Era numa cabana coberta de neve que Zachary fazia suas conquistas.
"Me chamar de virgem recatada!" Diana não pode acreditar que Zachary seja capaz de tamanha desconsideração.
Não depois da noite maravilhosa que tiveram juntos.
A lembrança do corpo vigoroso e sensual daquele rude montanhês a consome de desejo.
Afinal, que espécie de homem é ele? Não, não ia deixar que Zack a iludisse de novo com suas carícias, a fala macia e o brilho daqueles olhos misteriosamente negros.
Capítulo Um
Afinal, que espécie de homem é ele? Não, não ia deixar que Zack a iludisse de novo com suas carícias, a fala macia e o brilho daqueles olhos misteriosamente negros.
Capítulo Um
— Vamos, querida, acorde!
Diana Chandler abriu os olhos para logo fechá-los novamente. Uma sacudida suave, mas firme, acordou-a e ela abriu os olhos outra vez. A sombra indistinta foi ficando cada vez mais nítida, transformando-se num vulto. Uma mulher vestida de branco. Uma enfermeira.
Diana gemeu e levantou a cabeça do pequeno travesseiro de espuma do hospital.
— Que horas são? — resmungou.
— Mais ou menos quinze para a uma — a enfermeira informou.
Diana gemeu mais uma vez, sentou-se na beirada da cama e procurou com os pés os sapatos de saltos baixos. Ajeitou a barra do suéter sobre a saia pregueada de lã cinza e afastou da testa uma mecha de cabelo.
— Qual é o problema?
— Um corte. Vidro, segundo o homem. Não é muito fundo e já estancamos a hemorragia.
Diana levantou-se, caminhou penosamente até a pia ao lado da porta e lavou o rosto com um pouco de água fria. Apanhou o jaleco branco que estava num cabide preso à parede e, enquanto o vestia, voltou-se para a enfermeira.
— Onde é o corte?
— Na mão. Atravessa a palma toda. Precisa de pontos.
O rosto sonolento de Diana refletiu-se no espelho do quarto. Seus cabelos ruivos caíam soltos pelos ombros bem estruturados. Os olhos cinzentos e amendoados estavam rodeados por olheiras profundas, devido à falta de sono. Tinha o nariz arrebitado e a boca igualmente pequena, de lábios macios e ligeiramente enrugados.
Passou os dedos pelos cabelos despenteados e prendeu-os atrás da nuca. Jogou um pouco mais de água fria no rosto para despertar totalmente e, depois de enxugá-lo, seguiu a enfermeira até o pronto-socorro.
— Quer que eu lhe arranje um pouco de café? — a enfermeira ofereceu, enquanto caminhavam rapidamente pelo corre dor deserto.
— Não, obrigada. Já estou bem, agora.
Verificou os bolsos do jaleco. Lá estava o estetoscópio, a caneta, o receituário, o bip eletrônico. Afastou a cortina e entrou na sala de exames.
O odor que emanava do paciente chegou-lhe até as narinas antes mesmo de vê-lo.
Parecia que ele havia tomado um banho de álcool e, quando levantou os olhos da prancheta que a enfermeira havia lhe dado, deparou-se com um homem alto sentado sobre a maca. Ele tinha o suéter manchado de vermelho.
Os olhos astutos de Diana percorreram a mancha através do peito largo e forte, em seguida dirigiram-se para o rosto do estranho.
Os cabelos dele eram espessos e negros como a noite e estavam despenteados. Os olhos, bastante expressivos, tão escuros quanto os cabelos.
O osso do nariz tinha um pequeno inchaço e o queixo quadrado estava coberto pela sombra escura da barba por fazer.
