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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Corações Fortes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A escolha perfeita?

Depois de ter sido usado e abandonado pela mulher que acreditava amar, o bilionário Blair Coleman abriu mão de sua vida social. 
A única pessoa na qual ele realmente confia é Niki Ashton, filha de seu melhor amigo.
Blair é forte, cabeça-dura e apaixonante. E são exatamente essas qualidades que o fazem ser o homem dos sonhos de Niki. 
Porém, sempre que ela tentava se aproximar, Blair se afastava. Foi preciso um trágico acidente para que ele se livrasse de suas ressalvas. 
Agora, Blair está disposto a tudo: casamento, filhos e “felizes para sempre”. Mas será que não é tarde demais?

Capítulo Um

O pai de Nicolette Ashton sempre tentava estimulá-la a sair com rapazes. A filha se interessava mais por formações rochosas do que por homens. Era uma jovem introvertida, tímida e reservada diante de desconhecidos. O rosto gracioso, cor de pêssego, era emoldurado por um cabelo longo, platinado e macio. Os olhos tinham a tonalidade de uma manhã nebulosa de setembro. A estrutura corporal era igualmente bela. Mas Nicolette se recusava a namorar. Havia um homem em sua vida. Faltava apenas ele saber. 

O príncipe que lhe povoava os sonhos a considerava muito jovem, mas isso não a impedia de suspirar por ele.  E por esse motivo, Nicolette continuava solitária. Até então, conseguira evitar sair com rapazes enquanto cursava a faculdade, divertindo-se apenas com as amigas. Mas elas viviam a aconselhando a se envolver com homens. 
Insistiam que Nicolette precisava deixar o casulo, sair para o mundo e namorar alguém. As amigas tinham boa intenção. Talvez devesse mesmo sair para se divertir com mais frequência. Afinal, o objeto de sua afeição jamais corresponderia aos seus sentimentos.
Portanto, quando se aproximava o fim do semestre, as amigas lhe marcaram um encontro com um dos estudantes. Ela não o conhecia. O rapaz não era de Catelow, Wyoming, onde Nicolette vivia com o pai, em uma fazenda de gado, mas, sim, de Billings, Montana, onde ficava a faculdade. No momento, ela desejava nunca ter concordado com aquele encontro às cegas.
O rapaz se mostrou descortês e até mesmo rude, quando ela insistiu para que a levasse para casa, em vez de concordar em ir para o apartamento dele. A fazenda não ficava distante dali. Apenas a vinte minutos de carro. Mas Niki sabia o que aconteceria se concordasse em ir para o apartamento do universitário. Por mais antiquada que parecesse entre suas amigas na faculdade, recusava-se a imitar o comportamento delas. Harvey, o rapaz com quem saíra, parecia não admitir que uma garota pudesse resistir às suas investidas. Afinal, além de belo, era o astro do futebol da faculdade e acostumado ao assédio feminino. Mas Niki não estava interessada.
— Deve estar louca — resmungou o jovem Harvey, enquanto cruzava em alta velocidade o caminho que levava aos degraus da frente da enorme mansão vitoriana. — Não existe nenhuma mulher neste país que não vá para a cama com um homem, pelo amor de Deus!
— Há algumas. Eu sou uma delas — retrucou Nicolette. — Concordei em jantar com você. Nada mais.
Harvey deixou escapar um ronco raivoso da garganta, enquanto estacionava e a estudava sob o reflexo das luzes da varanda da frente.
— Seu pai está em casa? — perguntou.
— Ainda não — respondeu ela, sem pensar. — Ele foi a uma reunião de negócios, mas um amigo dele está vindo passar alguns dias aqui. Deve chegar a qualquer minuto. — Uma mentira calculada. De fato, existia um amigo, chamado Blair Coleman, dono de uma empresa petrolífera multinacional. Niki o via de vez em quando, nas ocasiões em que ele visitava o pai. Na verdade, nutria uma paixão ardente por aquele homem desde os 17 anos, mas o amigo do pai a tratava como uma criança. Blair Coleman chegaria, ela só não sabia a que horas.
— Tenho de entrar — acrescentou.
— Eu a acompanho até a porta — ofereceu ele. Harvey chegou até mesmo a contornar o carro para lhe abrir a porta. Havia uma intenção velada no olhar do jovem, mas Niki se encontrava muito aliviada para notar. Destrancaria a porta, entraria em casa e estaria livre.
— Obrigada — agradeceu ela.
— De nada — respondeu Harvey, com um meio-sorriso arrogante e enigmático.
Quando Niki colocou a chave na fechadura, franziu a testa ao perceber que não precisaria destrancar a porta. Talvez o pai tivesse chegado.
Mas ao girar para se despedir de Harvey, descobriu-se empurrada para dentro. O jovem atleta fechou a porta quando os dois se encontravam no interior da casa.
— Agora...