Rowan Hawkins precisa de solidão e sossego.
Mas sua paz é interrompida pela presença antipática de Evan Cameron, seu vizinho.
Ele é, ao mesmo tempo, o homem mais lindo e mais rude que já conheceu!
Evan apenas queria dar um tempo para recuperar a saúde e retornar aos negócios.
Mas Rowan insiste em se intrometer na vida dele... e em seus pensamentos.
Ele tenta resistir bravamente aos sentimentos pela jovem viúva.
Mas quando ela descobre um segredo chocante, Evan está ao seu lado para oferecer consolo.
E o desejo entre eles se fortalece
Capítulo Um
Evan não fazia a menor ideia do que o atraíra à janela justo naquele momento.
Um movimento súbito, talvez, a visão rápida de algo percebido com o canto dos olhos.
Ou, quem sabe, um sentimento que o tomara, uma inquietação, a noção vaga de que algo inesperado estava para acontecer.
O trabalho sempre fora a força motriz de sua vida, mas ele sabia que não poderia trabalhar daquela forma indefinidamente. Esta última gripe quase o matara.
Obedecera a seu médico no tocante a remédios e repouso e estava ali na casa de praia para descansar durante um mês, fazer longas caminhadas pela praia, ler e dormir cedo.
E tomar todos os seus remédios na hora certa.
Depois de uma violenta estafa não lhe restava outra coisa a fazer. Nada daquilo o satisfazia. A
verdade é que não sabia o que fazer consigo mesmo quando não estava trabalhando longas horas por dia. Todos os dias da semana.
Por alguma razão, sentiu seu coração agitado e dificuldade para respirar.
Estreitando os olhos verdes, olhou pela janela. Além da cerca de sua casa, cerca que, aliás, precisava de reparos, a mulher, usando um chapéu de palha branco e um vestido de algodão branco até tornozelos, com uma tesoura de poda em uma das mãos e uma cesta de vime na outra, olhava com desgosto para a casa dela. E não a culpava por isso.
O velho chalé estava vazio há pelo menos três anos, talvez mais. A placa que dizia Vende-se e que estivera por anos na fachada, desaparecera. Mas Evan sabia pouco do lugar, porque quase não usava a casa de praia da família.
Era sua irmã, Beth, quem estava sempre por ali e a evidência de sua presença estava em toda parte, dos potes de creme e perfumes que pareciam brotar na pia do banheiro aos brinquedos empilhados na sala de estar atrás de uma cortina de chita.
Por alguma razão, a visão da mulher de branco pela janela o deixou irritado. Queria paz e silêncio mais do que tudo na vida. Sentia a tensão se acumulando, como se fossem nuvens de tempestade.
Desde que a tal mulher só olhasse para a casa dele, mas não quisesse conversar, tudo bem.
Não queria contato com ela, fosse quem fosse.
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