Série Lençóis de Seda
Atraída pelo chefe!
Desde o momento em que Beth Walker e Aidan Voss, seu novo chefe alto, moreno e musculoso, ficam frente a frente, não conseguem tirar os olhos um do outro. O poderoso CEO tem apenas uma regra nos negócios: manter a vida pessoal fora do escritório. Beth seria a exceção? Aidan não podia oferecer nada além de um caso passageiro... e muito quente. Mas ele é um mestre da sedução, e Beth está no topo de sua lista de conquistas.
Capítulo Um
Bethany Walker mostrou a língua para sua imagem refletida no enorme espelho que ia do chão ao teto.
— Estou horrorosa.
Sua prima Lana fez uma careta e disse: — Eu vou promovê-la oficialmente a Princesa das Nerds.
— Eu estou mesmo parecendo uma nerd, certo?
Lana, que era a Rainha das Nerds, estava adorando a situação. Ela endireitou os óculos fundo de garrafa no nariz e ficou olhando para Beth, que tinha os cabelos loiros presos em um rabo de cavalo.
— Você está perfeita para uma guia de museu. Vai se encaixar lá direitinho, não se preocupe.
Beth empinou o nariz enquanto arrumava o tecido de algodão branco da sua blusa perfeitamente passada. — Como você consegue usar essas roupas tão horríveis?
Lana ergueu uma das sobrancelhas e deu uma olhada nas roupas que Beth deixara caídas pelo chão. — Eu poderia lhe fazer a mesma pergunta...
— Touché! Touché!
Beth sorriu, eternamente grata pelo relacionamento próximo que compartilhava com a prima. Desde o primeiro momento em que as duas se aproximaram, com Beth arrancando uma boneca das mãos de Lana, a amizade entre as duas nunca ficou abalada. — Existe algo mais que eu deva saber? Alguma dica de última hora? Alguma instrução? Alguma forma de deixar a população de Melbourne completamente entediada enquanto vagueia pelo museu?
Lana moveu os cantos da boca. — Só mais uma coisa...
— O quê?
Ela não estava gostando nada do brilho nos olhos da prima, que deixava claro que a tarefa de transformar um antigo cisne em um completo patinho feio ainda não chegara ao fim.
— Aqui — disse Lana, abrindo uma gaveta da sua cômoda e se aproximando da prima. — Você precisa disso para completar o seu look.
Beth sentiu um nó no estômago ao ver o par de óculos mais feio da sua vida. Fazendo que não com a cabeça, ela ergueu os braços, protestando. — Não! Não! De jeito nenhum! Será que já não é suficiente? Você me vestiu, me penteou, maquiou... você me transformou em um clone de si mesma. Agora você quer que eu use isso?
Lana insistiu: — Eu sei... só estou brincando. No entanto, já me disseram que este tipo de óculos é a última moda entre as guias de museu mais descoladas da cidade.
— Eu posso imaginar.
Beth rolou os olhos, sorrindo e olhando para os horríveis óculos pretos, ignorando o coro que repetia “quatro olhos, quatro olhos!” bem no fundo da sua mente. Se ela odiava o fato de ter sido um gênio quando criança, odiava ainda mais o fato de usar óculos, além de odiar as lembranças que insistiam em não sair de sua mente. Tanto que, os 16 anos, cansada de tantos apelidos, resolvera procurar um emprego de meia jornada e comprara suas primeiras lentes de contato.
Quanto ao velho ditado de que os meninos não namoravam meninas que usavam óculos, no caso dela fora certeiro. Aliás, aproveitando a compra das lentes de contato, ela resolvera transformar seu look comportado em um look de femme fatale, e nunca mais voltara atrás.
— Você tem certeza? Isso completaria o seu novo visual.
Lana deu um passo atrás, cruzou os braços e ficou admirando o seu trabalho, enquanto Beth se sentia a verdadeira noiva do Frankestein, com aqueles sapatos horríveis e aquelas roupas ainda mais horrorosas.
— Você sabe que eu não vou usar essas coisas para sempre, certo? Estou fazendo isso apenas para animá-la um pouco.
— Sim, eu sei. Aliás, é bem provável que você chegue ao museu de helicóptero, certo?
— Boa ideia...
Lana sorriu. — Por que eu resolvi tentar conseguir essa entrevista para você?
Beth arrancou as roupas da prima do corpo e voltou a vestir as suas. Depois guardou-as no armário repleto de coisas horríveis de sua prima, fechando-o com força. Não queria voltar a olhar para nada daquilo. — Porque você acha que eu sou a melhor de todas. Porque meu sangue é mais azul. E por mais alguma outra besteira desse tipo.
Lana ficou mexendo os lábios, com uma expressão de paciência no rosto que lhe era característica.
— Sendo assim, o que você vai vestir?
A imagem do novo David Lawrence passou por sua cabeça...
— Eu comprei um lindo terninho. Eu, vestindo um terninho! Você acredita numa coisa dessas?

Série Lençóis de Seda
1- Contratada por Prazer
2- Contratada por Desejo

