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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Coração Inocente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 



Um jogo muito perigoso…

O coração de Josie Dalton dispara quando ela se aproxima da imponente cobertura do temível príncipe Kasimir Xendzov.
Ainda que tenha concordado em se casar com ele para salvar a irmã, ao sentir o brilho gélido do olhar implacável de Kasimir percebe que ele não é do tipo de homem com quem se deva brincar.
A peça final do quebra-cabeça se encaixou e o príncipe finalmente desfrutará de sua vingança.
Com o champanhe no gelo e sua nova esposa o aguardando no quarto, a vitória nunca foi tão doce…
Contudo, a inocência de Josie revela a Kasimir algo que ele ignorava possuir: sua honra! 

Capítulo Um 

Dois dias depois do Natal, à luz avermelhada da aurora em Honolulu, Josie Dalton estava numa calçada deserta, diante de um arranha-céu do outro lado da rua, olhando para a cobertura onde ele morava. 
Não poderia fazer isso. Casar com ele? Impossível. Mas precisava. 
Não estou com medo. Ela ajeitou a velha mochila no ombro. Casaria até com o diabo para salvar minha irmã.
Mas nunca imaginara que seria necessário. Pensara que a polícia fosse ajudá-la, mas, tanto em Seattle quanto em Honolulu, tinham rido dela. 
— A sua irmã apostou a virgindade num jogo de pôquer? — perguntara um policial, admirado. 
— Foi um jogo entre namorados? 
— O ex-namorado milionário da sua irmã a ganhou num jogo? — debochara o outro. 
— Tenho crimes de verdade para resolver, Srta. Dalton. Dê o fora, antes que eu resolva prendê-la por jogo ilegal. 
Josie estremeceu com o frio úmido do amanhecer. 
Ninguém ajudaria Bree, a não ser ela. Por sua culpa, Bree se metera naquela encrenca. 
Se não tivesse aceitado o convite do patrão para jogar, sua irmã não teria precisado intervir para salvá-la. 
Aos 6 anos, Bree já era uma exímia jogadora de pôquer e, na adolescência, se tornara especialista em trapaças, mas, depois de dez anos afastada daquela vida e trabalhando honestamente como camareira, ficara enferrujada. 
Só isso explicaria o fato de que ela tivesse perdido tudo para o odiado ex-namorado, com uma simples cartada.
Vladimir Xendzov separara as duas, mandando Josie de volta para o continente em seu jato particular, e ela gastara o último salário para voltar ao Havaí e tentar salvar Bree. 
Durante as 44 horas que haviam se passado desde o malfadado jogo, a única coisa que sustentara Josie fora saber que, se tudo mais falhasse, ela teria uma saída garantida, mas, agora que recorria a ela sentia-se como se estivesse se jogando sobre o fio da espada. 
Josie olhou para as janelas da cobertura, que refletiam o vermelho da aurora. Assumiria sua responsabilidade. 
Fizera com que a irmã perdesse a liberdade e iria salvá-la, vendendo-se para o maior inimigo de Vladimir Xendzov: seu irmão mais novo. 
O inimigo do meu inimigo é meu amigo, Josie pensou. Considerando que os irmãos Xendzov haviam tentado se destruir mutuamente durante os últimos dez anos, Kasimir Xendzov deveria ser seu melhor amigo. Certo? Josie sentiu um nó na garganta. 
Eu casaria até com o diabo... Ela atravessou a rua, sentindo as pernas bambas. Levou um susto com a buzina de um ônibus que passava. Agora, não havia volta. 
— Posso ajudá-la? — perguntou o porteiro, observando seu rabo de cavalo despencado, a camiseta amassada, as sandálias baratas. Josie mordeu o lábio. 
— Eu vou me casar com um dos moradores: Kasimir Xendzov. O porteiro ficou indignado. 
— Está se referindo a Sua Alteza, o príncipe? Saia daqui, antes que eu chame a polícia! 
— Por favor, ligue para ele. Diga que Josie Dalton está aqui e que mudou de ideia. Diga que a minha resposta é sim.