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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Convite Ao Paraíso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Nenhum obstáculo poderia conter a força devastadora desse amor!

Era ele novamente! Adam Palmer.

Eve olhou ao redor, como se procurasse uma saída, mas era tarde demais. Aquele homem atraente e perturbador aproximava-se com um sorriso sensual, mostrando que não desistira de conquistá-la.

Insistia em criticar seu noivado com Paul, afirmando que jamais a deixaria nas mãos de outro homem...
Como enfrentá-lo?
Como encontrar forças para recusar o que o próprio coração já aceitara?
Adam era a tentação, o convite à loucura...

Capítulo Um

— Por que você deixa esse sujeito tratá-la desta maneira?
O sorriso que brincava nos lábios de Eve Ashton desapareceu ao ouvir aquela frase bem perto de si e ela voltou-se.
O homem parado ao seu lado era um completo desconhecido.
Sim, tinha certeza de jamais tê-lo visto antes, pois era boa fisionomista e não esqueceria facilmente alguém que possuísse um rosto tão expressivo, másculo e belo.
— O que foi que você disse? — indagou, surpresa.
Os olhos do homem eram de um tom castanho-escuro, muito brilhantes, e possuíam uma luz que parecia vir do fundo de uma inteligência inquieta.
Estavam muito próximos um do outro e Eve sentia a diferença de estatura, ao erguer seu belo rosto para poder fitá-lo.
— O sujeito que estava com você a trata como um objeto, manipulando-a o tempo todo. Por que aceita isto?
Agora Eve estava perplexa.
Quem era aquele homem que se atrevia a questioná-la em sua relação com Paul?
Era um americano, sem dúvida alguma, e ela, como boa inglesa, sabia que o povo do novo continente não observava muito as formalidades e etiquetas.
De qualquer forma, aquele modo de abordá-la era demais, mesmo para uma festa íntima e descontraída.
— Creio que continuo sem entendê-lo, senhor...? — Eve interrompeu-se deliberadamente, dando a ele a oportunidade de se apresentar.
O desconcertante estranho ignorou a sugestão e, olhando-a irritado, continuou no mesmo tom:
— Alguém precisava lhe dizer que você não pode passar o resto de sua vida desculpando-se por existir. — Ele curvara os lábios e meneava a cabeça em sinal de total desaprovação.
Eve começou a rir daquela situação ridícula; um homem que jamais vira antes dava-se ao direito de agredi-la, intrometendo-se em sua vida pessoal!
— Vou pensar sobre o assunto, senhor...

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