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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Coração em uma corrente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Kate tem 17 anos e tem vivido toda a sua vida na pobreza extrema, com um pai alcoólatra e uma mãe viciada em medicamentos, que abusa gravemente de Kate. 

Na escola, suas roupas de segunda mão são como uma marca de alvo. 
Sua recusa em se defender à torna o alvo de ridicularização e intimidação de seus colegas. Isto é, até o retorno de Henry.
Henry Jamison afastou-se há seis anos, quando ele e Kate tinham começado a desenvolver sentimentos um pelo outro. 
Ele retorna para encontrar a menina, engraçada, extrovertida brilhante que tinha conhecido agora timidamente escondida nos cantos, sem falar com ninguém ao seu redor, desconfiando mesmo dele.
Kate não consegue descobrir qual jogo que Henry está tentando com ela. O que o grandioso garoto de seu passado poderia querer com ela?
Kate finalmente decide confiar nas intenções de Henry, abrindo seu coração para ele. Justamente quando parece que ela pode ser verdadeira em sua amizade, uma tragédia acontece, ameaçando tudo em que Kate tem trabalhado para vencer. Henry pode ajudá-la a superar essa nova devastação, ou separá-los para sempre?

Capítulo Um

Wham!
Ela me golpeia com a parte de trás da mão atirando-me ao chão. Eu levanto e olho para ela, pensando em um nano segundo se eu devo ficar para baixo ou ficar em pé. Atrapalho-me com os pés, encolhendo-me ligeiramente em me preparar para o próximo ataque, garantido se eu a interpretar erroneamente.
Eu não reajo. Ela se move para longe de mim com uma decepção familiar.
-Limpe a bagunça que você fez, Kate - murmura, chutando a mesa com os restos de seu almoço que tinham caído no chão do seu lado da mesa quando eu caí.
-Tudo bem, mãe. Ela se vira, com a ameaça em sua pose.
- Então, você está respondendo?
-Não mãe, me desculpe. - Eu odeio o tom bajulador da minha voz, mas eu sou impotente contra ela, como estou em mudar o rumo da minha vida.
Pego as sobras com as minhas mãos, reunindo-as de volta para o prato e coloco-o de lado. Limpo um par de frascos de prescrição, que tinham caído na confusão, com a frente da minha camisa. Eu coloco os frascos caídos sobre a mesa no seu devido lugar, dentro do grupo de pequenos frascos marrons. Ela sabe exatamente o que está em cada um deles para a sua localização.
Espontaneamente, a foto que tenho escondida debaixo do meu colchão desliza em minha mente. Nela, minha mãe está no quintal com meu pai e comigo, rindo e amando, jovem e bonita, e muito grávida.
Eu tinha nove anos na época, prestes a começar a quarta série, que foi emocionante porque eu pensava estar cada vez mais próxima de atingir a sexta série que era muito legal porque era a classe sênior.
No dia em que a foto foi tirada, meu pai trouxe para casa uma surpresa de aniversário para mim. Meu aniversário é em fevereiro, mas meu pai não podia esperar. Ele queria que eu a tivesse antes, assim poderia apreciá-la antes que a neve caísse.
Enquanto levo o prato sujo de minha mãe para cozinha, olho para fora da janela, para a surpresa de aniversário que tive há muito tempo. É um balanço, de um aço resistente em forma de A, normalmente não é encontrada nos quintais, mas sim num parque público. Foi feito para durar um longo tempo, mesmo agora é quase a mesma, só o brilho opaco trai sua idade. Três reformas cuidadosas, pendurada por longas correntes. Os homens corpulentos lhe fixaram sobre os postes de cimento nas profundezas da terra para que ela não tombasse. Eles disseram que eu tinha que esperar três dias para balançar sobre ela, para o cimento endurecer.
Três dias é uma eternidade para uma menina de nove anos de idade.
Em três dias, eu aprendi que uma eternidade de mudanças podem ocorrer.