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domingo, 11 de maio de 2014

Conquista Especial

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Compromissos sensuais.

Na sala de reuniões os homens se intimidam diante do talento de Michael Finn nos negócios.
No quarto, as mulheres imploram por seu toque. Nada é impossível para o magnata australiano.
E quando ele conhece Lucy Flippence, não demora a querer conquistá-la.
Sendo um peixe fora d'água no glamoroso mundo empresarial de Michael, Lucy cede à atração. Incrivelmente, ela se encaixa com perfeição na cama dele.
Não demorará para Michael cortá-la de sua lista de afazeres, por isso Lucy finge gostar mais dos momentos de luxúria do que dos sentimentos que ele desperta nela.
Além disso, Lucy esconde um segredo que pode acabar de vez com aquela relação tão passageira…

Capítulo Um

Uma filha muito amada enterrada no terreno errado.
Um homem cavando uma sepultura.
Um cachorro correndo loucamente no jardim do memorial, derrubando cabeças de anjos.
Que manhã de segunda-feira, pensou Lucy Flippence, enquanto dirigia até o Cemitério Greenlands. Justamente, hoje, o dia do aniversário de sua irmã, e quando, portanto, uma folga seria muito bem-vinda, recebera a incumbência de lidar com aquelas situações. 
Seria muito bom levar Ellie para almoçar fora, principalmente porque Lucy estava ansiosa para vê-la nas novas roupas coloridas e com um novo corte de cabelo.
Seria como uma completa remodelação, uma, aliás, que já não era sem tempo, considerando que Ellie estava completando 30 anos. 
Nos últimos dois anos, a irmã vinha usando muito preto e cinza, e estava tão envolvida com o trabalho de assistente pessoal de Michael Finn que não tinha outra vida, nem nenhum homem lhe despertando interesse.
No momento, Lucy compreendia tal desinteresse. 
O incidente horrível no pub em Port Douglas estragara seu fim de semana com os amigos fora da cidade. No início o sujeito parecera um príncipe, mas logo havia se transformado em um sapo pavoroso. 
Parecia-lhe que todos se transformavam em sapos, mais cedo ou mais tarde. 
Aos 28 anos, ela ainda não conhecera um cuja armadura continuasse brilhando, independentemente das circunstâncias.Mesmo assim, Lucy não desistiria dos homens. Gostava da excitação de uma nova atração, adorava a sensação de ser amada, mesmo que por pouco tempo.
Uma sensação tão boa que valia a pena ser desiludida para experimentá-la. Enquanto vivesse, ela experimentaria cada coisa que lhe causasse boas sensações. Era o que sua mãe lhe aconselhara a fazer... sua mãe que se casara com um sapo horrível, porque estava grávida de Ellie.
— Nunca cometa esse erro, Lucy. Seja cuidadosa.
Ela era. Sempre cuidadosa.
Especialmente uma vez que não queria ter filhos, não queria transmitir sua dislexia, destruindo outra vida com isso. Fazer uma criança passar pelo o que ela enfrentara na escola não era um ato de amor, e os problemas não paravam aí.
O distúrbio incurável a impedia de se envolver com diversas atividades que para as pessoas pareciam normais.
O pensamento de um bebê inocente nascendo com ligações erradas no cérebro, como as suas, despertava uma reação muito negativa em seu interior. Ela não arriscaria que isso acontecesse.
O que significava, é claro, que provavelmente nunca se casaria... não fazia sentido, se formar uma família estava fora de questão.
Havia sempre, é claro, a esperança de encontrar um príncipe que não quisesse filhos, ou talvez um que tivesse também um defeito genético qualquer e ficasse feliz que eles tivessem apenas um ao outro para amar. Ela não excluíra tais possibilidades.
Elas fortaleciam sua resolução de continuar aproveitando a jornada da vida ao máximo.
O cemitério às margens de Cairns foi avistado. Era apropriadamente nomeado de Greenlands...