Uma mulher que poderia ser a causa de uma guerra entre dois reinos no deserto…
Sheik cigano, traidor, saqueador... Zafar Nejem já fora chamado de muitas coisas.
Mas agora todos devem se dirigir a ele somente como Vossa Majestade.
Além de assumir o trono de Al Sabah, o sheik também salva Analise Christensen, uma herdeira americana, das mãos de seqüestradores.
Por ser noiva do governante do reino vizinho, Zafar terá que manter o resgate em segredo, até poder justificar sua presença.
Caso contrário, haverá o risco de uma guerra. Mas a cada vez que o sol espalha seus raios pelo deserto, cresce a atração entre os dois amantes proibidos...
Sheik cigano, traidor, saqueador... Zafar Nejem já fora chamado de muitas coisas.
Mas agora todos devem se dirigir a ele somente como Vossa Majestade.
Além de assumir o trono de Al Sabah, o sheik também salva Analise Christensen, uma herdeira americana, das mãos de seqüestradores.
Por ser noiva do governante do reino vizinho, Zafar terá que manter o resgate em segredo, até poder justificar sua presença.
Caso contrário, haverá o risco de uma guerra. Mas a cada vez que o sol espalha seus raios pelo deserto, cresce a atração entre os dois amantes proibidos...
Capítulo Um
O sheik Zafar Nejem examinava o acampamento, com o sol a lhe queimar o pequeno pedaço exposto da pele. Ele se cobrira ao máximo, para evitar a aridez dos elementos do deserto e para não ser reconhecido.
Embora a probabilidade de que isso viesse a acontecer fosse mínima naquele local tão ermo, a milhares de quilômetros de qualquer cidade. Esse lugar, porém, era sua casa, onde Zafar foi criado e onde se tornou famoso como o homem mais temível de Al Sabah. Considerando seus adversários na disputa, essa reputação significava muito.
Nada era incomum ali. Fogueiras para cozinhar queimavam lentamente, e ele ouvia vozes nas tendas. Zafar parou por um instante. Esse acampamento não era familiar, e sim de bandidos. Ladrões, criminosos como ele. Zafar conhecia esses homens, e eles o conheciam.
Havia uma trégua experimental entre eles, o que não significava que o sheik estivesse pronto para se mostrar ao bando. O que não queria dizer que confiasse neles; Zafar não confiava em ninguém. Muito menos agora, quando na certa haveria tumulto, raiva e revolta por ele ter se instalado no palácio.
E no trono, que, aliás, era seu por direito. A volta do sheik cigano não foi recebida com alegria, pelo menos não nas regiões mais “civilizadas” do país. Seu tio cumprira com louvor a tarefa de destruir sua reputação, de modo que ninguém poderia ficar satisfeito por ele ocupar o trono.
Seria ótimo se Zafar pudesse dissipar os boatos referentes á seu exílio, mas não conseguiria fazer isso. Porque eles eram verdadeiros. Mas ali, entre aqueles que eram da mesma opinião do seu povo, pessoas que haviam sofrido muito sob o jugo do seu tio, havia pelo menos felicidade.
Todos sabiam que, independentemente dos pecados que houvesse cometido, Zafar se esforçara para expiá-los. O sheik contemplou o horizonte; tudo era plano e árido desde esse local até Bihar.
Havia outro lugar onde procurar refúgio, mas ficava a cinco horas de viagem, e não lhe agradava a ideia de passar mais tempo em cima de uma sela naquele dia. Desceu do cavalo e acarinhou o animal; poeira se soltou do casaco preto.
— Acho que vamos nos arriscar aqui — disse ele conduzindo-o para um curral improvisado, onde outros cavalos se achavam reunidos. Zafar abriu o portão e depois se certificou de fechá-lo, antes de voltar para a tenda principal. Um dos homens saiu para cumprimentá-lo e disse, inclinando a cabeça:
— Sheik, que surpresa!
— É mesmo? Você decerto soube que eu estava voltando a Bihar.
Zafar sentiu uma crescente desconfiança. O deserto era enorme, e lhe pareceu estranho deparar com a quadrilha de Jamal nesse momento específico.
— Eu talvez soubesse, mas há mais de um caminho até a capital.
— Quer dizer que não queria me encontrar? O outro homem sorriu; os olhos escuros brilharam a luz dourada.
— Eu não disse isso. Esperávamos encontrá-lo, ou, pelo menos, encontrar alguém com seus recursos financeiros.
— Meus recursos continuam limitados; ainda não voltei para Bihar.
— Mesmo assim, você consegue adquirir aquilo de que precisa. Zafar olhou para o homem da cabeça aos pés e disse:
— Assim como você. Vai me convidar para entrar?
— Ainda não.
Embora a probabilidade de que isso viesse a acontecer fosse mínima naquele local tão ermo, a milhares de quilômetros de qualquer cidade. Esse lugar, porém, era sua casa, onde Zafar foi criado e onde se tornou famoso como o homem mais temível de Al Sabah. Considerando seus adversários na disputa, essa reputação significava muito.
Nada era incomum ali. Fogueiras para cozinhar queimavam lentamente, e ele ouvia vozes nas tendas. Zafar parou por um instante. Esse acampamento não era familiar, e sim de bandidos. Ladrões, criminosos como ele. Zafar conhecia esses homens, e eles o conheciam.
Havia uma trégua experimental entre eles, o que não significava que o sheik estivesse pronto para se mostrar ao bando. O que não queria dizer que confiasse neles; Zafar não confiava em ninguém. Muito menos agora, quando na certa haveria tumulto, raiva e revolta por ele ter se instalado no palácio.
E no trono, que, aliás, era seu por direito. A volta do sheik cigano não foi recebida com alegria, pelo menos não nas regiões mais “civilizadas” do país. Seu tio cumprira com louvor a tarefa de destruir sua reputação, de modo que ninguém poderia ficar satisfeito por ele ocupar o trono.
Seria ótimo se Zafar pudesse dissipar os boatos referentes á seu exílio, mas não conseguiria fazer isso. Porque eles eram verdadeiros. Mas ali, entre aqueles que eram da mesma opinião do seu povo, pessoas que haviam sofrido muito sob o jugo do seu tio, havia pelo menos felicidade.
Todos sabiam que, independentemente dos pecados que houvesse cometido, Zafar se esforçara para expiá-los. O sheik contemplou o horizonte; tudo era plano e árido desde esse local até Bihar.
Havia outro lugar onde procurar refúgio, mas ficava a cinco horas de viagem, e não lhe agradava a ideia de passar mais tempo em cima de uma sela naquele dia. Desceu do cavalo e acarinhou o animal; poeira se soltou do casaco preto.
— Acho que vamos nos arriscar aqui — disse ele conduzindo-o para um curral improvisado, onde outros cavalos se achavam reunidos. Zafar abriu o portão e depois se certificou de fechá-lo, antes de voltar para a tenda principal. Um dos homens saiu para cumprimentá-lo e disse, inclinando a cabeça:
— Sheik, que surpresa!
— É mesmo? Você decerto soube que eu estava voltando a Bihar.
Zafar sentiu uma crescente desconfiança. O deserto era enorme, e lhe pareceu estranho deparar com a quadrilha de Jamal nesse momento específico.
— Eu talvez soubesse, mas há mais de um caminho até a capital.
— Quer dizer que não queria me encontrar? O outro homem sorriu; os olhos escuros brilharam a luz dourada.
— Eu não disse isso. Esperávamos encontrá-lo, ou, pelo menos, encontrar alguém com seus recursos financeiros.
— Meus recursos continuam limitados; ainda não voltei para Bihar.
— Mesmo assim, você consegue adquirir aquilo de que precisa. Zafar olhou para o homem da cabeça aos pés e disse:
— Assim como você. Vai me convidar para entrar?
— Ainda não.

