonstre muita disposição. Conforme surgem problemas no presente, vêm à tona manchas do passado, e as esperanças de um futuro melhor se tornam distantes. 
Mas o desejo, cada vez mais forte, faz com que Mallory note um brilho diferente em Morie. 
Será que um caubói durão como ele estaria preparado para o amor?

Capítulo Um

Edith Danielle Morena Brannt não estava impressionada com seu novo patrão. O mandachuva do Rancho Real, próxi­mo a Catelow, Wyoming, era alto, austero e possuía uma formi­dável atitude arrogante que compartilhava com seus caubóis.
Morie, como era conhecida por seus amigos, se esforçava para controlar a raiva quando Mallory Dawson Kirk elevava o tom de voz. 

O chefe era um homem impaciente, explosivo e tei­moso. Assim como o pai de Morie, que se opusera à decisão da filha de trabalhar como vaqueira. 
O pai se opunha a tudo. Morie se limitara a lhe comunicar que iria arranjar um emprego, fize­ra as malas e partira. Tinha 23 anos, e ele não poderia detê-la por meios legais. 
A mãe, Shelby, tentara a argumentação sen­sata. O irmão, Cort, também tentara, com menos sorte ainda. Morie amava a família, mas estava cansada de ser assediada por seu parentesco e não pelo que realmente era. 
Ser uma des­conhecida na propriedade de outra pessoa lhe parecera uma proposta encantadora. Mesmo tendo de suportar o tempera­mento de Mallory, estava feliz por ter sido admitida como uma mulher pobre, trabalhadora e sozinha naquele mundo cruel. 
Além disso, queria aprender o trabalho do rancho, e o pai se recusava a deixar que ela erguesse até mesmo uma corda em sua propriedade. Não a queria perto do gado.
— E outra coisa — disse Mallory em tom de voz áspero, gi­rando para encará-la com fúria gelada. — Há um lugar para pendurar as chaves, depois de usá-las. Nunca tire uma chave do estábulo e a deixe no bolso. Fui claro?
Morie, que de fato levara a chave no bolso da calça para a sala de arreios principal, em um momento em que era extre­mamente necessária, corou.
— Desculpe, senhor — respondeu com voz tensa. — Isso não se repetirá.
— É melhor que não se repita, se quiser continuar traba­lhando aqui — afirmou Mallory.
— A culpa foi minha.