Mostrando postagens com marcador Companhia Apaixonante. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Companhia Apaixonante. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de abril de 2013

Companhia Apaixonante

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Rowan Hawkins precisa de solidão e sossego.


Mas sua paz é interrompida pela presença antipática de Evan Cameron, seu vizinho.
Ele é, ao mesmo tempo, o homem mais lindo e mais rude que já conheceu! 
Evan apenas queria dar um tempo para recuperar a saúde e retornar aos negócios.
Mas Rowan insiste em se intrometer na vida dele... e em seus pensamentos.
Ele tenta resistir bravamente aos sentimentos pela jovem viúva.
Mas quando ela descobre um segredo chocante, Evan está ao seu lado para oferecer consolo.
E o desejo entre eles se fortalece

Capítulo Um

Evan não fazia a menor ideia do que o atraíra à janela justo naquele momento.
Um movimento súbito, talvez, a visão rápida de algo percebido com o canto dos olhos.
Ou, quem sabe, um sentimento que o tomara, uma inquietação, a noção vaga de que algo inesperado estava para acontecer.
O trabalho sempre fora a força motriz de sua vida, mas ele sabia que não poderia trabalhar daquela forma indefinidamente. Esta última gripe quase o matara.
Obedecera a seu médico no tocante a remédios e repouso e estava ali na casa de praia para descansar durante um mês, fazer longas caminhadas pela praia, ler e dormir cedo.
E tomar todos os seus remédios na hora certa.
Depois de uma violenta estafa não lhe restava outra coisa a fazer. Nada daquilo o satisfazia. A
 verdade é que não sabia o que fazer consigo mesmo quando não estava trabalhando longas horas por dia. Todos os dias da semana.
 Por alguma razão, sentiu seu coração agitado e dificuldade para respirar.
Estreitando os olhos verdes, olhou pela janela. Além da cerca de sua casa, cerca que, aliás, precisava de reparos, a mulher, usando um chapéu de palha branco e um vestido de algodão branco até tornozelos, com uma tesoura de poda em uma das mãos e uma cesta de vime na outra, olhava com desgosto para a casa dela. E não a culpava por isso.
O velho chalé estava vazio há pelo menos três anos, talvez mais. A placa que dizia Vende-se e que estivera por anos na fachada, desaparecera. Mas Evan sabia pouco do lugar, porque quase não usava a casa de praia da família.
Era sua irmã, Beth, quem estava sempre por ali e a evidência de sua presença estava em toda parte, dos potes de creme e perfumes que pareciam brotar na pia do banheiro aos brinquedos empilhados na sala de estar atrás de uma cortina de chita.
Por alguma razão, a visão da mulher de branco pela janela o deixou irritado. Queria paz e silêncio mais do que tudo na vida. Sentia a tensão se acumulando, como se fossem nuvens de tempestade.
Desde que a tal mulher só olhasse para a casa dele, mas não quisesse conversar, tudo bem.
Não queria contato com ela, fosse quem fosse.
 DOWNLOAD