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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Coração Indomável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO








Dois "anjinhos" trouxeram George de volta para Laurie 

Por muito tempo Laurie esperou que George a visse como mulher, que demonstrasse algum tipo de afeição por ela, mas nada conseguiu um dia ele disse adeus e seguiu seu destino, deixando no coração de Laurie um vazio que custaria a ser preenchido. Inesperadamente, ele voltou. 
Trazia as sobrinhas gêmeas, de quem teria de cuidar, já que não havia ninguém para ficar com elas. 
George não entendia nada de crianças! Laurie, então, resolveu servir de babá... 
Para conquistar o coração do irresistível cowboy.

Capítulo Um 

O elegante sobrado ficava numa alameda silenciosa da cidade de Oklahoma, e George podia pensar em qualquer coisa menos numa renomada clínica psiquiátrica. 
Ele parou na calçada e observou a entrada. Então, aproximou-se e tocou a companhia. Em seguida ouviu um estalido, e a porta se abriu. 
Ele entrou no magnífico vestíbulo, cujo chão ladrilhado, de tão polido, brilhava. 
A sua frente, uma escada em espiral levava ao segundo andar. 
De algum lugar do prédio veio o som de um telefone tocando, não fosse por isso, o silêncio era absoluto. George tirou o chapéu e, por alguns momentos, pensou estar no lugar errado. 
Seguira as indicações com precisão, mas muitas das velhas casas da vizinhança haviam se transformado em prédios comerciais. 
Mas então ouviu algo vindo do topo da escada. 
Erguendo os olhos, viu uma senhora gorda, de cabelos grisalhos parada no patamar. 
— Sr. Whittaker? — a indagou.
— Sim, senhora. 
— Por favor, suba. Sou a Dra. Francês Ames. Ainda que George tivesse duvidado da sensatez daquela consulta, obedeceu e subiu o lance de escada. 
Seguiu a médica até uma sala grande que mais parecia uma elegante sala de visitas do que um consultório. Num canto ficava um sofá revestido com um tecido estampado com muitas almofadas. 
Algumas cadeiras ladeavam a lareira, e um arranjo de flores silvestres adornava a mesa de centro. 
Diante da janela, havia uma grande escrivaninha, mas a Dra. Ames não se dirigiu a ela. 
Pegou uma pasta e sentou-se numa das cadeiras, indicando outra com um gesto. 
— Por favor, sente-se, Sr. Whittaker. É o irmão da Sra. Grene, certo? 
— Sim, doutora. — Para George era quase impossível acreditar que aquela senhora com ares de vovó fosse uma das chefes de psiquiatria. 
Ele sentou-se e colocou o chapéu sobre o colo. Nunca em sua vida se sentira numa posição tão desconfortável. 
Lutara muito para não estar ali, mas quem mais poderia fazê-lo? Sua madrasta, Anna?
Dificilmente. Nem ele nem a irmã eram muito próximos dela. 
Seu pai? Jonas Whittaker ficou tão desnorteado com as atitudes da filha que toda a sua solidariedade se transformou em ira. 
A Dra. Ames colocou os óculos e lhe sorriu compassiva, parecendo capaz de ler seus pensamentos e, com certeza, percebendo seu desconforto. 
— Por favor, tente relaxar. Este é um lugar onde você pode dizer o que deseja. Estou aqui para ajudá-lo. — Doutora, eu não acho que seja um dos que precisam de ajuda. 
— Talvez eu possa dizer de outra maneira. Estou aqui para ajudá-lo a compreender e a lidar com as condições de sua irmã. De acordo com a opinião dos médicos, ela é uma mulher muito doente. 
— Ela tentou se matar — George disse num tom abalado. 
Pensara que dizer isso em voz alta podia fazer com que lhe parecesse mais real. Mas se enganara. 
— Alguns médicos têm tentado ser gentis dizendo que pode ter sido um acidente, mas não acredite nisso. Se aquele vizinho não tivesse passado por lá quando ela... 
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 Western Lovers: Ranchin' Dads
13. Coração Indomável

domingo, 21 de outubro de 2012

Coração Indomável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Arredia, briguenta, mas totalmente irresistível! 

Laura Shaw era uma das decoradoras mais importantes de seu país, e isso lhe dava o direito de aceitar ou recusar clientes. E rejeitou a proposta feita por Fraser A. Ross simplesmente por não gostar do jeito de ele escrever. 
Para ela, só um homem muito prepotente escrevia de maneira tão pomposa. Laura só não esperava conhecê-lo pessoalmente e, muito menos, se sentir atraída por um homem tão arrogante. 
Fraser jamais havia aceitado um não como resposta. 
E não seria daquela vez que uma ruiva cheia das vontades e tremendamente briguenta iria fazê-lo mudar. 
Para atingir seus objetivos, ele era capaz de fazer qualquer coisa. 
Até mesmo domar uma fera de cabelos de fogo! 

Capítulo Um 

— Laura, aqui está um outro trabalho para você. — Délia Renfrew colocou um papel sobre a mesa da sua chefe. 
— E agora? O que vamos fazer? Laura Shaw, que até aquele instante fitava atentamente um desenho que tinha diante de si, retirou as mãos dos seus exuberantes cabelos ruivos e colocou o lápis atrás da orelha. 
Ela havia inaugurado a sua loja, onde funcionava também o seu ateliê de decoração, havia alguns anos e, depois de muito trabalho, de muitas idéias novas e do seu extremo bom gosto, estava agora finalmente sendo recompensada por tanta dedicação. 
— O que é isso? — Laura perguntou com a voz rouca e sensual que lhe era peculiar. 
— Uma carta de uma pessoa que deseja contratá-la. O envelope está anexado à carta. 
— E quem a mandou? Alguém que conhecemos? 
— Não, pelo menos não conheço nenhum Fraser A. Ross, você conhece? 
Laura sorriu, pegou a correspondência que Délia havia colocado em sua frente e perguntou, depois de dar uma olhadinha no envelope: 
— Será que ele é escocês? 
— Não sei, por quê? 
— Tenho quase certeza de que esse A. significa Alistair, Archie, Andrew ou Angus. — Ela voltou a sorrir. 
— Mas devo admitir que Fraser A. Ross é um nome muito pomposo! 
— Ele deve ter no mínimo uns oitenta anos. Não concorda comigo, Délia? 
— Concordo, sim. Esse sr. Fraser está querendo que você decore a casa dele. Laura leu a carta e comentou: 
— Nossa! Fraser A. Ross está querendo que eu decore a casa dele que fica numa das ilhas de Whitsunday. 
— Deve ser um lugar fantástico. 
— É verdade... Mas também deve ser um local de difícil acesso. Já pensou? Como vou fazer para ir e vir de lá? Não. — Não, o quê? — Délia perguntou, espantada. 
— Eu não vou trabalhar para ele — Laura disse com decisão. — Não? — Délia estava mais espantada ainda. 
— Não — Laura voltou a negar. 
— E o que eu faço? 
— Não posso acreditar na pergunta que acabou de me fazer, minha querida. Você é a melhor secretária que eu conheço e por isso, é claro, está trabalhando comigo. 
— Mas eu simplesmente escrevo ao homem e digo não? Você precisa apresentar alguma boa desculpa para rejeitar o trabalho. Laura pensou um pouco e disse: 
— Já sei: diga a Fraser A. Ross que detesto pessoas que abreviam os nomes. 
— Mas você acabou de me dizer que o nome dele é muito pomposo. 
— Pode ser, mesmo assim acho que as pessoas não devem ficar abreviando os nomes. 
— Você só pode estar brincando. 
— Diga também que tive um estranho pressentimento ao ler a carta dele. 
— E que pressentimento foi esse, posso saber?