
Poderá uma paixão flamejante derreter um coração gélido?
Quando Celeste Prince descobriu que a empresa de sua família fora vendida para Benton Scott, ela decidiu recuperá-la.
Mas não contava com o irresistível charme de Ben.
Seus planos, tão cuidadosamente traçados, foram ameaçados quando Celeste se deixou seduzir por ele...
Ben deixara claro desde o princípio que não poderia ser mais do que um caso intenso e passageiro.Embora a paixão fosse ardente, suas emoções permaneciam inalteradas.
E Celeste sabia que ele teria de enfrentar traumas do passado para derreter o gelo em seu coração...
Capítulo Um
— Não entre em pânico, mas o senhor Lindo de Morrer, ali, de smoking, está despindo você com os olhos.
Celeste Prince agarrou o braço da amiga calmamente e a forçou a desviar os olhos também.
— Pelo amor de Deus, Brooke — disse ela por entre os dentes —, não o incentive.
O desconhecido sexy que havia acabado de chegar era realmente mais do que fascinante.
Seu cabelo escuro, bem cortado, seu queixo forte e seus belos ombros largos a haviam deixado com as pernas bambas.
Um espécime superior como aquele não aparecia todos os dias.
Mas, naquela noite, ela decididamente não podia se deixar distrair pelo que quer que fosse.
Havia mais de cem convidados reunidos ali, todos impecáveis em seus trajes a rigor, para celebrar o 20º ano de sucesso da empresa de Rodney Prince, o gênio das franquias na Austrália.
Aquele evento, porém, significava bem mais para Celeste do que uma simples festa. Naquela noite, seu pai pretendia abdicar do comando da Prince Landscape Maintenance, uma empresa especializada na manutenção de jardins, e passar o controle do império de Sidney para a sua única filha.
Seu pai havia se afastado de tudo após a morte da mãe de Celeste, ocorrida havia 15 anos, menos dos negócios, e os dois tinham acabado por se distanciar um do outro. Como ela esperara por aquele momento, pela chance de ganhar a atenção dele novamente e fazer com que tanto o seu pai quanto a sua mãe se orgulhassem dela.
Nada era mais importante do que aquilo.
Nem mesmo conhecer aquele sonho de homem, alto, moreno e delicioso.
Celeste se contorceu e arriscou olhar uma vez mais na direção dele, os olhos semicerrados.
O desconhecido estava apoiado contra o batente das portas duplas que davam para os belos jardins da mansão.
Ele enfiou a mão no bolso de sua calça e dobrou a perna esquerda, ressaltando ainda mais aqueles ombros magníficos envoltos num smoking branco, naquela pose casual, parecendo extremamente autoconfiante.
Sua beleza era rústica, mas refinada ao mesmo tempo. Grande e musculoso, vestido com um Armani clássico.
Seus olhos, no entanto, eram o que mais a haviam encantado...