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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Confiando no Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Ele a salvara de um incêndio... mas provocara uma catástrofe em seu coração!

Colt Blackwell era um herói. Mas um herói diferente: irritadiço, fechado, podia-se dizer até um tanto rude. Mas fora um homem diferente que carregara Brenna nos braços em meio à intensa fumaça.
Seu salvador tinha o toque suave, falava macio e emanava um perfume difícil de ser esquecido.
Brenna sabia que não devia alimentar fantasias a respeito de Colt, afinal, tudo o que ele fizera fora apenas pensando nas crianças... Mas como dizer ao seu coração que não era hora de se apaixonar?

Capítulo Um

Blackwell, Texas
— Escute, Madame, não me importa quem a senhora seja. Eu já lhe disse, no Natal não dá!
— Então, pode me excluir de todos os seus planos.
—Alô? Alô? — Balançando a cabeça, o xerife Colt Black­well bateu o telefone com uma força exagerada. — Droga! Ela desligou na minha cara! — disse ele, olhando para o outro lado do escritório onde se encontrava seu irmão Hunter. — Mulheres — exclamou ele, consternado.
— Problemas? — perguntou Hunter delicadamen­te, encostando-se na parede e tentando esconder seu divertimento.
— Apenas uma autoritária e intrometida que pensou que eu fosse me vestir de Papai Noel para as crianças da creche da cidade.
Que mulher irritante! Já faziam quase vinte e cinco anos que ninguém ousava falar em Natal na presença dele. Apenas a menção da palavra o irritava porque lhe trazia lembranças de coisas quase já esquecidas.
Colt franziu a testa, olhando o telefone.
— E além de tudo, a mulher foi categórica, inacre­ditavelmente rude.
— Pelo que eu pude observar, você também foi um pouco grosseiro — disse Hunter, suavemente.
— Irritante! — Colt sacudiu a cabeça, ignorando o comentário do irmão. — Ela, realmente, desligou na minha cara. Eu vou lhe dizer uma coisa Hunter, nin­guém mais respeita as leis hoje em dia, não...
— Colt? — Hunter esperou seu irmão acalmar-se.
— Colt?
Saindo daquele estado de devaneio após escutar a voz do irmão, Colt franziu o rosto, confuso.
— O que foi?
— Aquela... autoritária, mandona, intrometida...
— Não se esqueça de rude... — acrescentou Colt, fazendo Hunter suspirar.
— Sim, eu ouvi você. Aquela... rude, mandona e intrometida, por acaso não seria Brenna Baxter, seria?
— Brenna Baxter? — repetiu Colt surpreso, tentan­do se lembrar. Ele não tinha certeza se havia dado tempo de lhe dizer quem era, não que se recordasse. A expressão interrogativa em seu rosto se acentuou e ele tentou reviver o diálogo entre eles.
— Sim, sim, acho que esse poderia ser o nome dela.
Colt sorriu para o irmão, que parecia deliciado com a situação.
— Como você sabia? — perguntou ele, desconfiado, levantando-se. — Você conhece essa mulher? Por acaso ten­tou instigar essa perua para se jogar em cima de mim? — Os pulsos de Colt cerraram-se. Hunter era um pouco mais alto que ele, mas daria conta dele, se precisasse.
— Não. — Hunter balançou a cabeça, levantando a mão em sinal de paz. — Eu não. Nunca vi essa mulher. — Ele sorriu ao perceber a expressão de alívio no rosto do irmão, esperando, deliberadamente, para continuar. — Mas você... deveria perguntar isso à mamãe.
O alívio estampado na face de Colt, imediatamente, se transformou em pânico. Não havia nada, absoluta­mente nada, que ele ou um de seus irmãos não fariam pela mãe. Ou pelo pai.
— Mamãe? — repetiu ele em choque, levantando a cabeça para olhar seu irmão. — A mamãe jogou esta mulher para cima de mim?
— Eu acredito que sim — admitiu Hunter. — Mas sugiro que você não use termos como operação, na presença de qualquer mulher, principalmente da ma­mãe, isto é, se você quiser continuar vivo.
Apesar de Colt nunca ter desistido de evitar as festas de Natal, sua mãe, Emma, nunca perdeu as esperanças de conseguir derrubar aquelas barreiras que ele se impunha todos os anos naquela época.
Colt sorriu para seu irmão.
— Você pode ser o pediatra da cidade, Hunter, mas se não me der algumas respostas, com certeza vai pre­cisar de um médico. Agora desembucha. O que é que está acontecendo? E o que esta perua chamada Brenna quer comigo?
— Você quer dizer, além da sua pele? — Tentando esconder um sorriso malicioso, Hunter encolheu os om­bros. — Não sei, como eu já disse, é melhor você con­versar com a mamãe.
— Você deve saber alguma coisa — insistiu Colt.
— Tudo o que sei é que o papai e mamãe estão na direção do Centro de Assistência e Reabilitação da Criança e estão trabalhando muito com o objetivo de angariar fundos para melhorar as condições das crian­ças. Principalmente mamãe.
Tendo crescido no Centro, o pai deles, Justin, tinha um carinho especial pelo lugar.
— Sim