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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Coração Secreto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Rico Rossi é um bilionário muito bem-sucedido no ramo de hotelaria, mas quando a bela turista inglesa Ella Chandler o confunde com um guia turístico, ele não resiste à aventura de permanecer incógnito! 

Rico mostra cada atração o que a Itália tem a oferecer, começando por ele próprio! 
Ella não consegue acreditar no desejo recíproco e ardente, e quando chega a hora de deixar a Cidade Eterna, é incapaz de dar o último beijo e dizer adeus! 
Ao descobrir que ele estava mentindo durante todo o tempo, fica arrasada… Agora, apesar de avesso a compromissos, Rico precisará entrar na arena de uma grande luta: se ele deseja Ella, terá que provar!

Capítulo Um

– Mi scusi. – Arriscou, usando uma das poucas frases aprendidas no livro de italiano, diante do recepcionista do hotel. – Tenho um tour agendado hoje de manhã.
– Sì, Signora Chandler. Comigo.
O queixo de Ella quase caiu ao ver quem havia falado. Não podia ser seu guia. Parecia um modelo de anúncio de perfume. Alto, cabelo levemente despenteado e preso pelos óculos de sol, olhos escuros e cílios longos, além de ter a boca mais atraente do mundo.
Falava um inglês perfeito, com um leve e sexy sotaque. Precisaria manter sua libido com rédeas curtas. O homem devia estar habituado a turistas inglesas caídas aos seus pés e com os hormônios às alturas. Devia ser expert em lidar com elas. Não queria fazer papel de boba. Já desempenhara muito esse papel no último ano.
– Eu, hum, buongiorno. – Ela estendeu a mão.
Quando ele a apertou, sua temperatura pareceu subir uns 150 graus.
Que loucura! Como podia reagir assim a um estranho, um homem que acabara de conhecer e sobre quem nada sabia, a não ser que era funcionário do hotel onde se hospedava?
Não que ele usasse uniforme como os outros funcionários.
Usava camisa branca, aberta o suficiente para mostrar uma leve penugem no peito, e mangas arregaçadas até o cotovelo, calças de brim caqui e topsiders para garantir o conforto durante um dia inteiro de passeio turístico a pé pela cidade. Casual, porém hiper, ultra-estiloso, como só os italianos podem ser.
A melhor amiga de Ella, Julia, imediatamente o classificaria como “tesão ambulante”. E acertaria em cheio. Ele era deslumbrante.
– Está pronta, signora Chandler? – perguntou educadamente.
Não, nem em um milhão de anos.
– Claro – mentiu, tentando soar profissional como quem se dirige a um cliente.
– Meu nome é Rico.
Por que sua língua parecia colada no céu da boca?
– Ah, Ella – respondeu, odiando o fato de soar patética e desajeitada.
– Ella. – Seu nome pareceu uma carícia do modo como ele o pronunciou.
Socorro! Realmente precisava se lembrar de que tinha 28 anos e não 17. Sabia muito bem que todo aquele charme era superficial, sem substância. Conhecia o tipo da cabeça aos pés.
– Podemos ir?
– Claro. – Tentou dar um sorriso indiferente.
– Então, esta é sua primeira viagem a Roma e deseja conhecer os pontos turísticos mais importantes, sì?
– A Roma Antiga, as escadarias da Praça da Espanha e a Fontana di Trevi – confirmou.
– Bene. Comecemos pelo Coliseu, o ponto mais próximo do hotel. As filas há esta hora são relativamente pequenas.
Ela o seguiu resistindo à ânsia de se beliscar. Ela, Ella Chandler, estava em Roma, a Cidade Eterna. O lugar que desejara visitar a anos, embora nunca tivesse tido condições de tirar férias quando menina. Quando ganhou dinheiro suficiente para pagar a própria viagem, as amigas a convenceram a visitar outro lugar. Dessa vez, satisfaria o seu desejo.
Quando criança, visitar Roma, mais do que histórias de princesas e castelos, havia capturado sua imaginação.
– Desde que vi uma foto do Coliseu num livro infantil, sonhei em conhecer a cidade – disse. – Quer dizer, eu sei que oficialmente não é uma das Sete Maravilhas do Mundo, mas era para mim.
– É a mais antiga construção romana. Não está tão bem preservado quanto outro lugar onde a levarei hoje, mas ainda continua sendo um bocado espetacular.
Rico falou sobre a história do local enquanto caminhavam e Ella ficou mais à vontade. Então, ao chegarem ao final da rua, deteve-se atônita.
– Uau!