A Carlee Miller não importava que seu bebê fosse herdar uma fortuna, só queria um filho a quem amar.
Mas depois do erro cometido pelo banco de esperma, encontrou-se com advogados que reclamavam a custódia do herdeiro.E então apareceu o pai em questão.
O fato de que Hall Ward fosse sexy, também multimilionário, não implicava que Carlee devesse casar-se com ele. Mas os homens ricos podiam ser muito convincentes. E uma vez que Carlee se converteu em sua esposa, descobriu que ficava muito difícil negar qualquer coisa ao seu encantador marido...
Capítulo Um
20 de Junho de 1997.
Senhor Harlan de Vouvray Ward IV Mansão de Vouvray.
Cantabria, Califórnia.
Estimado senhor de Vouvray Ward:
Sentimos enormemente comunicar-lhe que, devido a circunstâncias imprevistas, o esperma que entregou em depósito no Cyberfuturo em 01 de Maio deste ano, foi utilizado por erro num procedimento de inseminação nesse mesmo dia, procedimento que aconteceu sem a sua autorização.
A receptora é uma cliente cujo marido falecido tinha deixado seu esperma em depósito conosco. Por uma desafortunada confusão, seu esperma foi utilizado na inseminação em lugar do de seu esposo falecido.
Apressamo-nos a assegurar-lhe que sua intimidade não foi violada. Tomaremos todas as medidas necessárias para que você fique livre de toda responsabilidade legal, caso a inseminação dê lugar a uma gravidez. Todos os dados sobre sua pessoa seguirão sendo confidenciais, salvo os que afetem à saúde das pessoas. Temos a suspeita de que o RH pode ter relevância neste caso.
Sentimos profundamente esta situação e esperamos que não lhe perturbe em excesso. Tenha por certo que Cyberfuturo continuará oferecendo-lhe o serviço mais eficiente e profissional.
Agradecendo-lhe de novo seu entendimento neste assunto, despede-se atenciosamente,
G. Edgard Bloomer, Diretor dos Laboratórios Cyberfuturo.
PS: Peço-lhe que apareça quando lhe convenha ao laboratório para fazer um novo depósito.
Hal Ward começou a rir. O sol estava pleno e a luz brilhando sobre seus cachos loiros e sobre as pestanas mais escuras lhe dava o aspecto de um anjo pintado por um maestro renascentista.
Uma impressão, recordou George McCord, absolutamente errônea. Um demônio o definiria muito melhor.
— Não tem nenhuma graça — disse severamente. Quase nunca via em pessoa o neto de seu cliente, mas tinha esperado que a carta de Cyberfuturo acalmaria o espírito caprichoso do último herdeiro da casa Vouvray Ward.
— E daí?





