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domingo, 19 de outubro de 2014

Convite ao Pecado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Coretti da Sicília 











Taylor Carmichael tem apenas uma coisa em mente: reconstruir sua reputação. 

Até que um encontro regado a champanhe com Luca Corretti é registrado pela lente fotográfica dos paparazzi. 
Ele teve a oportunidade de impedir a ação da imprensa, mas ignorou. 
Bem, desta vez, ela fará as manchetes funcionarem a seu favor: Luca Core e Taylor Carmichael a caminho do altar! 

Capítulo Um

— Zack? Onde você está? É melhor não me abandonar, porque eu não acho que posso fazer isto sem você. A qualquer momento, vou comer carboidratos, então será o fim deste vestido. Quando receber esta mensagem, me ligue. 
— O telefone quase escorregou de sua palma suada, e Taylor segurou-o com força. Aquele era apenas um casamento. Haveria pessoas com quem ela não se importava, e que certamente não se importavam com ela. Isso não deveria deixá-la nervosa. 
Só estava lá porque o produtor de seu último filme insistira. Tentou respirar fundo, mas a roupa não permitia a expansão do seu peito. 
O estilista costurara o vestido com Taylor dentro, então lhe dissera que enviasse uma mensagem de texto quando ela precisasse ir ao banheiro. 
O calor da Sicília queimava suas costas desnudas, e Taylor fez uma careta diante do absurdo da situação. Estava muito quente para que fosse costurada em qualquer coisa, e ela não permitiria que alguém a acompanhasse ao banheiro, o que significava que não poderia comer ou beber. 
Não que comesse muito, de qualquer forma. A disciplina que sua mãe impusera desde cedo nunca a abandonara. Taylor estava acostumada a sentir fome, mas, ultimamente, o desejo de comer deixava-a irritada. Sentia-se a ponto de quebrar a cabeça de alguém, mais especificamente a do membro da família Corretti responsável por seu desconforto atual. 
Ele teria feito aquilo de propósito? Pedira que o estilista se certificasse de que homem algum pudesse remover o vestido dela e arruinar seu grande retorno? Taylor se mantivera longe daquilo por tanto tempo que esquecera como detestava a falsidade, os planos escondidos atrás de beijos no ar e sorrisos forçados. Ao resistir à tentação infantil de roer as unhas, olhou para suas mãos e constatou que elas tremiam. Não ousaria segurar uma taça de champanhe. 
Derramaria o drinque em seu vestido. Ou pior, no vestido de outra mulher; e sabia como isso seria interpretado. Irritada por se importar com o que os outros pensavam, jogou o telefone dentro da bolsa. 
Era patético reagir assim a algo tão trivial. 
Os últimos dois anos haviam lhe ensinado o que importava na vida. Havia pessoas lá fora com problemas sérios, e os seus eram culpa sua, e estavam todos no passado. 
Ela tomara decisões ruins. Confiara nos indivíduos errados, mas era uma mulher diferente agora. Provaria isso. E era disso que se tratava hoje, é claro. Era esperado que ela provasse.






Série Os Coretti da Sicilia
 1- Legado de Silêncio
 2- Convite ao Pecado
 3- Sombra de Culpa
 4- Herança de Desonra 
 5- A Whisper of Disgrace
 6- A Facade to Shatte
 7- A Scandal in the Headlines
 8- A Hunger for the Forbidden
 

domingo, 19 de dezembro de 2010

Convite ao Pecado







O Fantasma de Elizabeth Impedia que eles se amassem!

Jay Summerfield desliza as mãos ao longo do corpo bem-feito de Helen. Suas bocas se unem num beijo apaixonado. A cada segundo ele intensifica as carícias, tocando-a em pontos sensíveis que a arrepiam de prazer.
Quando, por fim, seus lábios se separam, Jay fita-a nos olhos e conclui que esse é o momento ideal para levar adiante o plano que tem em mente. Com a voz rouca, sussurra pertinho do ouvido de Helen: "Vamos fazer amor no quarto que pertenceu a Elizabeth..."

Capítulo Um

Era um dia bonito demais para Helen Lawford estar tão agitada. Mesmo assim, apesar do céu azul e do clima quente, ela estava tensa, enquanto dirigia o carro em direção a Battery.
Na verdade, sempre se sentia assim quando se via prestes a começar um novo projeto. Talvez não fosse bem inquietação, pensou, mas, sim, o enorme desejo de encontrar um lugar só seu, um lar.
Ao cruzar a ponte sobre o rio Ashley, avistou as primeiras casas de Charleston.
Antigas e com aparência frágil, eram pintadas em cores claras e davam a impressão de serem bastante pequenas. Quando as vira pela primeira vez, Helen não passava de uma garota magricela e tímida, recém-saída do colégio, que se alegrara diante da idéia de estabelecer-se com o pai naquela cidade tradicional.
Agora, vinda da moderna zona urbana da Flórida, repleta de turistas, o lugar até lhe parecia meio provinciano, com seu estilo tão marcadamente britânico.
Horas atrás, antes de ela deixar os escritórios da Empreendimentos América, o chefe, Charley Daniels, lhe dissera:
— Muita coisa mudou em Charleston. No entanto, as famílias tradicionais não vêem isso com bons olhos, pois acham que suas propriedades devem ser mantidas intactas para a posteridade. Os Summerfield, por exemplo, também pensam assim; pelo menos a maioria deles, a quem Paul Ashe chama de sulistas fanáticos.
— Então, por que vou para lá? Como você pensa que irão me receber, ao descobrirem que temos uma oferta para transformar a fazenda e a plantação da família num imenso empreendimento imobiliário? Mesmo que esse seja o único jeito de salvar a propriedade, duvido que sequer me escutem.
Sorrindo tranqüilamente de sua contrariedade, Charley a interrompera:
— Pode até ser que você esteja certa, mas, se conseguirmos fazer negócio com os Summerfield...