Chantageado para levá-la cama... e depois casar-se com ela!
Antônio Scarlatti recebeu uma proposta: se quisesse se tornar presidente da Fortune Productions tinha de se casar com a filha do patrão!
A princípio Antônio recusou-se a aceitar a chantagem. Mas o pai dela ameaçou entregar a presidência da empresa e o lugar de marido de Priscilla a outro homem, e Antônio pensou melhor.
Seria assim tão difícil levar Priscilla para a cama, casar-se com ela e depois divorciar-se?
Mas Priscilla o amava havia muitos anos, e agora que tinha a chance de tornar seus sonhos realidade ela não a deixaria escapar!
Capítulo Um
O jato estava vinte minutos atrasado ao pousar no Aeroporto Mascot e Antônio foi o primeiro a desembarcar, O diretor da Fortune Productions, Divisão Europeia, não parecia ter passado vinte e duas horas num avião no voo de Londres a Sídnei. Seu elegante terno cinza estava sem uma ruga. Os fartos cabelos negros, bem penteados, combinavam com o rosto recém barbeado e com os olhos escuros, límpidos e descansados.
A vantagem de voar de primeira classe.
Não que Antônio Scarlatti houvesse sempre viajado de primeira classe. Ele conhecera viagens mais duras. Sabia o que era viajar longos trechos de terceira classe, ombro a ombro com outros passageiros, com pouca chance de dormir, depois ser olhado da cabeça aos pés por causa do terno amarrotado e fazendo um trabalho de muito menos prestígio do que aquele que fazia agora.
Antônio não tinha intenção de voltar à vida antiga. Havia chegado ao topo e era lá que ia ficar. O mundo era dos vencedores e dos ricos. Aos trinta e quatro anos ele era as duas coisas.
A limusine da empresa estava esperando no lugar habitual, o silencioso motor em funcionamento.
— Bom dia, Jim — cumprimentou ao motorista.
— Bom dia, Toni.
Ele sorriu. Estava de volta à Austrália. Em Londres e em toda Europa os motoristas sempre o chamavam de "sr. Scarlatti". Mas não era esse o hábito por ali, principalmente com um conhecido de muitos anos.
Ajeitou-se no cômodo assento de couro e se descontraiu. Era bom estar fora da roda-viva, para um descanso de quinze dias.
Seu contrato rezava que a cada três meses ele podia ir para casa por duas semanas, para recuperação, uma necessidade uma vez que trabalhava sete dias por semana quando na ativa. Era um trabalho desafiador estar encarregado das vendas e promoções da Fortune Productions, o que incluía extensa lista de programas de televisão para as centenas de emissoras e redes a cabo por toda Europa.
— Direto para casa, Jim — disse e fechou os olhos.
Há uns dois anos ele comprara um luxuoso apartamento de cobertura que dava para a ponte, na baía, e não podia esperar para estar em sua privacidade e conforto. Os últimos dias haviam sido um pesadelo de negociações e um nunca terminar de encontros. Antônio precisava de paz e quietude.
— Não posso, Toni — respondeu o motorista, passando pela longa fila de táxis que estavam à espera dos passageiros do voo de Londres. — O chefe quer que você vá tomar o café da manhã com ele.
Os olhos de Antônio abriram-se enquanto ele gemia baixinho. Esperava que não fosse um daqueles cafés da manhã que eram verdadeiros circos para a mídia e aos quais ele ocasionalmente comparecia.
— Onde? — foi sua irritada pergunta.
— No Taj Mahal.
Taj Mahal era o modo como Jim chamava a residência de Conrad Fortune, em Darling Point. Era um nome adequado para a moradia de grandeza opulenta, uma mansão monolítica em um acre de alguns dos terrenos mais caros de Sídnei, no exclusivo subúrbio oeste.
O que faltava à casa em gosto, sobrava em tamanho.

Capítulo Um
O jato estava vinte minutos atrasado ao pousar no Aeroporto Mascot e Antônio foi o primeiro a desembarcar, O diretor da Fortune Productions, Divisão Europeia, não parecia ter passado vinte e duas horas num avião no voo de Londres a Sídnei. Seu elegante terno cinza estava sem uma ruga. Os fartos cabelos negros, bem penteados, combinavam com o rosto recém barbeado e com os olhos escuros, límpidos e descansados.
A vantagem de voar de primeira classe.
Não que Antônio Scarlatti houvesse sempre viajado de primeira classe. Ele conhecera viagens mais duras. Sabia o que era viajar longos trechos de terceira classe, ombro a ombro com outros passageiros, com pouca chance de dormir, depois ser olhado da cabeça aos pés por causa do terno amarrotado e fazendo um trabalho de muito menos prestígio do que aquele que fazia agora.
Antônio não tinha intenção de voltar à vida antiga. Havia chegado ao topo e era lá que ia ficar. O mundo era dos vencedores e dos ricos. Aos trinta e quatro anos ele era as duas coisas.
A limusine da empresa estava esperando no lugar habitual, o silencioso motor em funcionamento.
— Bom dia, Jim — cumprimentou ao motorista.
— Bom dia, Toni.
Ele sorriu. Estava de volta à Austrália. Em Londres e em toda Europa os motoristas sempre o chamavam de "sr. Scarlatti". Mas não era esse o hábito por ali, principalmente com um conhecido de muitos anos.
Ajeitou-se no cômodo assento de couro e se descontraiu. Era bom estar fora da roda-viva, para um descanso de quinze dias.
Seu contrato rezava que a cada três meses ele podia ir para casa por duas semanas, para recuperação, uma necessidade uma vez que trabalhava sete dias por semana quando na ativa. Era um trabalho desafiador estar encarregado das vendas e promoções da Fortune Productions, o que incluía extensa lista de programas de televisão para as centenas de emissoras e redes a cabo por toda Europa.
— Direto para casa, Jim — disse e fechou os olhos.
Há uns dois anos ele comprara um luxuoso apartamento de cobertura que dava para a ponte, na baía, e não podia esperar para estar em sua privacidade e conforto. Os últimos dias haviam sido um pesadelo de negociações e um nunca terminar de encontros. Antônio precisava de paz e quietude.
— Não posso, Toni — respondeu o motorista, passando pela longa fila de táxis que estavam à espera dos passageiros do voo de Londres. — O chefe quer que você vá tomar o café da manhã com ele.
Os olhos de Antônio abriram-se enquanto ele gemia baixinho. Esperava que não fosse um daqueles cafés da manhã que eram verdadeiros circos para a mídia e aos quais ele ocasionalmente comparecia.
— Onde? — foi sua irritada pergunta.
— No Taj Mahal.
Taj Mahal era o modo como Jim chamava a residência de Conrad Fortune, em Darling Point. Era um nome adequado para a moradia de grandeza opulenta, uma mansão monolítica em um acre de alguns dos terrenos mais caros de Sídnei, no exclusivo subúrbio oeste.
O que faltava à casa em gosto, sobrava em tamanho.


