
Quando Jack viu Lisa pela primeira vez, desejou-a como jamais desejara mulher alguma.
Mas ele sabe que, para possuí-la, será necessário tempo, planejamento e cuidado.
Lisa não é uma mulher qualquer.
Ela é distante como a lua e fria como o gelo.
Sua aparência impecável, controlada e cautelosa afasta aventureiros ricos e famosos como Jack. Mas uma noite longa e ardente pode despertar a paixão adormecida em Lisa. E fazê-la sucumbir à forca do amor...
Capítulo Um
— Como se as pessoas agissem assim na vida real! — exclamou Lisa com um riso debochado e sonoro, enquanto assistia a um casal despindo-se na tela da tevê.
No mesmo instante alcançou o controle remoto.
Se havia algo que ela não suportava eram cenas de sexo "quase explícito" exibidas nos filmes.
Embora Lisa não pudesse ser considerada uma espectadora assídua desse tipo de filme, tinha absoluta certeza de que as pessoas comuns não faziam sexo da maneira como era mostrado por Hollywood.
Ficou literalmente paralisada quando viu o homem erguer a mulher, que agora estava seminua, e, depois de acomodá-la no balcão, submetê-la a estocadas eróticas.
Pelo menos era o que se podia presumir, embora as câmeras estivessem focalizando as feições contorcidas das faces dos artistas.
Porém, quando começaram os uivos e gemidos, ela pressionou com firmeza a tecla do controle que desligava a tevê.
Já havia visto asneiras suficientes para uma noite!
O melhor era subir e ver se Cory já havia adormecido.
Passava das nove da noite e amanhã seria dia de escola.
Lisa estava no alto da escada quando o telefone tocou.
Que droga!, pensou ela, enquanto apressava-se em galgar os últimos degraus.
No caminho para sua suíte, aproveitou para dar uma rápida espiada no quarto do menino.
Ficou feliz ao ver que Cory dormia profundamente.
Após entrar no próprio quarto, preocupou-se em trancar a porta para não correr o risco de acordar o filho, só então atendeu o telefone.
—Alô! — exclamou Lisa em tom carinhoso na certeza de que seria a mãe quem ligava em horário tão tardio.
Todas as suas amigas eram casadas e com filhos pequenos, portanto, provavelmente estariam ocupadas demais para qualquer tipo de bate-papo naquele horário.
— Olá, Lisa! — murmurou uma voz feminina do outro lado da linha. — Sou eu, Gail Robinson.
— Oi, Gail! O que aconteceu?— Torci o tornozelo!
